segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Wonderful Freedom

Ser livre. Fazer o que me dá mais prazer, conquistar e ser conquistada. Contigo sinto-me numa montanha russa de emoções. És livre, mais livre que eu em quase todos os aspectos. Por vezes cativa-me, por outras fico quase frustrada por não pertencer ao teu mundo. Talvez seja da solidão que por vezes sinto - o que até pode ser curioso, uma mulher como eu, sentir-se só? - ou talvez por saber que temos a vida toda, mas apenas quando queres. Não é mau de todo, já que quando queres me mimas e acaricias sem qualquer vergonha ou pudor. Gosto e sabes disso. Mas a Alice não é de ser submissa e acatar todas as "ordens", não é de ser controlada. E por mais que adore estar contigo, não poder decidir seja o que fôr e deixar-me levar ao sabor das tuas ondas nem sempre é bom. Fico dependente das tuas palavras, a aguardar o que por vezes e embora dito, não acontece. Provoca-me uma impotência enorme não poder ir ter contigo quando quero, ou sair contigo, estar contigo quando quero. O país das maravilhas não existe com uma Alice sozinha constantemente a aguardar.
Sou livre e és livre. Mas ando só. Muito. E a tua calma relaxa-me tanto, fazes-me sentir bem apenas com a tua presença, sem demais prazeres. Gostava que continuasses livre como és, mas que me permitisses estar mais presente nessa liberdade. Mas não sei se é possível. Os nossos mundos são muito diferentes, maneiras de pensar muito diferentes... por vezes penso que não há qualquer "vida toda" pela frente, pelo simples facto de não estar a conseguir lidar bem com tudo. Mas por outro, mais que o teu carinho e prazer, perder a presença da tua calma constante provoca-me calafrios. Traduzindo tudo isto para uma única afirmação? Sinto a tua falta. Bom ou mau? Não sei responder.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Arrepios

Gosto da tua voz, sempre calma. Gostei de estar contigo na praia, principalmente quando te sentavas na minha toalha, de braço por cima de mim. Gostei de estar muito junta a ti, de te tocar. É errado em termos sociais, já que és tão novo. Mas para mim, Alice, essa questão é tão insignificante como escrever com um lápis ou uma lapiseira. No fundo, é o carvão que escreve.
Surpreendeste-me com a lembrança do convite de vinho verde. Mais ainda quando parei o carro e me disseste que estava perto da porta vermelha, quando me questionaste do beijo que estava à minha espera, à porta da tua casa. Pena que não se tenha concretizado como desejaria... Mas o alternativo que me deste deixou-me inebriada, mesmo sendo breve. Arrepiaste-me toda e adorei a sensação. Quero estar contigo outra vez, mas sei que não vai ser possível tão cedo. E ficarei a aguardar pacientemente que a porta vermelha se abra um dia para mim, para partilhar um flute de verde, fresco para acalmar o calor do Verão e de corpos em embulição.

sábado, 17 de julho de 2010

There is something about you...

Todos os encontros acabam assim, no chuveiro, antes de saíres do meu palácio. Tens defeitos, enormes, mas há qualquer coisa que me prende a ti. O teu olhar, a forma como me tratas quando estás presente, os teus fetiches enquanto f**** comigo. Nunca conheci ninguém como tu. Consegues ser egoísta, no entanto, consigo ignorar isso. Perguntas-me se gosto de ti? Gosto. Porquê, quando tenho ainda desconfianças em ti? Não sei. Talvez por esperança, esperança que não sejas aquilo que sei que és. Estranha esta Alice que ignora todos os sinais de perigo por simples prazer. Mas sou assim e não consigo evitá-lo. Gosto de te ter cá, mesmo não sendo um homem super atraente, atrais-me por algum motivo. Aquilo que me prometeste ainda não chegou - 2ª feira dizes-me tu - e mesmo assim não é isso que me prende a ti. Ok, talvez seja um pouco, mas mais pela liberdade total que me vais facultar, que propriamente pelo motivo como vou adquiri-la.
Irritas-me quando te ligo e não me atendes o telefone. Quando envio sms e não me respondes. Quando dizes que em X tempo me ligas e não o fazes. Quando combinas algo comigo e depois não apareces porque "não me apeteceu". Mas gosto disso. Dás-me luta. Pensas que me tens na mão, mas mais depressa ficarei eu contigo na mão que o oposto. Dá-me luta, continua. Dá-me pica saber que nunca serás só meu, porque nem é isso que quero. Quero fazer com que venhas, com que fiques, com que vás, mas que tenhas de voltar. Quero tomar duche contigo outra vez, uma e outra vez, só de vez em quando, até à próxima vez.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Waiting

Estou a aguardar que chegue o amanhã. O amanhã que me prometeste. O amanhã que me pode salvar a vida, se tiveres sido sincero comigo como fui contigo. Dei-te o que quiseste de mim e um pouco mais, mais do que tinhas pedido. E eu não quero de ti mais do que aquilo que me prometeste. Só quero a realidade; doce e atenuante, ou amarga e cruel.
Sou pouco crente, é certo. O facto de ser agnóstica não me permite acreditar em contos de fadas. E a minha vida sempre foi mais salgada que doce. Será que irás fazer com que me torne doce? Gostaria de acreditar em tudo o que me dizes, mas é-me difícil... tantas vezes fui enganada, magoada, abandonada... que preciso de preparar coração e alma para o que possa vir eventualmente por aí. Necessito de um escudo forte, que ampare o golpe que possivelmente irei ter, mas que seja simultaneamente leve de se jogar fora, caso venha o prometido como um doce abraço num momento difícil.
(Ainda) Estou a acreditar em ti. Devo?

domingo, 20 de junho de 2010

Espera

Fiquei à espera assim, que algo viesse ao meu encontro. Não tenho força nem motivações para procurar. E continuo a temer que me desiludas, que o que me digas não é real. Preciso abrir as minhas asas enormes e conseguir voar, sentir-me livre mesmo com todas as responsabilidades às quais não fujo. Gostei de ti, e quero ficar-te eternamente agradecida por me salvares do pântano onde estou. Quero erguer a cabeça e começar de novo, sem medos, sem olhar por cima do ombro receando um qualquer juízo crítico. Quero alhear-me do que me tem mantido amarga por tanto tempo. Não tenho forças para lutar sozinha, por isso te peço tanto para não me desiludires, o meu estado emocional não permite mais tristezas e mágoas...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Divagando

Alguém me disse que estou carente de afecto. Talvez o esteja mesmo. Não sei se por ninguém me conseguir passar aquela paixão usurpadora que tanto adoro, ou se por andar mais calma e ponderada. Tenho picos em que a loucura me consome e me leva a locais inimagináveis, outros em que apenas afecto de me satisfaz, com bons beijos que fazem a minha temperatura subir e tornar o corpo disponível para aventuras, mas mais ternas, calmas. A minha vida tem muita influência no meu estado emocional e sexual, sempre teve. Já fiz inúmeras loucuras, mas o que mais anseio e procuro agora é por ti. Tu que me queres dar o apoio e carinho e ternura. Tu que me deste beijos que me surpreenderam por não estar à espera de sentir o que senti. A vida vai correndo e realmente passa ao nosso lado se não prestarmos atenção. Mas quero sentir o teu desejo, ouvir os teus elogios, a tua língua no meu pescoço, o teu ruído ao inalar o perfume do meu pescoço. Preciso sentir-me bela e poderosa novamente. Pois é isso que sou e quero continuar a ser. Dona de mim mesma, dos meus desejos, dos meus sentidos. Quero aquilo que tiveres para mim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lembrança

Entrámos no novo mês e aguardo pacientemente por algo que possivelmente nunca vai acontecer. Recordo cada palavra tua e agora, que o final do mês passou, aguardo que me mates ou me peças perdão pelas palavras frias proferidas.
Sabes o que recordo de melhor? Não foi o sexo, não foram as tuas palavras doces, não foi a tua paixão (ou a minha). Recordo o nosso reflexo no espelho, eu de costas para ti e tu agarrando-me na cintura, por vezes em silêncio outras vezes dizendo-me apenas: "Deixa-te estar assim Alice, deixa-me olhar para ti. És uma sereia com um corpo maravilhoso" - Sorri. Tal como ainda sorrio nesta lembrança. Foste uma paixão rápida, mas ainda te quero, pelo menos para me matares ou pedires perdão das tuas últimas palavras. Não te odeio, nem jamais quebrarei a barreira dos mundos paralelos, mesmo sendo louca (mas boa e bela, não te esqueças). Nada se faz sem uma boa dose de loucura. Se continuas a ler-me da forma silenciosa como sempre o fizeste, espero então que me contactes de alguma forma. Para acabares comigo de vez (o que duvido, pois conheço o desfecho que realizaste no final do mês, mesmo antes de o realizares) ou para me pedires perdão por aquilo que sabes que me acusaste sem qualquer motivo.
Consigo ainda acreditar que sentes a minha falta, ou que pelo menos pensas em mim. Já nos vimos várias vezes, inicialmente o teu rosto zangado, depois o teu rosto resignado ou alheio. Porque, ou tudo o que me disseste e viveste comigo foi uma grande mentira, ou não me consegues esquecer assim. E sei que te afastaste e me magoaste por receio de entrega. Tenho a certeza. Mas continuarei a aguardar apenas o teu perdão. Serás capaz de o fazer?

domingo, 6 de junho de 2010

Tic Tac

O tempo tem passado devagar. Sinto-me impotente perante o que desejo e não consigo realizar de imediato. Pois é, aqui a Alice não é só paixões e sexo. Também tem problemas a resolver e um futuro a projectar. Sempre me dizem, é uma questão de tempo. Mas a minha sanidade mental não tem já muito tempo. Esta Alice começa a ficar debilitada com a sua própria realidade e precisa que o tempo passe mais depressa. A inércia começa finalmente a instalar-se em mim e a deixar-me estagnada. Necessito, definitivamente, que este compasso de espera actual se resolva o quanto antes. Já começo a sentir falta de mim própria.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fogo

Tenho o teu cheiro impregnado em mim. Gosto do teu perfume. Sabia que o Sol voltaria a mim, fosse de que forma fosse. E quero-te melhor, mais prolongado, mais intenso. Soltaste a Alice de uma situação em que ela não se julgava capaz de sair. Quero o gozo por inteiro contigo. Gostei da tua voz, das tuas mãos a acariciarem-me o corpo, suaves como a brisa. Gostei de te sentir dentro de mim, com a língua e o com restante. Mais tempo houvesse para te saborear melhor. Mas creio que seja questão de tempo. Teu e meu. O teu cheiro não me larga, sinto-me excitada só por isso. Faz-me apaixonar pelos teus ditos (sinceros, leia-se), e a gatinha passará a ser leoa. Gostei de ouvir o meu nome vindo da tua boca. Não me vou alongar, deixo isso para outro dia, outra ocasião. A primeira vez de algo é para manter na mente, intacta, sem grandes comentários. Mas quero cheirar-te novamente, tal como quero que me metas em chamas novamente. Gosto do teu corpo e do que estás disposto a dar-me. Paixão ainda não, mas há-de vir e quando chegar ainda ficará melhor. Conhecerás a Alice em pleno. E a Alice não te dará descanso. Gosto do meu sabor nos teus lábios. F****-te outra vez se aqui estivesses agora. Mas lembra-te, a Alice é dela mesma, não pertence a ninguém e nunca jamais isso vai mudar. Descanso para ti, tranquilidade para mim. Cartas na mesa é sempre bom. Mantém a adrenalina em pleno, sem falsas esperanças ou ilusões. Gostei da tua honestidade. Mais ainda, quero comer-te de novo. Soube a pouco.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Em resposta aos meus leitores...

1. Preferias ser tu a controlar a situação?
Não gosto que me controlem constantemente, gosto de variar. Ora controlas tu, ora controlo eu ;)

2. Sussurrarias ao meu ouvido?
Adoro sussurrar nestes momentos, mas é fundamental que o momento seja com paixão, caso contrário a Alice estará calada. Uma boa forma de saberes se estou ou não a gostar de algo. Mas sussuro, muito, coisas boas e porcas.

3. E os beijos: com pouca ou muita língua?
Muita. Adoro beijos intensos que me façam ficar inebriada!

4. Dirias o meu nome?
Provavelmente não. Nunca pensei muito nisso, mas regra geral e segundo a minha memória, não sou de tratar a pessoa pelo nome. Mas gosto de ir falando e ouvindo no durante.

5. Irias lá abaixo?
Com muito prazer. Gosto de o pegar com a minha mão, brincar com a língua em torno dele devagar, devagar... depois saboreá-lo por inteiro e novamente brincar com a língua rodeando-o, lambendo-o, apenas com a pontinha da língua. :)

6. Deixavas que te beliscasse?
Com cuidado. Detesto beliscões à séria.

7. Quantas vezes o faríamos?
Se me souberes excitar, me elogiares constantemente, me acariciares a toda a hora, me beijares até ficar completamente perdida... fico tão escorregadia que serão as vezes que TU conseguires aguentar. :)

8. O que farias a seguir?
Acendia um cigarro, bebia água, vestia a minha lingerie. Dava-te um beijo leve, uma carícia no rosto... e, se tivesse gostado da experiência, voltava a provocar-te. ;)

9. Despirte-ías completamente e depois tiravas as minhas roupas, lentamente?
Nem pensar, gosto de ser despida entre beijos por todos o lado. E gosto de o fazer mutuamente, ou seja, irmo-nos despindo em conjunto entre beijos e carícias por todo o corpo. Lento ou rápido... depende dos beijos que me desses, se me deixasses inebriada teria de ter cuidado para não te rasgar a roupa... :)

10. Lambías-me e mordias-me por todo o corpo?
Sou muito exploradora se gostar de ti. Brinco no teu corpo como se fosse uma pista de carros e a minha língua o automóvel. Também gosto de mordidelas, mas sou meiguinha, só recebi gemidos de prazer pelas minhas mordidas pelo que...

11. Brincavas um bocadinho ou ías directo/a ao assunto?
Directa ao assunto só se me deixasses muito, muuuuuuito excitada. Aí ia directa ao assunto, mas depois teria de haver uma segunda para eu brincar o que me apetecesse :)

12. Deixavas-me brincar sózinho/a?
Bem, não é algo que me excite, ver um homem a masturbar-se na minha frente. Para quê, se me tem a mim e podemos fazer tanta coisa em conjunto? Mas se fores uma mulher, sim... gostaria de ver, mas não estando muito longe de ti!

13. Gostavas que o fizesse de forma rápida ou mais lentamente?
Gosto de alternar. Lento, rápido, rápido, lento...

14. Onde o quererias fazer?
Não escondo que adoro conforto. Mas a companhia para mim é o mais importante. O local é secundário. Sendo no meu palácio, existe apenas uma sala onde ninguém entra. De resto é realmente para explorá-lo.

15. Farias muito barulho ou ficarias calado(a)?
Não sou de fazer muito barulho. Talvez venha algum lá de baixo se me deixares muito excitada e molhada. Mas barulho mesmo só quando estou a chegar lá, e quando me venho, o ruído depende se ele (orgasmo) foi isolado ou múltiplo. ;)

16. Importar-te-ías se eu teria gostado?
Claro que sim. Sendo homem ou mulher, é importante. Nada mais frustrante que uma relação onde eu não tenha prazer, ou não consiga dá-lo a alguém.

17. Farias isso hoje?
Se me fizesses apaixonar por ti hoje sim. Só me sigo pelas paixões. E o estar apaixonada por ti é relativo. O termo mais correcto seria apaixonar-me pelas tuas palavras e actos. Algo que me deixasse louca para o querer fazer o quanto antes. Agora sexo por sexo? Atracções apenas físicas não me dão o mínimo prazer.

18. Farias isso amanhã?
Se o hoje acontecesse e eu gostasse, iria querer fazê-lo a toda a hora, não só amanhã. :)

19. Telefonavas-me pela manhã?
Não me parece. Existem outras formas de comunicação. Embora saiba por experiência própria que não são as melhores para conversas "sérias". Dão azo a muitas más interpretações que podem causar problemas irremediáveis.

Sem sal

Assim o considerámos. Tivemos sexo sem paixão, sem aquele desejo que devia existir. Usámo-nos mutuamente numa tentativa vã de ter o que não se podia ter um com o outro. Mas mesmo assim esperava que aparecesses no meu palácio, para me saciar uma fome imensa, mas apenas me servias entradas. Considerava-o bom, nada tinha a perder. Mas nunca deixaste transparecer esse desejo que dizes que sentias, desejo ao qual chamo de paixão. Mantínhamo-nos calados, sexo aqui e ali e acabava sempre por acordar sozinha.
Lembro-me de me aborrecer com essa atitude, terminares o que tinhas a terminar e te mandar embora. Perguntaste-me se podias dormir comigo e dei-te resposta negativa.
- Vieste cá fazer algo e já o terminaste. Agora podes sair que acordo cedo amanhã - disse-te. Saíste, mas nunca te vi aborrecido. Mas também não me importei. Foi o que foi e não me arrependo. Talvez actualmente fosse diferente, já que ainda existe desejo da tua parte. Um dia, quem sabe. Talvez resulte de forma diferente, agora que a Alice está mais solta e dada a aventuras.
Sabes do que recordo? Ver Mtv contigo até altas horas da noite. Gostava da tua companhia. A Alice era uma miúda muito só. Mas agora é uma mulher que gosta de estar só e escolher as suas companhias quando assim o pretende.
No entanto, algo sempre falha entre nós. Comunicação. Adoro escutar coisas boas, mas és um homem calado. Será que algum dia possa existir algo sem sal entre nós? Dá-me sabor, mesmo que sejam apenas entradas servidas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sonhos de pesadelo

Perturbas-me o sono assim. Com sonhos alternados por pesadelos. Consegui evadir-te dos meus dias, forçando a paixão sair do meu corpo e alma e reforçando todo o mal que me ofereceste. Mas durante o sono não tenho barreiras para te evitar. Entras na minha alma despercebido, uma palavra de outrora, um toque no corpo... mas depois regressa tudo o que li e ouvi no fim. Acordo precipitada, suada, com dores com as palavras que mais me marcaram - "mato-te Alice! Posso acabar com a minha vida, mas primeiro acabo com a tua!" - Ameaças de morte... chega a ser cómico ameaçares-me tendo em conta o meu estado. Talvez me tenhas desejado tanto mal que ele veio ter comigo, destruindo a minha mobilidade.
De qualquer forma foi positivo o que me aconteceu, as dores físicas fazem esquecer as emocionais, pelo menos em parte.
Desejei-te tanto, quis-te tanto e continuo a desejar e a querer... mas desta vez, apenas que desapareças das minhas noites, da minha alma.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Explosão

As paixões são assim. Explosivas. Tanto no bom como no mau. Levam-se sentimentos ao extremo, diz-se aquilo que amamos ouvir, mas também tudo o que nos fere profundamente quando a paixão ainda habita em nós. Mas mesmo magoada com o que oiço, recuso-me a reter isso em mim. Jogo as palavras, ameaças e acusações para longe retendo apenas aquilo que me fez bem. Aquilo que gostei de ouvir e sentir. Fica a sensação que mais podia ter sido vivido, mas paixões há muitas, por outras pessoas, por situações que nos fazem sentir bem.
Gostei do que partilhei contigo, apesar das tuas últimas palavras. Não compreendeste a Alice no seu íntimo, pois não consegues confiar. Nada posso fazer. Sou genuína em tudo o que faço e sei admitir quando reajo com agressividade quando me provocam. Sou humilde quando peço desculpa, e peço-o embora creio que devesses ser tu a fazê-lo, mais do que eu. Mas não faz mal. A vida continua, e só quero que sejas feliz. Com ou sem Alice. Pois eu certamente farei o mesmo. Contigo ou sem ti.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Green Wine


Esse vinho que inebria os sentidos e nos torna leves. Recordo-me de ti quando olho para uma garrafa de Aveleda, frutada ou mais seca. Recordo cada momento nosso, 2 anos de loucura. Toques continuados na campainha do meu palácio e já fora de horas. Sorria, eras tu. Conheceste todos os cantos do meu palácio e fazias-me rir... tanto! Juntava as garrafas num armário, lembrando cada dia (ou cada noite) que as trouxeste. Mimavas-me com chocolates, com palavras tontas para me dares um sorriso. Foste o tal - na cama, leia-se - já que ninguém até agora conseguiu atingir os teus feitos. Amigas conheciam-te apenas por TDI, 21 orgasmos numa noite... que loucura! Dava tudo para os receber novamente. Lembro-me de estar em cima de ti e o teu telefone tocar, atenderes como se nada estivesse a acontecer, dando-me sinais para não parar. Dizias à tua respectiva que estavas com amigos, que estavas ocupado e não podias falar. Paravas a meio de uma f*** para me falar no National Geographic. Sorrio com todas estas lembranças. Reavivaste-me numa altura em que me sentia morrer para o Mundo. Davas-me tudo o que precisava; a tua presença, o teu riso, a tua alegria, o sexo maravilhoso, as experiências tentadas pela primeira vez. Foste tu quem me criou, quem criou esta Alice desinibida, mas continuamente à procura de algo mais que simples sexo.
- Diz que me amas Alicinha, que eu volto cá no fim de semana, a horas impróprias, só para te dar o amor de mereces! - Claro que não era amor. Era uma paixão ardente, a melhor que já tive.
Cresci contigo, mostraste-me um lado mais simples da vida, onde um cigarro durante o sexo até pode ser sexy, quando me tiravas fotos em pleno acto e me dizias coisas porcas ao ouvido sem me beijar até que atingisse o orgasmo. Aí beijavas-me como se estivesses num deserto e finalmente encontrasses água.
Recordo beber demais e me carregares no colo, dares-me um duche morno, terno, e me deitares na cama e ficares ali do meu lado. Meu TDI de 110 cavalos... correspondias ao teu carro até na combustão de prazer.
Ainda recordo as aventuras no trabalho, horas de almoço com salas vazias e portas destrancadas, casas de banho de mulheres e tu lá, comigo. Tantos riscos e pura adrenalida. Ensinaste-me a viver a vida em pleno, sem medos e arriscando tudo por paixão e prazer. Sinto a falta da tua altura (homens altos são a minha perdição, sabes disso), das tuas pernas de jogador, da forma como me davas prazer, todos os dias de forma diferente. Recordo quando estavas prestes a chegar lá e não querias, falavas-me do Mickey e o Pateta e de repente... - Ok! Onde íamos mesmo? Alicinha, Alicinha, alinhas em tudo comigo e ris como doida, porquê? - Como seria possível não rir? No meio de uma f*** que não quer que chegue ao fim, falar-me em personagens Disney? Adorava, ria. Nunca ri tanto numa relação, em f***s como contigo.
Mas agora vejo-te abatido, com ar envelhecido. Gostava de te provar novamente, gostava de ser eu a dar-te uma injecção de energia positiva, de riso, de bom gozo.
Green wine, desde que passaste pela minha vida, não há garrafa que beba que não pense em ti.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Devaneios

Alguma vez referi que discussões me cansam a beleza e são uma perda de tempo? E a beleza, pretendo mantê-la por muitos e bons anos. Durante muito tempo da minha vida, recorria a outros para me fazerem feliz, girava no vazio se estivesse só. Hoje em dia, o que mais anseio é estar só. Cansam-me os blá blá's sempre idênticos e que não levam a coisa alguma, cansa-me referir sempre o mesmo assunto e ser ignorada.
Estão para breve grandes mudanças na minha vida, uma vez mais. Mas não importa. Gosto de mudanças e canso-me do "habitual" muito facilmente. Se são melhores ou piores, cá estarei para arcar com os louros ou consequências. Já não tenho receio de viver a minha vida, sempre a pensar no que outros podem dizer, pensar, comentar ou mesmo julgar.
Quero poder abrir as asas e voar livremente, não apenas abri-las com o intuito de as mexer um pouco. Estou cansada de gaiolas demasiado pequenas para mim. Já não vou permitir - por muito mais tempo - ameaças e chantagens de modo a me manterem trancada, fechada para o mundo. Estive tempo demais dada como bibelô decorativo, como dado adquirido, supostamente valioso mas ignorado num canto a ganhar pó simultaneamente.
Quero-me apaixonada como fui, a tempo inteiro, não a part-time. E isso, é uma questão de tempo. O que quero, tenho. E vou ter o que pretendo com toda a certeza.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Insanidade

Que loucura é esta que me consome, onde todos os moralismos e consciências caem por terra? Drogas-me com os teus beijos e fico completamente alheada do Mundo que nos rodeia. Sinto-me insana, em êxtase. Só me apetece fazer loucuras contigo, vivemos a mil à hora com a urgência de ter tudo aquilo que podemos ter. Fazes a Alice existir, cada vez mais louca por te ter. Gostei de te saborear, quero mais e mais! Adorei o hoje, o estar ocupada e ser consumida por ti ao mesmo tempo, gosto de quase perder os sentidos contigo. Mas não me casava contigo. Prefiro esta saudade, esta urgência em te ter, este perigo que corremos quando estamos juntos. És louco e eu completamente louca por ti.

Aos meus leitores...

Este é o questionário "Se fizessemos sexo". É hipotético, claro, mas gostaria de ver algumas boas respostas... consideram-se desafiados/as? Ou não são homens/mulheres para tal? ;)

1. Preferias ser tu a controlar a situação?
2. Sussurrarias ao meu ouvido?
3. E os beijos: com pouca ou muita língua?
4. Dirias o meu nome?
5. Irias lá abaixo?
6. Deixavas que te beliscasse?
7. Quantas vezes o faríamos?
8. O que farias a seguir?
9. Despirte-ías completamente e depois tiravas as minhas roupas, lentamente?
10. Lambías-me e mordias-me por todo o corpo?
11. Brincavas um bocadinho ou ías directo/a ao assunto?
12. Deixavas-me brincar sózinha?
13. Gostavas que o fizesse de forma rápida ou mais lentamente?
14. Onde o quererias fazer?
15. Farias muito barulho ou ficarias calado(a)?
16. Importar-te-ías se eu teria gostado?
17. Farias isso hoje?
18. Farias isso amanhã?
19. Telefonavas-me pela manhã?

Fico a aguardar perguntas e respostas nos comentários e soltem a imaginação, afinal estão no mundo da Alice, Wonderland e aqui tudo é anónimo se assim o entenderem e/ou preferirem.

domingo, 9 de maio de 2010

Insónia

Algo me anda a perturbar o sono. Sinto o cansaço no corpo e na alma, mas o cérebro insiste em ficar alerta, mesmo não me facultando uma única pista para que tal seja necessário. Acordo irritada, dou voltas na cama para conseguir adormecer, mas não adianta. Levanto-me uma e outra vez, fumo um cigarro e fico quieta no vazio da escuridão, apenas vendo a luminosidade alaranjada do cigarro.
Sinto-me vazia como a noite demasiado calma lá fora. Saio do meu palácio para caminhar, indirectamente procuro-te na noite, mas tu não estás. Estou demasiado exausta para conduzir os meus cavalos até à praia, mas acredito que iria relaxar lá, encontrar-te lá e acabar por sossegar a alma e adormecer nos teus braços.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sex on Job

Foi assim hoje. Entrei com uma qualquer desculpa de falar com alguém da empresa. Procurei e dei com um gabinete vazio. Perfeito. Na volta enquanto te procurava, dou de caras contigo a chegar. Não me imaginavas ali.
- Pode acompanhar-me por favor? - Disse-te. Sorriste-me já imaginando o que poderia andar a magicar. Cedi-te passagem para o gabinete. As horas de almoço são sempre muito convidativas. As empresas ficam assim, a meio gás.
Empurrei-te gentilmente para dentro enquanto trancava a porta atrás de mim. Agarraste-me pela cintura beijando-me o pescoço. Fechei os estores rapidamente e voltei-me para ti.
- És completamente louca... mas deixas-me louco de tesão por teres aparecido assim! - Sim, sou louca, louca por me enfiar numa empresa onde não trabalho exclusivamente para comer-te em cima da secretária, no chão, contra a parede.
Empurro-te para a cadeira e abro-te o fecho das calças. Estás bem duro para mim. Beijo-te primeiro e brinco com a minha língua depois. Oiço-te gemer enquanto me agarras e puxas o cabelo para não parar. Nem tencionava fazê-lo... após alguns momentos vens-te, completamente a leste de onde estamos, faço-te um shhhhhh... enquanto me levanto e te beijo de forma intensa. Gosto da tua boca, cada um dos teus beijos é único e irrepetível. Passo-te a língua pelos lábios enquanto me despes. Já estás pronto novamente. Passas os dedos lá por baixo e sentes-me completamente molhada, pronta para te receber. Beijas-me o pescoço, o peito enquanto ouvimos vozes lá fora, mas nem isso te faz parar. Entras em mim com força, sinto-te cá dentro com uma paixão ardente enquanto te beijo e me agarro a ti com todo o prazer que sinto.
- Sou louca ao ponto de vir ao teu trabalho foder-te num gabinete. E tu adoras-me por isso. - Sais de dentro de mim e viras-me de costas. Voltas a penetrar-me, desta vez por trás. Sinto-te os dedos a acariciarem-me enquanto escorregam e eu sinto-me cada vez mais excitada. Vimo-nos os dois em uníssono enquanto te sentas na cadeira e eu ao teu colo, virada para ti. Beijo-te uma vez mais, os teus beijos são viciantes é verdade. Estaria um dia inteiro a beijar-te se pudesse.
Mas não ficamos por aí. Estendes-me no chão e abres-me as pernas com a boca. Beijas-me enquanto tremo de prazer. Vais subindo com a língua pelo meu corpo acima até me entregares o meu sabor num beijo. Entras em mim novamente. Estás pronto e eu também. Fodemos uma última vez, e venho-me com múltiplos. Explodes novamente dentro de mim e deixas-te cair suado. Limpo-te o suor e beijo-te novamente enquanto te sussurro: - Foste meu, só meu outra vez.
O tempo urge, existem pessoas a passar lá fora, a regressar dos seus almoços. Vestimo-nos rapidamente com um sorriso cúmplice da travessura que fizemos. Sais primeiro, não sem antes me beijares e me apalpares o quanto podes. Fechas a porta atrás de ti. Passam 5 minutos enquanto estive entretida a cheirar-me. Cheiro de bom sexo misturado com o teu cheiro único. Pergunto-me se será assim tão evidente para terceiros. Saio para o corredor e passo por ti.
- Olá Alice, por aqui? Tudo bem contigo? - Perguntas-me com um sorriso e com um olhar maravilhosamente traquinas.
- Sim... melhor não podia estar, vim tratar de uma questão urgente. E não sei se a resolvi, logo se vê se tenho de cá voltar ou não! Gostei de te ver, talvez nos cruzemos novamente por aí!
Dei-te dois beijos e, reparando que não estava ninguém, apalpei-te o rabo enquanto saía.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quero

Ardo em desejo por ti. Homens que me falam e atiram piropos nada significam para mim. Antes elevavam-me o ego, agora desprezo-os. Apetece-me beijar-te, sentir a tua língua na minha boca. Quero apertar-te nos meus braços e por aqueles instantes saber que és só meu, todo meu. Não penso muito noutras mulheres, não sou muito ciumenta. Confio cegamente quando me dão a paixão e o gozo que tanto adoro. E isso meu querido, fazes tão bem. Quero o dia no campo, na praia. Quero ter-te para mim um dia inteiro. Quero a manta estendida no chão e quero-te despido cmg. Quero aproveitar cada segundo e cada centímetro do teu corpo. Quero sentir a dureza do teu desejo em mim, uma e outra vez. Quero que me olhes e vejas tudo aquilo que eu não te digo. Quero que vejas a transparência dos meus sentimentos e sensações. O tempo que temos pode ser reduzido, mas é imenso para o prazer que oferecemos um ao outro. As saudades são boas. Mesmo quando me afastar de ti por uma, duas, três semanas, vou estar a acumular todas as sensações sentidas anteriormente, vou ter nos meus lábios todos os beijos infinitos que me deste, vou sentir as tuas mãos em carícias no meu corpo que não são visíveis a não ser para mim, vou ouvir-te gemer de prazer e ouvir todas as palavras que já me sussurraste, vou ouvir o teu riso... Mesmo longe vou ser tua, sempre tua e sempre a desejar reencontrar-te, para reviver tudo outra vez, uma e outra vez. Quero. Quero-te a ti e nada mais existe no mundo quando penso em ti.
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