terça-feira, 20 de abril de 2010

Deserto

Baralhas-me. Mas não te julgo, és precioso demais para isso. Todos temos os nossos fantasmas pessoais que nos fazem pensar, tanto em coisas importantes como em coisas que não devíamos sequer dar importância.
Fazes-me tonturas, viras-me do avesso e tenho sentimentos vertiginosos contigo. Mas não me importo, faz parte. Ninguém quer magoar ou sair magoado em situação alguma, mas o meu peito ficou ansioso mesmo com todas as palavras proferidas. Quero-te, é certo. Se desapareceres, ficarei confusa, mas faz parte de mim seguir em frente. Não permito hoje em dia que nada nem ninguém de faça mossa, por muito tempo. Não anseio o fim, anseio a continuação de tudo o que me dás, mesmo parecendo pouco, é tanto para mim...!
Sentir-te colado ao meu corpo em carícias eternas, que duram muito mais do que o momento em que são feitas, sentir o que sentes por mim, bastando olhar nos teus olhos, mesmo quando estão fechados.
Não tenho receio algum de sentir o que sinto. Alimenta-me a alma, faz andar a minha vida de forma mais positiva e excitante. És a minha droga e tu sabes disso.
Só me resta aguardar para que deixes de sentir receios do que sentes ou do que pode eventualmente acontecer. Carpe diem, dizem na gíria. Aproveita, deixa o que tiver de acontecer para a altura certa.
O teu cheiro está cá, camuflado, só eu o sinto. E já sinto a tua falta, mas sei viver sem ti.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Smoking

Ansiei que este dia chegasse, mas verifico que tudo continua cinzento. Mais do que na sexta-feira. Desligo-me do mundo, na esperança de assim ficar ocupada e vazar a alma de tanto palavreado enleado. Limpo o que já limpei, lavo o que já lavei, lanço-me em tarefas ávida para que a mente descanse enquanto o corpo trabalha. Mas não resulta.
Sento-me no salão do meu palácio e acendo um cigarro, enquanto me ligo novamente ao Mundo, na esperança de gritar o grito mudo que tenho nos pulmões da alma. Tanto por dizer, nada para escrever. Vagueio pelo mundo virtual e encontro um texto que se aplica aqui tão bem no que sinto... que quem o escreveu não se importe que eu o transcreva para aqui:

"(...) Que vou eu fazer de mim, depois de tudo o que passámos, depois de tudo o que amámos e sofremos como se não houvesse mais nenhuma oportunidade para amar e sofrer (que, por ironia, me parecem duas palavras sinónimas e vazias) em que quisemos reter todos os minutos dentro de nós? Deixaste-me desamparada, vazia... não. Deixaste-me inquieta, insegura. É que, de súbito, o teu rosto desfigurou-se. Senti uma presença sufocante entre nós. De súbito, as tuas palavras ternas, mas já ausentes, acarinharam embaraçadamente o meu espírito, estavam a despedir-se de mim, e anciosas de que essa despedida se apressasse...
Não tenho nada a acusar-te. Mas eu sempre esperei mais, tu próprio esperaste mais. O quê, não saberei dizer. Talvez precise daquilo que não me podes dar. (...)
"

Estou só, nada que seja fora do vulgar. Mas sinto a apatia a chegar e a instalar-se confortavelmente em mim, a procurar abrigo por tempo indeterminado. Penso em mim mesma, no que fui, no que sou, no que hei-de ser. Sou uma alma perdida que anseia por tudo, quando encontro, sugo essa vitalidade que busco, deixando a pessoa quase sem vida... e morro de tristeza por isso acontecer. Mas sou mesmo assim, sempre fui. Sou viciada em vivências ardentes, apaixonantes, vitalizantes, que me levem aos céus acima das nuvens carregadas de cinzento. E de súbito, as vivências acabam, eu volto a descer dos céus e fico a aguardar pacientemente a minha próxima dose.

Mas detesto esperar. As esperas agoniam-me. Por isso apressa-te, pois sinto um qualquer fim a chegar, e eu já aguardo pelo novo início.

sábado, 17 de abril de 2010

Febre

Acordei cedo. Olhei para o relógio, eram 7h15m. Acordei suada como se estivesse febril e apercebi-me que sonhara contigo. Estando com outros dois homens na minha cama, adormecidos, permiti-me fechar os olhos e dar-me o prazer que tu poderias dar, talvez noutra altura. Estava completamente molhada, os meus dedos escorregaram para lá enquanto me acariciava simultaneamente. E vim, vim a pensar em ti e em tudo o que me dás. Que é tanto, mas em tão pequenas doses.
Olhei para os homens deitados ao meu lado. Voltei a adormecer, na esperança que o tempo corra depressa. Fazes-me falta Paixão Minha. Mesmo quando o sol brilha lá fora sem estares aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Chuva

Estou no duche e penso no que aconteceu. Hoje não há sol. A minha mente ficou repentinamente cinzenta como o tempo lá fora e a minha alma tem lágrimas como as gotas que caem sobre o meu rosto.
Mas ainda penso no teu cheiro, agora substituído por um qualquer gel de banho que, por mais aromático que seja, não substitui o teu cheiro único, impregnado na minha pele. Tenho fome e sede de ti, lembro-me de cada segundo passado, quando estiveste neste palácio. Recordo cada toque de língua, a percorrer-me o corpo inteiro como se de uma serpente de prazer se tratasse. Recordo caíres a meu lado, exausto e gozado, de olhos fechados enquanto te acariciava a face.
Tudo soa a passado, mas quero-te no presente, como o meu presente, a minha injecção de adrenalina, paixão, amor partilhado. A minha droga pessoal.
Nada mais tenho a dizer-te. Não hoje. Quero a minha mente ocupada com o ontem e o outro passado. Não quero o dia de chuva. Prestes a chover lá fora e chovendo já dentro de mim. Hoje não há sol.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sonho

Pensando no que fomos e no que somos. Vivemos demasiado depressa, com sede de ter tudo e sermos felizes para a eternidade. No entanto, o prazer que me dás é sexual, não consigo ter já aquela sensação de prazer, de paixão. Somos tão diferentes... Vejo fotos de casamento, promessas de felicidade, de respeito, de compreenção, de amor. Fotos que anseiam por demonstrar um futuro risonho, mas que apenas captam aquele momento. Onde foi que nos perdemos?
Andamos de costas viradas, cada um quase com a sua vida independente, trocamos palavras e um beijo leve "porque é assim que fica bem", fazemos planos materiais, mas não existe futuro emocional. Esse vai secando, como uma folha no início de Outono que acaba inevitavelmente por cair por terra.
Lembro-me como tudo começou, paixão ardente, onde nos gozávamos a qualquer hora do dia ou da noite, a toda a hora, quando me davas prazer assim, sem nada fazeres demais. Mas agora não. Agora é sexo que tenho contigo, onde existem toques directos no ponto que interessa para que estejamos minimamente estimulados, e onde tudo acaba depressa e mal dirigimos a palavra um ao outro. Faz parte. É simplesmente mais uma obrigação. Algo que tem de acontecer no casamento.
Olho novamente para aquela foto. Sim, fomos felizes. Mas eu não o sou mais.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Paixão

A chuva não apareceu como prometia. Deixou-nos com um céu maravilhoso por cima de nós, com o sol a aquecer-nos os corpos já por si em chamas.
Beijámo-nos sofregamente, como se fosse a última oportunidade que teríamos, no campo, com aquela brisa primaveril no ar. Conversámos como namorados, carícias que ainda agora as sinto na pele.
Senti-lhe a respiração, aquele doce gemer de prazer e paixão que nos consome, que nos tira o chão e nos leva às nuvens. Tocou-me por dentro, sentindo-me molhada e louca de desejo por ele, ignorando por completo alguns carros que passavam ocasionalmente por ali. E ali estava eu, encostada de pé no carro, a absorver todo o prazer que ele me dava.
- Estas curvas Alice, dão comigo em doido, só me apetece f****-te aqui mesmo no chão, deixas-me louco de tesão por ti, sabias? Apaixonei-me por ti desde que fizemos amor pela primeira vez e desde então que ando louco. Quero-te só para mim, és a minha namorada. Queres ser a minha namorada? Não me interessa mais ninguém, és só minha e eu sou só teu.
Assenti pois claro, completamente envolvida num sentimento de paixão e prazer. Os nossos casamentos pertencem a uma vida paralela, onde nada existe de semelhante. Tudo connosco é quase surreal, uma utopia doce a ser vivida em pleno, que jamais pensei ser possível na minha triste vidinha real do quotidiano.
Estive prestes a ceder, mas não o quero apenas para sexo que, embora maravilhoso, não é tudo o que quero. Quero mais, quero-o por inteiro, tudo aquilo que ele tiver para me dar. Bebo-lhe o desejo e cada palavra que profere, correspondo-lhe a beijos que me fazem quase perder os sentidos. Ando louca de paixão e de desejo carnal.
Mas o tempo urge e rapidamente se esgota para tudo o que fazemos apaixonadamente. Voltamos para o carro, colocamo-nos em movimento para regressar ao tempo real.
O tempo fecha-se de cinzento e as gotas começam a cair docemente. O sonho ficou interrompido no tempo, até estarmos juntos novamente.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Realidades

É verdade que para levar uma relação a dois em frente, são necessárias muitas coisas. Responsabilidade, respeito mútuo, amor, bom sexo (claro!), enfim. Mas a verdade inevitável é que todos os casamentos acabam numa só palavra, comodismo.
Esta situação provoca por diversas vezes, a busca do que falta num casamento, ou uma relação a dois. A paixão, o flirt, as borboletas na barriga, o beijo e o sexo carregados de desejo por se tratar de algo novo numa vida estagnada. Confesso que na gíria se diz que são mais os homens que o fazem, mas será que é? Serão eles a procurar a super-mulher que os vai salvar da inércia de um casamento monótono e chato? Não sei se será assim.
A sociedade geral aceita muito melhor estes casos vindos por parte de homens, são homens “coitadinhos", não resistiram... mas a verdade é que todas estas decisões são tomadas na maioria das vezes com consciência e pelos mais diversos motivos. E as mulheres também o fazem. Longe vai o tempo em que a mulher se sujeitava a ficar em casa a tratar da mesma e dos filhos, a ser por vezes agredida física e psicologicamente, sendo traída inúmeras vezes, sabendo e aceitando, com ou sem sofrimento envolvido por isso.
A diferença entre nós mulheres com eles homens, é que somos mais cuidadosas. Procuramos incesantemente por aquilo que nos mantém maravilhadas, apaixonadas, com um fogo aceso cá dentro constantemente, sem para isso ser necessário se bajularem e exibirem a terceiros. Somos as verdadeiras heroínas, pois um homem nada tem de nós a não ser que o faça à força. Somos heroínas porque nos apelidam de fracas, mas a realidade é que uma mulher é perfeitamente capaz de levar uma vidinha normal, trabalhando, cuidando da casa, dos filhos, até de um marido que já não significa aquilo que deveria significar. E é capaz de fazer tudo isto apaixonada, ter o fogo escondido lá dentro, com memórias frescas de puro prazer obtido com outro homem, quiçá algumas horas antes.
Uma amiga minha uma vez disse-me algo que apreciei: “Sabes Alice, uma vez disse ao meu marido que caso tencione enganar-me, ou trair-me, para não me contar como muitas mulheres pedem. Isto porque se ele me dissesse algum dia que me tivesse traído, mesmo perdoando, jamais confiaria nele novamente. A relação terminava aí inevitavelmente. Ele perguntou-me porque não queria eu que ele me contasse caso isso acontecesse. E respondi simplesmente – Porque se eu tiver de fazer algo semelhante, garanto-te que jamais saberás ou denotarás diferenças em mim, e é isso que quero de ti também.” – ora, uma mulher que sei que é apaixonada pelo marido, incapaz de trair, que diz isto ao marido, para mim é uma heroína, uma super mulher. Porque terão os homens de ser machos latinos e viris quando f**** uma, duas, três e as mulheres umas putas?
Por algum motivo casamentos que acabam devido a traições, são as mulheres que descobrem, não o contrário. E mesmo em alguns casos, a mulher também poderá ter sido infiél, mas ninguém jamais saberá. As mulheres são assim, complicadas na medida dos seus desejos, mas são indecifráveis se assim o pretenderem. São heroínas porque podem f**** 3 gajos ao mesmo tempo se necessário e ser ela a comandar esse desejo sexual. Ser gozada, apreciada por muitos e depois deixá-los ali, saciados, salvos das suas frustrações de vidas insignificantes e estagnadas enquanto ela desaparece para nunca mais voltar. Somos heroínas e caçadoras. Mas deixem-nos – a eles – pensar que comandam. Eles gostam, e nós fazemos o que tivermos de fazer para continuarmos ardentes.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desejos


- Tens uma pele... ai Alice... a tua pele é deliciosa... só me apetece tocar-te e ficar aqui a cheirar essa tua pele maravilhosa – Dizia-me ele, nós na minha sala sentados no sofá na hora de almoço, com música de fundo. Tinha vestido um top cor de vinho com decote em V, estava de mini saia de ganga, meias pretas e botas da mesma cor de tacão e cano alto. Realmente sentia-me sexy. Estou mais magra e as minhas mini saias acentam-me muito melhor agora.
Tinha estado com ele duas semanas antes – depois de muitos olhares e flirts sem maldade em anos de trabalho em conjunto - naqueles típicos primeiros encontros longe da civilização geral – afinal somos ambos casados e não um com o outro, se é que me entendem – dentro do carro onde se trocam meras palavras e onde um simples olhar mostra tudo o que queremos. Mas nesse dia, não houve fogo para apagar, foi algo muito terno, que aconteceu. Engraçado... parecíamos dois namorados de liceu, eu deitada no colo dele e ele beijando-me ao de leve e fazendo-me festas, enquanto eu olhava completamente tranquila o céu azul por cima de mim.
Mas desta vez foi diferente. Estava especialmente excitada. O toque dele dava-me sensações eléctricas por todo o corpo e, muito embora a minha consciência estivesse activa, começou lentamente a ser anestesiada, pelo perigo de estar na minha casa com outro homem, pelas sensações que me estava a transmitir, pela respiração ofegante que começava a ouvir-se no ar. Deixei-me ser despida, já na cama reparei que não me sentia envergonhada por estar completamente nua frente a outro homem. Fiquei estupefacta com o que estava a sentir, uma paixão a subir de forma urgente, aquela sensação no peito a pedir mais e ele ali, a acariciar cada centímetro do meu corpo, a admirar-me, a beijar-me com desejo e a deixar-me louca que entrasse em mim.
E entrou, primeiro calmo comigo a dizer-lhe que não podia estar a fazer isto (maldita consciência), mas ele continuou, continuou, mais rápido, mais fundo... e senti-me a tremer de desejo, a conciência apagou-se e não existia nada mais além de nós dois num quarto a gozarmo-nos mutuamente. Sentia-me a arder de febre, beijei-o com fervor, querendo que aquele momento não acabasse mais. Até que atingi o clímax, fiquei quase a perder os sentidos de tão inebriada que estava e depois foi ele e deixou-se cair em cima de mim, suado, gozado.
Durante todo o tempo, a minha consciência nada disse, acredito que tenha finalmente entendido que era o que eu desejava por mais errado que a sociedade em geral pense acerca deste assunto. Mas não pude evitar. Ele excita-me com as suas palavras mesmo estando longe. Estivemos em jogos sedutores, mesmo depois de termos gozado, com o quarto impregnado com o cheiro a sexo acabado de fazer, beijámo-nos, acariciámo-nos, eu a ouvir a sua respiração ofegante, a gemer por me ter agarrada a ele. Gosto de me sentir desejada, gosto de provocar gemidos de prazer só por tocar levemente na pele, dá-me tusa para f***r outra vez. Mas não aconteceu. Quis deixar para depois, para outro dia. Quis deixá-lo doido e pela sua reacção consegui, senti-lhe os beijos mais ofegantes, rápidos, carregados de desejo e só de pensar nisso escrevo já excitada, molhada. Quero-o. Tanto que se passaram apenas 2 dias e só me apetece f***-lo outra vez.
Corpo de sereia, diz-me ele. Pois aparece, antes que a sereia não aguente mais e tenha de mergulhar na sua consciência moralmente correcta novamente.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Início.


Sou dotada de uma imaginação sexual com a qual me sinto perfeitamente à vontade. Poderia estar mais à vontade caso pudesse falar abertamente de tudo o que me vai na cabeça, mas as pessoas são na sua maioria medíocres e consideram ordinário, vulgar ou outra coisa qualquer caso se abra a boca para dizer realmente tudo o que nos vai na alma. Principalmente vindo de uma mulher.
Como diz a minha irmã, por mais bem casadas e felizes que estejamos, somos sempre curiosas. E é verdade. E uma das curiosidades é envolver-me com outra mulher. já fui gozada e amada inúmeras vezes por homens, mas nunca por uma mulher. E pensando bem no assunto, também é um pouco complicado conseguir encontrar uma mulher sem aparência de macho que se dê a essas coisas ou sem ser uma balofa. Mas já sonhei com isso. Já sonhei que tive uma noite repleta de sexo com uma mulher, e acordei tão excitada que a minha mão deslizou automaticamente para baixo e me senti completamente quente e molhada.
Outra é descobrir coisas novas. Descobri um beijo novo e desconhecido recentemente. Não nutro sentimentos pelo homem que me beijou, mas o meu corpo gostou da sensação de outras mãos a percorrerem-no, a apertarem-no. A sensação de uma língua quente a beijar-me sofregamente, ouvir aquela respiração ofegante que nos faz entender que algo muito melhor está para vir, que nos embacia os vidros do carro e nos faz aquecer como se não estivesse frio nem chuva fora dele. Mas estas são situações que se desvanecem quando se parte para um relacionamento sério e prolongado. A partir daí, são sempre as mesmas mãos que nos acariciam, sempre a mesma respiração que reconhecemos, sempre aquele beijo ao qual nos moldamos e sai sempre perfeito de tão igual que se torna. E não suporto monotonia.
Já falei diversas vezes com o respectivo, que tenho de ser estimulada. Mas afinal quem tem receio de experimentar coisas novas? Homens ou mulheres? Respectivos que ficam estupefactos por a mulher querer estar com outra mulher, porque a mulher se quer experimentar coisas novas é porque as anda a aprender fora. Enfim. Não querem ser comandados, mas também não comandam coisa alguma.
Contradizendo tudo isto, está o facto de ser mulher. Também sou romântica e tenho a minha quota-parte de ser lamechas, mas assumo que se não fosse o medo de terminar sozinha quando fosse mais velha, ficaria para sempre solteira para viver e experimentar tudo o que me desse na real gana.
Viver jogos de sedução, onde um olhar certo me dá de bandeja o que quero. Aquela adrenalina de sentir o que quero com quem quero em locais inesperados, também muitas vezes a frustração de ter um homem de aparência maravilhosa mas que não sabe dar-me prazer…
Gostava de tirar fotos despropositadas, ir para um estúdio para as revelar e f**** ali mesmo por baixo de papel fotográfico, líquidos e luzes vermelhas. Sair de lá corada, gozada, de fotos na bolsa por pagar, ou já pagas de outra forma. Gosto de ser e não me envergonha minimamente, que quando estou à vontade sou realmente uma autêntica puta na cama. E gosto que me chamem assim. Detesto estar a f**** e ter alguém a sussurrar-me no ouvido o quanto me ama e não pode viver sem mim. Tira-me a tusa, fico entediada.
E como eu existem milhares, apenas não se assumem. E eu, apesar dos meus desejos, nem sempre os concretizo devido à minha vida pessoal e social. Devido à consciência que também não me permite realizar tudo aquilo que desejo. Por fora quem me olha, estou extinta para o mundo, mas quem tomar atenção, ainda notará o calor que está cá dentro a aguardar algo que desencadeie uma erupção.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Wonderland Alice. Design by Exotic Mommie. Provided By Free Blogger Templates | Freethemes4all.com
Free Website templatesfreethemes4all.comLast NewsFree CMS TemplatesFree CSS TemplatesFree Soccer VideosFree Wordpress ThemesFree Web Templates