sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sex on Job

Foi assim hoje. Entrei com uma qualquer desculpa de falar com alguém da empresa. Procurei e dei com um gabinete vazio. Perfeito. Na volta enquanto te procurava, dou de caras contigo a chegar. Não me imaginavas ali.
- Pode acompanhar-me por favor? - Disse-te. Sorriste-me já imaginando o que poderia andar a magicar. Cedi-te passagem para o gabinete. As horas de almoço são sempre muito convidativas. As empresas ficam assim, a meio gás.
Empurrei-te gentilmente para dentro enquanto trancava a porta atrás de mim. Agarraste-me pela cintura beijando-me o pescoço. Fechei os estores rapidamente e voltei-me para ti.
- És completamente louca... mas deixas-me louco de tesão por teres aparecido assim! - Sim, sou louca, louca por me enfiar numa empresa onde não trabalho exclusivamente para comer-te em cima da secretária, no chão, contra a parede.
Empurro-te para a cadeira e abro-te o fecho das calças. Estás bem duro para mim. Beijo-te primeiro e brinco com a minha língua depois. Oiço-te gemer enquanto me agarras e puxas o cabelo para não parar. Nem tencionava fazê-lo... após alguns momentos vens-te, completamente a leste de onde estamos, faço-te um shhhhhh... enquanto me levanto e te beijo de forma intensa. Gosto da tua boca, cada um dos teus beijos é único e irrepetível. Passo-te a língua pelos lábios enquanto me despes. Já estás pronto novamente. Passas os dedos lá por baixo e sentes-me completamente molhada, pronta para te receber. Beijas-me o pescoço, o peito enquanto ouvimos vozes lá fora, mas nem isso te faz parar. Entras em mim com força, sinto-te cá dentro com uma paixão ardente enquanto te beijo e me agarro a ti com todo o prazer que sinto.
- Sou louca ao ponto de vir ao teu trabalho foder-te num gabinete. E tu adoras-me por isso. - Sais de dentro de mim e viras-me de costas. Voltas a penetrar-me, desta vez por trás. Sinto-te os dedos a acariciarem-me enquanto escorregam e eu sinto-me cada vez mais excitada. Vimo-nos os dois em uníssono enquanto te sentas na cadeira e eu ao teu colo, virada para ti. Beijo-te uma vez mais, os teus beijos são viciantes é verdade. Estaria um dia inteiro a beijar-te se pudesse.
Mas não ficamos por aí. Estendes-me no chão e abres-me as pernas com a boca. Beijas-me enquanto tremo de prazer. Vais subindo com a língua pelo meu corpo acima até me entregares o meu sabor num beijo. Entras em mim novamente. Estás pronto e eu também. Fodemos uma última vez, e venho-me com múltiplos. Explodes novamente dentro de mim e deixas-te cair suado. Limpo-te o suor e beijo-te novamente enquanto te sussurro: - Foste meu, só meu outra vez.
O tempo urge, existem pessoas a passar lá fora, a regressar dos seus almoços. Vestimo-nos rapidamente com um sorriso cúmplice da travessura que fizemos. Sais primeiro, não sem antes me beijares e me apalpares o quanto podes. Fechas a porta atrás de ti. Passam 5 minutos enquanto estive entretida a cheirar-me. Cheiro de bom sexo misturado com o teu cheiro único. Pergunto-me se será assim tão evidente para terceiros. Saio para o corredor e passo por ti.
- Olá Alice, por aqui? Tudo bem contigo? - Perguntas-me com um sorriso e com um olhar maravilhosamente traquinas.
- Sim... melhor não podia estar, vim tratar de uma questão urgente. E não sei se a resolvi, logo se vê se tenho de cá voltar ou não! Gostei de te ver, talvez nos cruzemos novamente por aí!
Dei-te dois beijos e, reparando que não estava ninguém, apalpei-te o rabo enquanto saía.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quero

Ardo em desejo por ti. Homens que me falam e atiram piropos nada significam para mim. Antes elevavam-me o ego, agora desprezo-os. Apetece-me beijar-te, sentir a tua língua na minha boca. Quero apertar-te nos meus braços e por aqueles instantes saber que és só meu, todo meu. Não penso muito noutras mulheres, não sou muito ciumenta. Confio cegamente quando me dão a paixão e o gozo que tanto adoro. E isso meu querido, fazes tão bem. Quero o dia no campo, na praia. Quero ter-te para mim um dia inteiro. Quero a manta estendida no chão e quero-te despido cmg. Quero aproveitar cada segundo e cada centímetro do teu corpo. Quero sentir a dureza do teu desejo em mim, uma e outra vez. Quero que me olhes e vejas tudo aquilo que eu não te digo. Quero que vejas a transparência dos meus sentimentos e sensações. O tempo que temos pode ser reduzido, mas é imenso para o prazer que oferecemos um ao outro. As saudades são boas. Mesmo quando me afastar de ti por uma, duas, três semanas, vou estar a acumular todas as sensações sentidas anteriormente, vou ter nos meus lábios todos os beijos infinitos que me deste, vou sentir as tuas mãos em carícias no meu corpo que não são visíveis a não ser para mim, vou ouvir-te gemer de prazer e ouvir todas as palavras que já me sussurraste, vou ouvir o teu riso... Mesmo longe vou ser tua, sempre tua e sempre a desejar reencontrar-te, para reviver tudo outra vez, uma e outra vez. Quero. Quero-te a ti e nada mais existe no mundo quando penso em ti.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Horny

Entras no meu palácio, estás familiarizado. Esperas-me impaciente na sala, até que me viro e estás à minha frente, enquanto a água escorre por todo o meu corpo. Noto-te a saudade no rosto, o desejo a crescer enquanto me vês no duche. Deixo-te massajares-me o corpo com as mãos cheias de espuma perfumada, enquanto me sinto molhada, mas não pelo duche e pela água que vai correndo. Damos um beijo, dois. Tinha saudades tuas, mas estou zangada.
Saio para o quarto e tu vais atrás, não me deixas por um segundo. Agarras-me e deitas-me na cama beijando-me como se estivesses sem mim há anos. Não to permito. Levanto-me e acendo um cigarro. Estás de castigo. Podes brincar, mas não terás nada.
- Não queres brincar Alice? Quero foder-te todinha... e sinto-te molhada cheia de tesão por mim!
Ok. A Alice por vezes nestas coisas é fraca. Quando me desejam desta maneira e o expõem de forma tão clara, fica complicado eu continuar zangada. E a verdade é que o desejo. Quero tudo o que ele me puder dar, e é tanto!
Beijámo-nos de forma frenética, todos os segundos contam para recuperar o tempo perdido, e eu perdôo facilmente. Claro que o faço em prole do que quero e desejo, sou uma oportunista dos diabos.
Fodemos uma, duas vezes. Com todos aqueles beijos que são sempre uma surpresa e nunca iguais. Moldamo-nos conforme o desejo que cresce, ele entra em mim com tesão, escorrega para dentro de mim devagar, com força, depressa, devagar. Fodemos comigo por cima, fodemos na cómoda e sinto-me a rebentar de prazer. As saudades têm esta vantagem boa. Comemo-nos a valer e cada segundo foi melhor que o outro.
Sou a tua puta e sabes disso, só tua, sempre tua... quando calha. Gosto de surpresas, lembra-te disso. E já te quero foder outra vez.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coming back

Tudo vai voltando ao normal. Entramos em jogos de sedução, tiram-se fotos despropositadas, tudo em prole de um desejo crepitante como uma fogueira onde vai ardendo cada pedaço de madeira. Esteve prestes a apagar-se, mas aí está ela, a arder com toda a sua força.
Quero que me fotografes, quero que me beijes, que me desejes. Quero-te por inteiro, mas a part-time. Quero poder sentir a tua falta, sonhar com as tuas mãos a percorrerem-me o corpo. Quero sentir a surpresa de uma visita tua. Quero o que tiveres para mim, pois sinto o teu cheiro a regressar e esse... é inebriante.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Too late.

Esperei pelo dia que chegou, mas não chegaste com ele. Não sou mulher de assumir promessas quebradas. Fizeste-me feliz, mas o teu cheiro já se desvanesceu. Não mereces a Alice, nunca mereceste.
És um cobarde. Entraste na minha vida devagar, conquistando a pouco e pouco, fazendo-me desejar-te cada vez mais. No entanto, o fim chega - todas as paixões acabam - sem uma única palavra tua, nada. Fazes lembrar as crianças, que fogem quando fazem asneira e não têm coragem para encarar as consequências. És homem para me enfrentar? Ou planeias desaparecer como o fumo de um cigarro que se apaga?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Funny bunny


Espero pelo dia que não chega e encontrei-te de manhã entretanto. Simpático e afável como sempre. Oito anos nos separam, mas mesmo assim nos encontramos. Mostras-te. Menino homem que sempre me suscitou paixões ardentes por dentro. Escorrego os meus dedos para dentro de mim, enquanto me vês extasiado. Estou molhada, quente. Vejo-te a tocares-te como se não estivessemos afastados por quilómetros. Sinto-te dentro de mim, com força, beijas e mordes-me os mamilos numa loucura travessa. Bebo cada palavra que escreves e sinto o prazer em mim, estremeço ao imaginar-te presente. Fecho os meus olhos para que a imagem venha, sabendo que o teu olhar segue cada movimento do meu corpo. Até que me venho, sinto as ondas do prazer a darem-me choques como electricidade, sinto cada espasmo a percorrer-me o corpo, o calor e os arrepios todos que me deixam completamente enturpecida.
Mas ver-te sorrir para mim não chega. Quero ver-te, tocar-te, lamber-te. A minha lingerie volta ao ponto de partida enquanto danço para ti, consegues ver-me de todos os ângulos, enquanto danço, enquanto me acaricio suavemente. Mas ao ver-te tão excitado, excitas-me novamente. Leio-te de raspão pois já me encontro novamente quase nua, a sentir a tua língua e tudo mais que tens para me dar. Vens-te para mim como eu me venho para ti. Subo os meus dedos à minha boca e tu sorris, suado. Gosto do meu sabor.
Funny bunny... a distância é apenas um pequeno passo. Prendo-te a mim se não conseguires correr a tempo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O prometido é devido.

Encontraste-me ao acaso na rua. Reconheceste-me, convidaste-me para beber um café mas a verdade é que queria oferecer-te algo mais. Entraste no meu palácio, atraído como uma pequena abelha por pólen, mas não perdeste tempo. A porta tinha acabado de se fechar quando me envolveste nos teus braços e me beijaste sofregamente.
As roupas iam caindo pelo chão, à medida que este desejo crescente avançava. Dei por mim na sala do meu palácio, contra a porta da varanda; tu a beijar-me e a lamber-me os mamilos rijos do prazer que me davas, completamente alheios a olhares indiscretos e pasmados. Não me importei. Talvez assim aprendam a dar uma boa foda, assistindo ao vivo.
Coloquei-me de joelhos para te sentir melhor. Senti-te crescer a cada toque de língua que te dei. Notei-lhe as veias, sentia-te a explodir de excitação e desejo. Sorri.
Levantaste-me de forma célere, abri as pernas e encaixei-me nas tuas ancas. Penetraste-me ali mesmo, junto à varanda, com força, com toda a paixão que sentias. E eu deixei-me levar. Deste-me prazer, uma, duas, três vezes até que por fim caímos no chão, exaustos e suados. Dei-te um beijo suave, de leve.
- Parabéns - disse-lhe. - Espero que te tenha agradado o presente de aniversário.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amor

Essa palavra que ninguém sabe ao certo o que significa. No entanto, tenho a certeza que amo uma pessoa no mundo, mais que a mim mesma. Só uma.
Está calor ultimamente. Sinto vontade de ir para a praia com o meu biquini mais reduzido, apanhar sol que me aqueça a pele e a alma. Ouvir os piropos ordinários, vulgares, mas que me elevam o ego. Olhar para trás para ver quem os faz, para ver se vale um sorriso meu ou não. Não encontro muito homens que me façam sentir atraída. Pelo menos num simples olhar. Preciso que me metam em chamas com palavras primeiro para me sentir tentada a investir sobre eles.
Apenas me aconteceu uma vez, ao andar pela rua, apitarem de carro e dizerem-me adeus com um grande sorriso. Quando dei por mim, estava maravilhada a olhar para aquele homem que se afastava lentamente, a acenar-lhe também. Nunca antes me ocorrera tal coisa, mas senti-me de imediato atraída. Sorriso maravilhoso aquele. Se me leres e te lembrares, comenta-me. Gostava de te provar. E de que maneira(s).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Questionários interessantes,


Que tipo de mulher és tu?
And the result is Gaja Boa.
Parabéns! És uma gaja boa! És gira, tens estilo próprio, és inteligente (dentro do possível) e tens amigos de todos os géneros e feitios! Curtes de umas boas saídas à noite, gajos bons como tu e especialmente de socializar... Basicamente? Toda a gente gostaria de ser como tu! Fumar? Beber? Claro mas não chamas atenções sobre isso, és bastante discreta. Afinal uma gaja boa como tu não precisa de publicitar nada, o teu look fala por ti!!

Afinal, como sou eu?
And the result is És um sonho.
"És um sonho": És uma pessoa única, tens aquilo que sempre sonhaste e vives a vida como se não houvesse amanhã. És interessante e todos gostam da tua maneira de ser, não percas a esperança para os teus objectivos. És uma pessoa muito feliz e contentaste com o que tens ...... Na verdade... és o teu verdadeiro sonho. ;)

Que tipo de doida(o) és?!
And the result is Tesuda.
És aquela que passa pela rua e ouve "ó febra chega cá à brasa" e mandas aquele olhar fatal.... de morte! Não consegues evitar, és uma força da Natureza.... és aquela que todos querem consumir.... e repetir.... pelo teu lado selvagem! Apesar de tudo és uma pessoa coerente, boa amiga que gosta de sair, de se divertir e soltar a fera que há em ti... O teu lema é "não me queiras ter como inimiga"!

Frustração

Sinto-me assim, frustrada. Homens que me desejam e que eu recuso, possivelmente iriam pensar: "Mas como é que isso é possível?!" - Mas esta é a realidade. Quem eu quero não me quer e quem eu tenho, em vez de me assediar e me fazer sentir desejada, olha para mim, gosta da minha lingerie, espalha-me creme no corpo apenas porque peço e... em vez de investir, faz-me cócegas e sai do quarto. Mas isto compreende-se?!
Enfim, não importa. Será definitivamente uma questão de tempo até encontrar quem me dê o que desejo. Quero aquelas palavras que, só por serem proferidas, me deixam em chamas por dentro e completamente molhada. Quero que me tomem com poder, contra a parede, numa cama, num vão de escadas e me f**** ali mesmo como se não existisse mais ninguém no planeta. Quero que sintam a Alice com toda a paixão e se deixem levar por desejos loucos.
Enquanto isso não acontecer, a Alice trata do assunto, já que aparentemente não há homem nenhum em vista que esteja à sua altura.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Praia

Caminho pela praia ao entardecer. O doce sabor das ondas a tocarem-me os pés. Estou sozinha, ninguém por perto. Começo a recordar vagamente pedaços de conversas e palavras proferidas aliatoriamente, com várias pessoas presentes ou já ausentes na minha vida. Absorvo cada palavra doce que ouvi e vou reprimindo as restantes, atirando-as ao mar para que lá fiquem perdidas. Sinto a areia nos pés, molhada e fria. Mas não me importo, gosto de sensações. Sempre em silêncio vou caminhando, envolvida em mim mesma, perdida nos cantos da minha alma. Recordo tudo o que me fez feliz até hoje, cada momento, cada pessoa, cada palavra, cada gesto.
Vou caminhando com um sorriso nos lábios até que te ouço:

- Do que sorris? - Perguntas-me, calças dobradas a meia canela, casaco pelo ombro e uma aparência dourada pelo reflexo do sol que teima em querer fugir. Sorris-me de volta e estendes-me os braços. Sabias onde encontrar-me.
- Sorrio de tudo e de nada. Do que vivi de bom e do que espero ainda viver. - E enrosquei-me no teu abraço quente e acolhedor, protector.

Ficamos assim até o sol desaparecer e ficar apenas uma réstia de dourado no céu. Passas a mão no meu rosto e nada dizes, mostras-me o sorriso terno, eterno. Agradeço-te com um beijo suave, salgado como o mar aos nossos pés. Podíamos ser tanto, mas não um do outro...

Not Alone


Under the stars
We run in the wind
Taking every single moment that we can
Look into your eyes
We run from the lights
Believe it but you can't know how I feel
I can't believe that you still think we're friends
Like someone I just met, you can't pretend
That you don't feel the magic, tell your mind
And I am on a mission to show you how
These are moments you can't live without
Knowing that you can't ever say goodbye

And you feel
Like you're all alone
Can't you recover your heart and let it go?
And you see
Just how good we'd be
Just close your eyes now and let your body feel

And now you feel
Like you're all alone
My love will surround you
In ways that you don't know
And now you feel
Like it could be real
My love will surround you
Close your eyes and see

And out of this daze
Where memories were made
And tell you how the life you want to leave
Lightning will strike
In a way that you like
And fate will take its hand just come to me

I can't believe you're coming back around
For a moment you were there and you hit the ground
It's almost like you started to believe
You say enough for me to know you tried
But everyting you're feeling is stuck inside
Open up your heart and set us free

And now you feel
Like you're all alone
Telling everybody
Nothing's going on

And then you stood
Feeling so alone
It's like everybody knows that I'm alone
I feel it in my skin
You know where I have been
There's no need to cover
It's time that you

And then you stop.stop.stop.
Cause you feel
(Did you see how good we'd be)
So alone
(When you open up to me)
Not alone
(Did you see how good we'd be)
Not alone
(When you open up to me)
Not alone

Did you see how good we'd be, when you open up to me
Did you see how good we'd be, when you open up to me
Did you see how good we'd be, when you open up to me
Did you see how good we'd be, when you open up to me

Not alone

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Biarritz


Lembras-te deste local? Saí do meu local de trabalho algo nervosa. Afinal de contas estava prestes a conhecer alguém pessoalmente com quem falava já há algum tempo. Saí mais tarde do trabalho, pois os teus horários são diferentes. Caminhei lenta e de passo incerto acendendo um cigarro pelo caminho. Vestia roupa quente, na altura estava frio. Calça de fato, bota alta, sobretudo preto e o meu cachecol branco de lã velhinho, mas aconchegante.
Vi-te chegar, no teu Fiat Punto vermelho. Engravatado como sempre - pensei eu. Fomos para o Biarritz e trocámos palavras, algo não muito importante, pois não as retive comigo. Recordo de olhar lá dentro para os teus olhos e começar a ignorar todo o ruído que ouvia na rua. Estranho olhar azul acinzentado. Eras diferente de todos os que tinha conhecido. O teu fato contribuiu para estar meio assustada na altura... Curioso, não?
Depois disto as nossas conversas intensificaram, falávamos mais frequentemente, até que decidiste ir buscar-me. Lembro-me de entrar no teu carro e de estares meio receoso. Mas não te deixaste ficar por isso. Beijaste-me sofregamente, num desejo reprimido agora realizado. Acendeste a chama que tinha dentro de mim e eu correspondi, extasiada.
A nossa estória é longa demais, com muitos capítulos, muitas interrupções. Mas estás cá, no presente, mais presente do que nunca. Apenas a aguardar a chance de me proporcionares tudo aquilo que desejas - e eu desejei - e que não foste capaz de me dar no passado.
Recordo o nosso último encontro. Beijaste-me novamente dessa forma, como se o ano que nos manteve afastados tivesse sido uma eternidade. Correspondi a esse beijo, até que...
- Não te mexas Alice, fecha os olhos e relaxa. - Deixei-me recostar, o meu pijama foi aberto lentamente, botão a botão. Beijaste-me suavemente por todo o lado e deixei-me levar pelo prazer que estava a sentir. Sentia as cortinas improvisadas do meu palácio a esvoaçar e gemia a cada beijo, a cada toque da tua língua no meu corpo. Relembrei nessa altura tudo o que nos aconteceu em todos estes anos, todas as evoluções que existiram nas nossas vidas separadas, mas ao mesmo tempo tão confidentes um do outro.
Mas o tempo passa depressa. Estava só com a camisa do pijama e fio dental, de joelhos na cama, quando me apertaste contra ti com força. Gostei da sensação, senti-me arrebatadoramente apaixonada. Achei piada quando analisaste o meu corpo. O antes e o depois. Passou tanto tempo... e ao veres o meu rabo, ao me apalpares, lembro-me com um sorriso nos lábios - Sim, tens razão Alice, tens rabo de brasileira... - meu confidente de uma vida... És tão importante para mim como eu para ti.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dona de casa desesperada...

... é assim que me sinto. O ar não chega aos pulmões da minha alma. Sufoco lentamente até que as lágrimas caem do meu rosto, não sei se por tristeza, angústia, frustração, incompreenção. Ocupo-me. Lavo, limpo, faço, repito tudo outra vez, mas não deixo de ser isso mesmo. Uma dona de casa desesperada, com os seus segredos obscuros, os seus sentimentos e emoções escondidas por trás de uma face aparentemente terna e simpática.
Escrevo para mim hoje. Referi a uma amiga, a escrita é o espelho da alma. E a minha alma está sobrecarregada, de tudo e de nada. Com o bom e com o mau, o doce e o amargo, o frio e o quente. Sinto tudo ao mesmo tempo o que me provoca vertigens. Não é isto que quero sentir. Quero o sol de volta à minha vida, que embora todos o vejam lá fora, a minha alma continua sufocada na escuridão. Sinto o peito apertar a cada segundo que passa, quero respirar mas os meus pulmões não reagem como deviam, continuam fechados. Estou a afogar-me em todas as lágrimas que ainda não consegui expelir.
Mas o sol vai voltar. Nesta ou noutra galáxia, haverá um sol para me aquecer a alma e me tirar o buraco que tenho no peito. Haverá O Sol, ou outro. Pois a paixão é a minha droga, é aquilo que me faz viver, que faz com que os meus pulmões se abram para receber o ar primaveril, carregado de cheiros e aromas apetecíveis. Quero sentir tudo o que senti novamente. Quero rir, quero que me gozem sem medos ou preocupações. Quero o momento, não quero o depois. Quero aquelas palavras que me aquecem a alma como o sol me aquece a pele. Quero tudo aquilo que mereço.
Está de parte o tempo cinzento, mesmo que ele volte lá para fora e cubra o sol. Mesmo que arrefeça, não me vou permitir arrefecer com ele. Sou boa demais para que me deitem abaixo com palavras ilusórias, que me elevam ao mais alto topo da montanha e que, de repente, me empurram para o abismo.
A Alice estará sempre no seu devido lugar; Wonderland. Escrevendo para mim, a alma começa lentamente a clarear, os pulmões lentamente a abrir e começo finalmente a respirar.

Wonderland Alice está de volta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Deserto

Baralhas-me. Mas não te julgo, és precioso demais para isso. Todos temos os nossos fantasmas pessoais que nos fazem pensar, tanto em coisas importantes como em coisas que não devíamos sequer dar importância.
Fazes-me tonturas, viras-me do avesso e tenho sentimentos vertiginosos contigo. Mas não me importo, faz parte. Ninguém quer magoar ou sair magoado em situação alguma, mas o meu peito ficou ansioso mesmo com todas as palavras proferidas. Quero-te, é certo. Se desapareceres, ficarei confusa, mas faz parte de mim seguir em frente. Não permito hoje em dia que nada nem ninguém de faça mossa, por muito tempo. Não anseio o fim, anseio a continuação de tudo o que me dás, mesmo parecendo pouco, é tanto para mim...!
Sentir-te colado ao meu corpo em carícias eternas, que duram muito mais do que o momento em que são feitas, sentir o que sentes por mim, bastando olhar nos teus olhos, mesmo quando estão fechados.
Não tenho receio algum de sentir o que sinto. Alimenta-me a alma, faz andar a minha vida de forma mais positiva e excitante. És a minha droga e tu sabes disso.
Só me resta aguardar para que deixes de sentir receios do que sentes ou do que pode eventualmente acontecer. Carpe diem, dizem na gíria. Aproveita, deixa o que tiver de acontecer para a altura certa.
O teu cheiro está cá, camuflado, só eu o sinto. E já sinto a tua falta, mas sei viver sem ti.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Smoking

Ansiei que este dia chegasse, mas verifico que tudo continua cinzento. Mais do que na sexta-feira. Desligo-me do mundo, na esperança de assim ficar ocupada e vazar a alma de tanto palavreado enleado. Limpo o que já limpei, lavo o que já lavei, lanço-me em tarefas ávida para que a mente descanse enquanto o corpo trabalha. Mas não resulta.
Sento-me no salão do meu palácio e acendo um cigarro, enquanto me ligo novamente ao Mundo, na esperança de gritar o grito mudo que tenho nos pulmões da alma. Tanto por dizer, nada para escrever. Vagueio pelo mundo virtual e encontro um texto que se aplica aqui tão bem no que sinto... que quem o escreveu não se importe que eu o transcreva para aqui:

"(...) Que vou eu fazer de mim, depois de tudo o que passámos, depois de tudo o que amámos e sofremos como se não houvesse mais nenhuma oportunidade para amar e sofrer (que, por ironia, me parecem duas palavras sinónimas e vazias) em que quisemos reter todos os minutos dentro de nós? Deixaste-me desamparada, vazia... não. Deixaste-me inquieta, insegura. É que, de súbito, o teu rosto desfigurou-se. Senti uma presença sufocante entre nós. De súbito, as tuas palavras ternas, mas já ausentes, acarinharam embaraçadamente o meu espírito, estavam a despedir-se de mim, e anciosas de que essa despedida se apressasse...
Não tenho nada a acusar-te. Mas eu sempre esperei mais, tu próprio esperaste mais. O quê, não saberei dizer. Talvez precise daquilo que não me podes dar. (...)
"

Estou só, nada que seja fora do vulgar. Mas sinto a apatia a chegar e a instalar-se confortavelmente em mim, a procurar abrigo por tempo indeterminado. Penso em mim mesma, no que fui, no que sou, no que hei-de ser. Sou uma alma perdida que anseia por tudo, quando encontro, sugo essa vitalidade que busco, deixando a pessoa quase sem vida... e morro de tristeza por isso acontecer. Mas sou mesmo assim, sempre fui. Sou viciada em vivências ardentes, apaixonantes, vitalizantes, que me levem aos céus acima das nuvens carregadas de cinzento. E de súbito, as vivências acabam, eu volto a descer dos céus e fico a aguardar pacientemente a minha próxima dose.

Mas detesto esperar. As esperas agoniam-me. Por isso apressa-te, pois sinto um qualquer fim a chegar, e eu já aguardo pelo novo início.

sábado, 17 de abril de 2010

Febre

Acordei cedo. Olhei para o relógio, eram 7h15m. Acordei suada como se estivesse febril e apercebi-me que sonhara contigo. Estando com outros dois homens na minha cama, adormecidos, permiti-me fechar os olhos e dar-me o prazer que tu poderias dar, talvez noutra altura. Estava completamente molhada, os meus dedos escorregaram para lá enquanto me acariciava simultaneamente. E vim, vim a pensar em ti e em tudo o que me dás. Que é tanto, mas em tão pequenas doses.
Olhei para os homens deitados ao meu lado. Voltei a adormecer, na esperança que o tempo corra depressa. Fazes-me falta Paixão Minha. Mesmo quando o sol brilha lá fora sem estares aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Chuva

Estou no duche e penso no que aconteceu. Hoje não há sol. A minha mente ficou repentinamente cinzenta como o tempo lá fora e a minha alma tem lágrimas como as gotas que caem sobre o meu rosto.
Mas ainda penso no teu cheiro, agora substituído por um qualquer gel de banho que, por mais aromático que seja, não substitui o teu cheiro único, impregnado na minha pele. Tenho fome e sede de ti, lembro-me de cada segundo passado, quando estiveste neste palácio. Recordo cada toque de língua, a percorrer-me o corpo inteiro como se de uma serpente de prazer se tratasse. Recordo caíres a meu lado, exausto e gozado, de olhos fechados enquanto te acariciava a face.
Tudo soa a passado, mas quero-te no presente, como o meu presente, a minha injecção de adrenalina, paixão, amor partilhado. A minha droga pessoal.
Nada mais tenho a dizer-te. Não hoje. Quero a minha mente ocupada com o ontem e o outro passado. Não quero o dia de chuva. Prestes a chover lá fora e chovendo já dentro de mim. Hoje não há sol.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sonho

Pensando no que fomos e no que somos. Vivemos demasiado depressa, com sede de ter tudo e sermos felizes para a eternidade. No entanto, o prazer que me dás é sexual, não consigo ter já aquela sensação de prazer, de paixão. Somos tão diferentes... Vejo fotos de casamento, promessas de felicidade, de respeito, de compreenção, de amor. Fotos que anseiam por demonstrar um futuro risonho, mas que apenas captam aquele momento. Onde foi que nos perdemos?
Andamos de costas viradas, cada um quase com a sua vida independente, trocamos palavras e um beijo leve "porque é assim que fica bem", fazemos planos materiais, mas não existe futuro emocional. Esse vai secando, como uma folha no início de Outono que acaba inevitavelmente por cair por terra.
Lembro-me como tudo começou, paixão ardente, onde nos gozávamos a qualquer hora do dia ou da noite, a toda a hora, quando me davas prazer assim, sem nada fazeres demais. Mas agora não. Agora é sexo que tenho contigo, onde existem toques directos no ponto que interessa para que estejamos minimamente estimulados, e onde tudo acaba depressa e mal dirigimos a palavra um ao outro. Faz parte. É simplesmente mais uma obrigação. Algo que tem de acontecer no casamento.
Olho novamente para aquela foto. Sim, fomos felizes. Mas eu não o sou mais.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Paixão

A chuva não apareceu como prometia. Deixou-nos com um céu maravilhoso por cima de nós, com o sol a aquecer-nos os corpos já por si em chamas.
Beijámo-nos sofregamente, como se fosse a última oportunidade que teríamos, no campo, com aquela brisa primaveril no ar. Conversámos como namorados, carícias que ainda agora as sinto na pele.
Senti-lhe a respiração, aquele doce gemer de prazer e paixão que nos consome, que nos tira o chão e nos leva às nuvens. Tocou-me por dentro, sentindo-me molhada e louca de desejo por ele, ignorando por completo alguns carros que passavam ocasionalmente por ali. E ali estava eu, encostada de pé no carro, a absorver todo o prazer que ele me dava.
- Estas curvas Alice, dão comigo em doido, só me apetece f****-te aqui mesmo no chão, deixas-me louco de tesão por ti, sabias? Apaixonei-me por ti desde que fizemos amor pela primeira vez e desde então que ando louco. Quero-te só para mim, és a minha namorada. Queres ser a minha namorada? Não me interessa mais ninguém, és só minha e eu sou só teu.
Assenti pois claro, completamente envolvida num sentimento de paixão e prazer. Os nossos casamentos pertencem a uma vida paralela, onde nada existe de semelhante. Tudo connosco é quase surreal, uma utopia doce a ser vivida em pleno, que jamais pensei ser possível na minha triste vidinha real do quotidiano.
Estive prestes a ceder, mas não o quero apenas para sexo que, embora maravilhoso, não é tudo o que quero. Quero mais, quero-o por inteiro, tudo aquilo que ele tiver para me dar. Bebo-lhe o desejo e cada palavra que profere, correspondo-lhe a beijos que me fazem quase perder os sentidos. Ando louca de paixão e de desejo carnal.
Mas o tempo urge e rapidamente se esgota para tudo o que fazemos apaixonadamente. Voltamos para o carro, colocamo-nos em movimento para regressar ao tempo real.
O tempo fecha-se de cinzento e as gotas começam a cair docemente. O sonho ficou interrompido no tempo, até estarmos juntos novamente.
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