terça-feira, 10 de maio de 2016

Lisbon Streets

A nossa capital é enorme. Passeio por ela de norte a sul, de este a oeste. Nunca me passou pela cabeça voltar a ver-te.

Pensas de forma diferente, vives de forma diferente, gostas de coisas e pessoas diferentes.

No entanto, há 3 noites atrás voltei a cruzar o meu olhar com o teu. Vi surpresa, vi dúvida. Numa fracção de segundo revivi todo o meu sonho e pesadelo contigo. Uma pequena fracção de segundo, em que depois descruzei o olhar e segui em frente, nunca olhando para trás.

Bem sei que passando nessa rua específica, a pé, correria esse risco. Mas já passei por ela tantas vezes que, àquela hora e daquele lado não pensei que fosse provável.

Não penses no entanto que passei nesse local por tua causa. Já não habitas a minha memória por boas lembranças, antes pelo contrário e já aprendi a despegar-me do que me faz mal.

Nada sei de ti. És um estranho. Tudo aquilo que foste de bom, fui eu que o sonhei, imaginei, me forcei a crer que eras. No entanto, tantos foram os choques de frente com a realidade que finalmente me permiti acordar.

Uma fracção de segundo e toda a angústia, agonia, perda, dor, voltaram e habitaram em memórias por 5 minutos. Não te dei mais tempo de antena.

Ver um fantasma nunca é uma experiência boa. Fica a certeza que embora adore aquele restaurante, dificilmente lá volto.

sábado, 16 de abril de 2016

Tudo se perde.



Acendo um cigarro depois de muito tempo sem fumar. Sabe-me mal.
Questiono-me ao que saberá o teu beijo agora. Já não o sinto há tanto tempo. Certamente melhor que esta porcaria fumacenta e mal cheirosa.

Recordo cada gesto e cada palavra tua da última vez que te vi. Não consigo evitar que me faças rir com coisas que outras pessoas poderiam considerar ofensivo. Mal consegui tocar-te. O tempo urge e não sobra para aquilo que se deseja.

Manter-se-á esta química? Este desejar sôfrego de algo que ambos sabemos que não leva a nada mais que um consumir momentâneo de calorias?

Fico à tua espera. Que fales comigo. Que me digas por fim aquilo que ambos desejamos.

Data e hora.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Spring

Voltou o sol.

E eu com ele.

Estive muito tempo doente. Três anos a definhar, com um vírus que me ia sugando a vitalidade e tudo o que conseguia.

Este último ano foi de convalescença. De recuperar energia, de caminhar pelo meu próprio pé e com cuidado, numa espécie de bolha Actimel para evitar mais contágios.

Foi uma recuperação longa, mas estou de volta.

Voltou o sol.

E eu com ele.

Olá Mundo!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Lost

Os olhos pesam, estão inchados e ardem com o sal de lágrimas extintas. 
Mais do que um passado triste, como se consegue esquecer um passado bom?
Fui tão feliz naquela altura, e choro por não conseguir ser novamente. Perdi tudo.A minha independência, a minha vontade de viver, a minha alegria, o meu humor. Perdi-me algures, no perdão, no acreditar, no amar com consciência que era apenas uma miragem. Insisti em atravessar um deserto onde tudo o que vi do oásis foi uma doce ilusão.
E agora estou aqui. Parada, sedenta, sozinha num vasto deserto sem saber para onde me dirigir, o que fazer para reencontrar o caminho certo.
A culpa é minha e só minha... no fundo sempre soube que jamais conseguiria perdoar traições ou quem me tratasse mal, mas acabei por me agarrar àquela doce miragem do passado, doce. Tão doce... que me derretia. Sentia-me em uníssono com outra alma. Tanta coisa em comum, tanto amor mútuo para dar, tanto desejo que nos fechava todo um fim de semana num quarto e esquecíamos o mundo lá fora. Tanto toque quente, reconfortante, tanto espasmo de músculos doridos mas gozados, tanta memória de vozes calmas, doces, sorrisos quentes de olhos brilhantes.

Perdi-me. Não sei o que fazer ou como fazê-lo. Não sei como retomar as rédeas do meu cavalo perdido no deserto abrasador. Não sei onde estou nem me conheço. E o único líquido que sinto são lágrimas salgadas que não me matam a sede.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Take your mask off

É Carnaval. Talvez por isso não seja preocupante tirar a máscara e optar por outros papéis. Afinal, e principalmente nesta altura do ano, como vai alguém saber se é máscara ou, na realidade, a ausência da mesma a falar?

Relações, compromissos, encontros ocasionais, uma mistura de ambos?


Todos sabemos, é socialmente correto manter uma relação, a felicidade constante, o amor. Mas o que é amar? Onde difere do gostar?

O que é melhor para nós, melhorias ou constrangimentos financeiros de parte? Será melhor aquele porto seguro, o conforto do dia-a-dia daquela pessoa ao nosso lado? Em quem podemos confiar, desabafar, amar, conversar?

Ou será melhor a nossa casa, a nossa solidão, o nosso porto seguro? Em que convidamos esporadicamente alguém para atracar nesse porto? Em que nos rimos, conversamos, seduzimos, vivemos paixões tão intensas quanto rápidas?


Existe no entanto o temido meio termo. Aquela pseudo-relação que podemos manter com alguém, que amamos, que conversamos, que confiamos, que desabafamos, que seduzimos mas que, traímos. Se alguém trai, não ama? Ou é possível amar, mesmo traindo?

Muitos acreditam ser o melhor de dois mundos, desde que devidamente planeado e controlado. Acreditam no "porque não manter o meu relacionamento, quem amo, em quem confio e com quem desabafo, que me apoia e manter em simultâneo a loucura da paixão esporádica, o flirt constante que alimenta egos, a novidade fresca que quebra rotinas?".

Tirando a máscara, o que mais nos interessa enquanto seres humanos? O seguro, a aventura, o seguro com a aventura eventual?

Valerá a pena manter a relação estável, perdendo toda a liberdade para as paixões ardentes, inesperadas e fogosas?
Valerá a pena nos mantermos solteiros, sem compromissos, mesmo que a determinada altura essa decisão nos custe uma solidão forçada?
Valerá a pena arriscar algo que julgamos seguro, definitivo, por tentar abraçar ambas as soluções em simultâneo?

Afinal, o que é o amor, a paixão? De que se trata fidelidade, confiança? Está o ser humano tão dependente de terceiros, que chega até a arruinar-se a si mesmo por flirt, paixão ou amor?

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Come

Vem. 

Retira-me o sentido da visão e envolve-me em todos os outros. Sussurra-me ao ouvido, arrepia-me a pele, percorre cada curva do meu corpo como tão bem sabes fazer. Não tenhas pressa, entrega-te a todos os sentidos, alheia-te da realidade, da monotonia, do dia-a-dia que nos sufoca e impede de sonhar,de sentir, de respirar. 

Vem.

Envolve-me nos teus braços, pega-me ao colo para que te possa envolver nas minhas pernas. Entrega-me a tua língua naquele beijo que me vira do avesso e me faz esquecer tudo. Oferece-me toda a tua luxúria de modo ofegante, enquanto me dizes roucamente que me queres todos os dias.

Vem.

Sente o prazer que escorre sem vergonha. Sente as minhas unhas na tua pele, no doce desespero de te sentir mais e mais. Sente o envolvimento sem pudores, sem horas marcadas, sem destino traçado. Despe-me enquanto sinto o teu odor corporal, agarra-me com força como se eu pudesse fugir do teu alcance.

Vem.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

So let's say... it's Valentine's day.


É dia de S. Valentim.  O que fazem para surpreender a V/mais que tudo? As flores? Os chocolates? O jantar fora?
Estás sem dinheiro. O que fazes?
Discutiram. O que fazes?

É dia de S. Valentim. Passaste uma semana infernal. Nada correu bem. Fechas-te nos teus pensamentos em como andas frustrado por nada dar certo na tua vida. Choras por decisões que foram tomadas como sendo as mais acertadas, mas que te transformam num monstro.

Sabes que fazes por merecer mais, mas ninguém te dá valor. Sabes que o ideal é seguir em frente, mas não tens forças para enfrentar o que é necessário.

A semana chega ao fim. Uma espécie de 1st round. O fim-de-semana é uma pausa de modo a se tentar restabelecer energias. Mas acabas por ceder. Crês que não vale a pena mais luta, mais discussão. Que o ideal é aguentar todos os round's e conseguir manter alguma paz de espírito, mesmo que seja contra aquilo que a tua mente te grita.

So let's say... it's Valentine's day. Neste cenário, o que fazes?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

12 de Fevereiro


Faz hoje, precisamente, dois anos que te conheci. Faz hoje, precisamente, dois anos em que comecei a encarar a vida de outra forma, em que comecei a acreditar ser possível um futuro a dois.
O decorrer do tempo, a noite passada, as noites passadas, mostram-me que não. Não contigo, não connosco.
Já não tens os mesmos desejos que tinhas, se é que os tiveste um dia... e os meus, mantêm-se.
Eu quero aquilo a que tu chamas de "constituir família, peka, peka, blá blá, blá", que traduzindo, significa alguém do meu lado, confidente, cúmplice, amante, amigo. Quero fidelidade, respeito, amor, prazer. Quero a aliança perdida, a promessa de uma vida a dois, a cumplicidade rumo a um futuro promissor.
Não quero mais isto. Não quero mais esta insegurança, a discussão fácil de ameaça de derrocada. Nunca foste nem quiseste nada do que me disseste inicialmente, pois não?
Questionaste-me acerca de uma boa razão. Talvez devesses questionar qualquer pessoa que conheças, que tenha tomado essa decisão. Pergunta o porquê, porque a resposta é comum a todos eles ou elas.
É o significado, é o amor, a paixão, o respeito, a lealdade, a fidelidade, a cumplicidade. É o saber e ter a certeza do sentimento que se tem, é o mostrar sem receio que é o que se deseja para uma vida, mesmo sabendo que haverá sempre contratempos, altos e baixos.
É isso que desejo para mim, aquele que me disseste ser, quero o constituir família, o "peka peka, blá, blá, blá", quero ser feliz com alguém que não veja a vida apenas como "um dia de cada vez e logo se vê". Quero mais, quero o arriscar, quero que arrisquem do meu lado. 
Estou cansada de enfrentar tudo, do permitir tudo, o dar mais uma oportunidade para o desfecho estar cada vez mais distante do que outrora nos era comum.
Sou mais, quero mais, desejo mais, mereço mais.

E dois anos depois de uma promissora conversa, de uma promissora noite, tenho tão menos do que o previsto... que não quero mais menos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Expectations


Foram muitas, tantas.
A expectativa de finalmente manter um sorriso no rosto, mesmo contra todos os males exteriores ao meu palácio. A expectativa do apoio, da protecção, do ser tomada conta.
Recordas aquela felicidade inicial? Aquele acordar bem disposto, mesmo após (e apenas) 3 horas de sono? Aquele sorriso e bom humor que nada conseguia fazê-lo dissipar? 
Recordo de o ter sentido, mas já não lhe sinto o sabor, a sensação quente e acolhedora. Aquele calor que nos aquece por dentro por nos sabermos a amar e a ser amado.
Hoje, existem todos os fantasmas do passado. Com eles, uns mais recentes. Tendem em roubar-me o sorriso do rosto e, como o cinzento do céu e a chuva que cai, é agora a minha expectativa. Cinzenta, fria, com lágrimas que rolam, apesar de não se deixarem ver.


Talvez tenha sido um sonho. A expectativa "daquele" ser especial.
Hoje há a ira, a frustração, a incapacidade de agir, a dor auto-infligida por não haver coragem para mais. Hoje há a acusação, o silêncio, a dúvida,  a desconfiança. Hoje há o incerto, o cada dia que passa a questionar "será o correcto a fazer?".
E no fim de tudo, há a vontade de desistir, de entregar pontos, de deixar de lutar. Há a vontade de não querer saber, do deixar andar, do ignorar.
O que nos sobra? Sim, entre mim e ti. O que sobrou? Uma rotina doentia em que me sinto pressionada a ser e a continuar a dona e senhora de todas as decisões? A responsável, aquela que pensa sempre muito antes de agir, a que tem cuidados redobrados, para não ser mais que  isso, uma ampara golpes alheios? Estou cansada do tomar conta. Quero agora descansar, quero que tomem conta de mim.
Quero deixar de ser a altiva, a forte, a corajosa. Quero passar a ser a pequenina, a protegida que defendem a todo o custo contra seja quem for.


Mas isso, tanto tu como eu, sabemos que nunca irá acontecer. Tu, por não seres capaz, eu, por não saber ser de outro modo, nem confiar a minha vida  a nenhuma alma viva deste planeta.
Deixaram de existir os dias solarengos, apenas existem alguns raios de sol tímidos, como um início de Primavera, quando existe alguma folga no nosso ouro actual. Nada há a não ser essa ilusão temporária, esse lusco fusco que se entranha na minha alma, fazendo-me querer acreditar que é um dia de pleno Verão.
Mas não é, pois não?
Uma vez o proferi, e uma vez mais essa verdade crua, fria e suja me vem à mente. Encontraste apenas um novo covil, um que talvez fosse mais duradouro, na eventualidade de saberes fingir melhor. Mas não o fazes, e esperas, no teu íntimo, que o que fazes seja suficiente até existir uma escapatória mais satisfatória. Mas não há, nem vai haver. Sabes?
Eu sei... o meu palácio foi em tempos um covil fantástico. Cheio de sorrisos, brilhos de olhares, e poros dilatados em plena luxúria, em fins de semana bem preenchidos.
Havia aquela privacidade mórbida, em que apenas se sabia o que era conveniente saber. Depois? Os dias de sol murcharam, rumo a um Outono invernoso. Depois? O brilho só existiu na presença da lágrima, os poros na presença da mágoa.
Hoje, os meus fantasmas andam presentes, mais do que nunca. Hoje, eles segredam-me ao ouvido em como tinham razão, em como me iludi com um mero e solitário raio de sol, pensando que fugiria ao escuro do Inverno. Hoje, as expectativas são apenas de sobreviver, de me arrastar nos dias, esperando que os dias de inverno passem um dia e que me deixem apreciar o sol.
Hoje, já não há expectativas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reborn

Renascer. Lentamente retorno ao meu normal. À minha capacidade de me saber mulher. Bonita, loura, interessante, inteligente. Reconheço o meu valor. Importante? Eu. Tudo o resto é opcional. Ego volta a subir, a minha confiança instala-se novamente. Reaprendi que jamais se deve viver em função de alguém, que não seja eu mesma.
Renasci. Sinto o sol a queimar-me a pele, o mar que me rodeia as pernas, as vozes ao fundo esbatidas. Respiro fundo, de olhos fechados, enquanto apanho o cabelo. A brisa do mar borrifa-me a pele com uma frescura agradável e deixo-me ficar, refrescada, a pensar em ti.
O teu silêncio inquieta-me, porém. A última vez que ouvi a tua voz,  foi breve, impessoal. Fugias-me por entre os dedos sem eu conseguir apanhar-te. O que se passa?
Sinto falta do teu cheiro, das tuas mãos e dos seus afagos fortes. Da tua respiração a ofegar no meu ouvido, da forma provocadora com que me olhas sempre. Preciso sentir aquela loucura urgente que atenua todo o caos da minha realidade. Procura-me! 

terça-feira, 18 de junho de 2013

X-Ray

Trocámos de papéis. Eva a emocional, tornou-se na Eva racional. Eu por minha vez, virei emocional. Enquanto me vejo num reflexo de um espelho que estampa uma felicidade aparente, Eva espreita pela objectiva, racional,  concentrada, detectando o melhor ângulo, a melhor luz, o melhor enquadramento, de modo a captar a essência real e não aparente.
Eva avalia os negativos das fotos. Revela-os.
Enquanto Eva me confidencia, de ar apreensivo, o quão errada estou devido ao meu lado emocional, penso com clareza em como concordo com ela, sem porém tomar a decisão acertada.
- Está à vista, Alice. Como é que és capaz de não ver? A mágoa fez-me ver. A revolta fez-me ver. A injustiça fez-me ver. E tu, que sofres tudo isso na pele, como és capaz de deixar andar?! Acorda!
Desta vez, Eva não está com o seu ar angelical de caracóis largos dourados. Tem um ar carregado, austero. Parece uma femme fatale. Veste de negro, excepto a fita de cetim cor de pérola que lhe segura os caracóis. Sinto-lhe o perfume forte e aromático, Amarige da Givenchy. Tem um ar decidido, como se o seu primeiro objectivo fosse agora convencer-me a fazer o correcto.
Eva conhece-me bem. Consegue sentir que lhe dou razão, mas também detecta o motivo pelo qual não me decido. Cabeça e coração sempre em conflito. Olho para as imagens paradas no tempo, momentos. Bons momentos. Mas não passam disso, de momentos, uma fracção de segundo captada numa imagem que retém um sorriso sem demonstrar efectivamente o que vai na alma.
Eva adivinha os meus pensamentos.
- Ninguém vive de imagens paradas no tempo, de sorrisos forçados ou mesmo sinceros provocados pela circunstância momentânea. Ninguém é 100% feliz, mas a ti? Vejo-te maioritariamente de semblante triste. Não te vejo feliz ou alegre, nem sequer te vejo a sorrir genuinamente. Sabes o que tens a fazer e estás somente a adiar o inevitável. Há seres que não foram feitos para amar mais ninguém a não ser eles próprios. Que pensam acima de tudo neles próprios. Que não são capazes de tecer e seguir objectivos comuns. E tu, minha querida Alice, és tanto, és mais, és melhor. Acredita que  é preferível te sentires só, por estares sozinha, do que te sentires só, por não te saberem acompanhar. Faz um raio x do início ao fim, verás que terás de agir.

sábado, 15 de junho de 2013

Sex


"Sex is part of nature. I go along with nature."
Marilyn Monroe

domingo, 9 de junho de 2013

Gift

Aqui me tens.
Loura, apenas com uma fita de cetim que enlaça um presente delicado e requintado.
Aqui me tens.
De caracóis largos que caem em cachos dourados, ávidos de sentirem o teu afago.
Aqui me tens.
De eye liner e rímel, nada mais. Para que fixes o teu olhar no meu, antes de tomares a minha boca  na tua.
Aqui me tens.
De salto alto, pernas longas que te desejam entre elas, assim como as desejas em teu redor.
Aqui me tens.
Cheiro doce a côco que tanto adoras, que nos transporta para dias de calor, de sol, de suores mútuos.
Aqui me tens.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Can I use you?

Quero usar-te, abusar-te, lambuzar-te. Quero-te aqui, a ofegar no meu ouvido, de olhos brilhantes pelo reflexo dos meus, sentir os meus cabelos entrelaçados nos teus dedos, prender-te num abraço entre as minhas pernas.
Quero que me consumas, que me ames, que me desejes, que seja a única mulher na tua vida. Quero que tenhas a capacidade de desligar o meu racional e de ligar o meu sensorial.

sábado, 20 de abril de 2013

Fim

Mas são mais os dias do que os momentos. E fartei-me. É isso, estou farta. Não me apetece falar mais, discutir mais, repetir o que já foi dito. Leio, releio, volto atrás e vejo que de Fevereiro de 2012 para cá em vez de ter ficado a cada dia mais feliz, me vi enredada em tanta merda que só me fui afundando. Por isso, já chega. Quero EU agora, a minha vida de volta. Chega de só pensar nos outros, perdoar tudo e ainda ser comida por estúpida. Tudo de bom para ti, felicidades!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Reality


Onde estás? Anseio por ouvir o teu respirar, o teu sussurro no meu ouvido. Anseio pelo teu toque leve na minha pele, sentir-me arrepiar à medida que a temperatura corporal sobe. Perdemo-nos algures? Mal recordo a tua voz doce, o doce passado recente de uma gargalhada sincera, do brilho no olhar, da felicidade sincera por te saber meu, mesmo sabendo que todas as tuas promessas são vãs, fúteis, utópicas.
Temos sempre de nos agarrar a algo no entanto. A doce mentira é por vezes mais agradável que a crua realidade. Recordo planos, sonhos, vontades. Que se vão desvanecendo a uma velocidade demasiado cruel, rápida.
Sei bem da minha realidade cruel. Nada é como imaginamos, não é? As expectativas facilmente descarrilam para desilusões. Esperamos demais quando amamos, quando nos sentimos amados, quando desejamos, quando nos sentimos desejados. 
O amor não passa disso, de uma necessidade humana. Como a cocaína, o amor é guloso. Tudo tão maravilhoso no início, mas... ao se tornar num vício, torna-se doentio, sôfrego, provoca dor e angústia quando não conseguimos senti-lo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Auto Retracto


Não me apetece estar aqui com "escritas criativas", à procura das palavras correctas ou onde colocar a vírgula, ou até mesmo quando mudar de parágrafo. Estou cansada. Faço e desfaço, gosto e desgosto, quero e desprezo. Sou oito e oitenta e, signifique isso que o significar, sou eu.
Irrita-me quem me julga, principalmente quando não me conhecem minimamente. Por vezes ignoro, mas a grande maioria das vezes não. Fico danada, revoltada, frustrada. Até poderia mexer-me para desmistificar determinadas questões, mas para quê? Havendo interesse nesse sentido, não haveria sequer julgamento, certo? Aguardo antes e pacientemente pelo karma. Essa tal coisa que referem os entendidos (ou não) que está sempre atento e não dá ponto sem nó.

Se sou perfeita? Como alguém me diria... jamé! Mas não sou egoísta, nunca fui. Sou uma crente na Humanidade, num Mundo onde existem pessoas cada vez menos humanas. Questiono-me frequentemente do porquê de serem assim, que proveito ou gozo lhes dá em serem cruéis para com os outros, mesmo que não seja comigo. Logicamente não sou uma coitadinha. Se me tentam pisar, faço questão que engulam com violência o meu salto alto, embora isso não me faça má pessoa... apenas defensiva. Considero-me a presa, não o predador.
Sempre soube que para benefício próprio, é preferível inverter o coração. Lado bom para dentro. Lado mau para fora. Raramente as pessoas sabem lidar com o bom que lhes dão. Ou não dão valor, ou exigem como se se tratasse de uma obrigação.
Eu sou uma ponderada por natureza. Vejo sempre prós e contras, analiso todos os lados de uma questão para poder opinar. E sim, raramente me engano. A não ser quando o assunto em causa sou eu. Tenho uma tendência pérfida para comigo mesma. E tudo devido ao orgão que bate no peito a quem culpamos malefícios e benefícios emocionais.
Terei de fazer uma limpeza geral. Começarei amanhã mesmo pelo palácio, depois comigo e por fim, com tudo e todos que me rodeiam. Preciso mudar de ares.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Perspectivas

Captas  a minha imagem, tens um vislumbre da única forma que consegues ver-me. Não te sintas inferiorizado, porém. Aproveita e contempla a tua perspectiva, é interessante. Admira o céu azul que já vai espreitando mais. Mas tem sempre em mente que num abrir e fechar de olhos, te deixo encurralado por entre o meu salto alto. Atreves-te?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um ano


Há um ano atrás, Sábado, noite de Carnaval. Estava nervosa a preparar-me para sair. As minhas pernas tremiam, assim como as minhas mãos agarravam inseguras o volante. Não sabia que estava a dirigir rumo a Lisboa, no intuito de mudar toda a minha vida, quem sempre fui.
Ao longo de um ano, criei cicatrizes que irão marcar o resto da minha vida. Irei relembrar sorrisos, angustias, toques, gestos, vozes, gritos e choros.
Um ano, doze meses, 365 dias que passam agora num loop vertiginoso. Prognóstico? Dizem ser apenas no final do jogo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Secret

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