quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tínhamos a vida toda, Anónimo

Mas a vida toda extinguiu-se. Sê feliz que eu começo a sê-lo progressivamente. Nada melhor que uma nova paixão, para esquecer o que nos feriu. Podias ser tanto, mas não és mais nada.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sensation

A sensação de paz é evidente. Tudo anda calmo por aqui. Saio de casa pela manhã, sempre a correr e chego sempre 5 a 10 minutos depois da hora. Creio que o meu chefe esteja habituado e não me chama a atenção dado que ultimamente tenho vivido para o trabalho. Saio na minha hora normal, mas ando mais concentrada e, por consequência, tornei-me numa profissional mais rápida e eficaz. A minha secretária começa finalmente a ficar sem a pilha dos pendentes.
Não me tenho alimentado bem, passo do 8 ao 80 o que tem provocado oscilações no meu organismo que não considero nada boas. Fora o facto de andar ansiosa, que me desregula tudo completamente.
Tomei a decisão de viver mais para mim que para os outros, tenho de organizar a minha vida. Não posso continuar a ignorá-la para viver "on the edge". Ou melhor, talvez o possa fazer, mas em part time (sim, definitivamente... não consigo abdicar das minhas paixões emocionais e carnais).
O meu lado profissional está assegurado e tudo corre bem. Próximos da lista será então organizar a minha vida material e emocional, ambas numa embrulhada completa. O novo ano fiscal inicia no próximo mês e com ele faço um reset à minha vida e recomeço. A ver vamos quem me acompanha nesta fase de reaprendizagem. Estão comigo?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reflecção

Assim nos encontramos, de costas viradas um para o outro. Recordo quando comecei a falar contigo, há tanto tempo que nem sei precisar. Pareceste-me alguém afável, bondoso, generoso. Saímos algumas vezes e tivemos outras tantas conversas. Sempre me pareceste tão seguro de ti... seduziste-me por isso. Apareceste numa altura da minha vida em que precisava de deixar de ser comandante, para passar a ser comandada. Mas nunca me passou pela cabeça que o hoje fosse ser assim. Comandaste demais, permiti ser quase apagada, como que um fantoche que apenas ganha vida quando pegam nele e o manipulam. Porém, jamais te posso culpar disso, já que assim o permiti que fosse. Relembro em retrocesso todos os bons momentos que tive contigo, cada carícia, cada beijo, cada momento de prazer. Talvez por isso sinta uma pontada aguda no peito ao tomar consciência do que somos hoje. Somos estranhos. És tão diferente de mim como eu de ti, mas será que tinha de ser assim?
Verifico que animais irracionais conseguem ser mais civilizados que os humanos. Talvez por isso eu me force a tornar-me mais nómada e independente. Deste-me muito, mas eu dei demais e o mais doloroso é mesmo não o conseguires admitir. Nada mais ouvirás de mim, we just can't get along...

domingo, 22 de agosto de 2010

Vertigem

Olho para o meu leito vazio. Passo noites agitadas sonhando contigo, na tua presença neste espaço, a fazeres-me rir e gozar como tanto adoro que o faças. Viras o meu organismo do avesso, fico sem fome e ao mesmo tempo com dores em todo o lado, parece ressaca. Anseio pela tua chegada, pelo teu olhar terno, pela passagem da tua mão no meu corpo, pelo teu sorriso e abraço. És a minha droga, o meu Xanax. Contigo e mesmo sem ti, sinto-me num carrossel; tudo gira em mim num rodopio constante. Gosto da sensação. Estou completamente apaixonada por ti, mesmo que nunca sejas capaz de assumir o mesmo. Tenho a vida toda... bad boy receoso. E mesmo que isso nunca aconteça, deixo aqui algo que quero de ti sempre:

Quero foder contigo,
Quero que sejas o meu abrigo,
E eu serei sempre o teu amigo,
Esperma é amor, é calor, é sabor!

Rapas as pernas com a gillette,
Vejo porno na internet,
Mas tu é que és o meu filete!

Paixão minha, o que me fazes escrever para ti... ^^

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Amanhecer

Já tive o prazer de ter um ou outro amanhecer contigo, mas este último foi simplesmente maravilhoso. Estava a caminho, a ir a teu encontro, já ansiosa sem saber muito bem como as coisas iam correr, mas de alguma forma satisfeita por ter-te agradado a minha ida. Gostei de conhecer um local novo na tua companhia, rir, brincar, cair na areia por fazeres traquinices com os teus amigos. Mas diverti-me imenso. Gostei de ter passado a noite contigo na praia, ter ido para o mar ameno da noite enquanto me observavas de longe. Senti-me uma adolescente que foge de casa para passar uma noite fora e sem dúvida que foi uma sensação fantástica. Tinha saudades da tua calma, das maluqueiras de toda a gente que me fazem rir tanto... tinha saudades do teu braço por cima do meu ombro, das tuas festas na minha pele, da tua mão no meu rabo. Gosto de te sentir quando me sentes.
Mas claro, gostei do amanhecer contigo, quando saímos de perto deles e fomos para um sítio onde estávamos apenas nós. Mudas sempre quando estás comigo e mais uma vez pude saborear os teus beijos, um atrás do outro enquanto entravas em mim. Fi-lo contigo, a primeira vez na praia e adorei. Toalha estendida na duna, saco-cama por cima, beijar-te e apalpar-te, sentir-te por inteiro. Gosto dos momentos em que és apenas meu, só meu. E parecendo contraditório, gosto que sejam esporádicos, para que quando sejas meu novamente, o prazer ser mais intenso por te ter nos meus braços novamente. Gosto de ti e sabes disso, sou e sempre serei a tua babe. E continuo a sentir falta da tua calma. O Domingo foi das coisas mais saborosas que tive, dormir a sesta contigo, debaixo de um pinheiro com a doce brisa a acariciar-me os cabelos. Já amanhecia contigo outra vez.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Break

As pausas são simultaneamente dolorosas e apaziguantes. O Mundo continua a girar e eu com ele. Sinto-me sufocada com este calor de deserto e demasiado inebriada com todos os sentidos em colisão. Bad boys will always be bad boys, mas há sempre quem nos dê mais valor. Uma pausa para atenuar a paixão estonteante em que comecei a perder as rédeas por não ter controlo de nada. Outros marinheiros passarão pelo meu cais. E certamente sem esta carga pesada que me faz perder as forças e a pouca sanidade que me resta. Ainda não foste e já sinto a tua falta, mas terei de ultrapassar a estúpida angústia que sinto sempre que negas a minha presença.
Sinto um grito a querer formar-se, mas está sempre mudo. Just take a break, and better things will come to me.

Heart

Os pulmões começam a fechar, sinto o ar a desaparecer e o oxigénio a evaporar-se. O meu coração depois de tanto explodir, simplesmente parou. Saberás como reanimá-lo, ou o teu egocentrismo e egoísmo continuarão a falar mais alto? Simplesmente desisti, principalmente depois de me dizerem que convidar-te para jantar é elevar demasiado a fasquia. Desisto, o meu coração não suporta mais golpes.

domingo, 8 de agosto de 2010

Secret Desire

Por vezes temos desejos inevitáveis. Desejos ocultos que nos fazem sonhar, mas que não somos capazes de os transportar para a realidade. Até que surge uma oportunidade e a agarramos sempre pensando que talvez seja agora... e foi.
Depois de copos e conversas viradas para a sexualidade, apenas te referi que iria estar calada. Questionaste-me o porquê e apenas te respondi que poderia não me controlar, já que sou curiosa e existem situações em que simplesmente não aceito o que dizem, tenho de ver para crer. Ficaste calado e eu também, até que quebraste o silêncio questionando-me se te poderias aproximar, tocar no meu peito. Permiti, claro. Andava a desejar-te secretamente há anos e ter-te ali, apenas os dois sozinhos, era bom demais para ser socialmente correcta.
Tocaste-me, tiraste a minha camisola e o meu soutien, beijaste-me como se não o fizesses há imenso tempo. Sussurrei-te que desejava isto há imenso tempo... sorriste e disseste-me que o desejavas desde que me conheceste. Interessante, fiquei mais excitada ainda ao ouvir isso.
Rodiei-te com as pernas, puxaste-me para ti e beijaste-me, uma e outra vez. Despiste os meus shorts de ganga, beijaste-me em todo o lado e fiquei nua por fim.
Penetraste-me devagar, ao mesmo tempo que te puxava para mim e te beijava, enquanto te segurava o rosto com as duas mãos. Sentia-te escorregar em mim, mais rápido, mais intenso, comecei a ficar inebriada... um desejo reprimido por tanto tempo, enquanto me dizias "Se me desejas há imenso tempo, não te quero desapontar Alice..." - e não desapontaste. Adorei sentir-te, tocar-te, beijar-te. Fumar um cigarro e beber verde contigo. Ir ter contigo ao duche e beijar-te novamente. Saber que vai voltar a repetir-se dá-me um sabor especial. O proibido é sempre maravilhoso... Recordo quando te vieste, dizeres-me "Não era suposto isto acontecer tão cedo, mas há imenso tempo que não tenho uma mulher boa como tu Alice" - Sorri e beijei-te novamente. Os teus beijos... estou a escrever e sinto-me completamente molhada... Saí da tua casa com o amanhecer e com o teu cheiro impregnado em mim. Lambi os meus lábios na tentativa de manter o teu beijo lá enquanto o meu batimento cardíaco voltava a aumentar. Adormeci com as tuas palavras retidas na mente - "Tudo vale a pena, dorme bem Alice" - e fechei os olhos para sonhar contigo.

sábado, 7 de agosto de 2010

Passagens

Relembro estar assim, na tua cozinha a fumar um cigarro, depois de estarmos 3 horas entretidos. Há qualquer coisa em ti que me desafia, és um desafio constante. Gosto de te sentir, e essa noite (manhã, leia-se) foi para mim algo maravilhoso. Passear pelo teu corpo com a língua, parar na tua anca e ouvir-te rir. Sentir os teus beijos, aqueles que adoro e que só me dás quando estamos a sós. Deixares-me completamente molhada e inebriada... tenho saudades tuas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Wonderful Freedom

Ser livre. Fazer o que me dá mais prazer, conquistar e ser conquistada. Contigo sinto-me numa montanha russa de emoções. És livre, mais livre que eu em quase todos os aspectos. Por vezes cativa-me, por outras fico quase frustrada por não pertencer ao teu mundo. Talvez seja da solidão que por vezes sinto - o que até pode ser curioso, uma mulher como eu, sentir-se só? - ou talvez por saber que temos a vida toda, mas apenas quando queres. Não é mau de todo, já que quando queres me mimas e acaricias sem qualquer vergonha ou pudor. Gosto e sabes disso. Mas a Alice não é de ser submissa e acatar todas as "ordens", não é de ser controlada. E por mais que adore estar contigo, não poder decidir seja o que fôr e deixar-me levar ao sabor das tuas ondas nem sempre é bom. Fico dependente das tuas palavras, a aguardar o que por vezes e embora dito, não acontece. Provoca-me uma impotência enorme não poder ir ter contigo quando quero, ou sair contigo, estar contigo quando quero. O país das maravilhas não existe com uma Alice sozinha constantemente a aguardar.
Sou livre e és livre. Mas ando só. Muito. E a tua calma relaxa-me tanto, fazes-me sentir bem apenas com a tua presença, sem demais prazeres. Gostava que continuasses livre como és, mas que me permitisses estar mais presente nessa liberdade. Mas não sei se é possível. Os nossos mundos são muito diferentes, maneiras de pensar muito diferentes... por vezes penso que não há qualquer "vida toda" pela frente, pelo simples facto de não estar a conseguir lidar bem com tudo. Mas por outro, mais que o teu carinho e prazer, perder a presença da tua calma constante provoca-me calafrios. Traduzindo tudo isto para uma única afirmação? Sinto a tua falta. Bom ou mau? Não sei responder.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Arrepios

Gosto da tua voz, sempre calma. Gostei de estar contigo na praia, principalmente quando te sentavas na minha toalha, de braço por cima de mim. Gostei de estar muito junta a ti, de te tocar. É errado em termos sociais, já que és tão novo. Mas para mim, Alice, essa questão é tão insignificante como escrever com um lápis ou uma lapiseira. No fundo, é o carvão que escreve.
Surpreendeste-me com a lembrança do convite de vinho verde. Mais ainda quando parei o carro e me disseste que estava perto da porta vermelha, quando me questionaste do beijo que estava à minha espera, à porta da tua casa. Pena que não se tenha concretizado como desejaria... Mas o alternativo que me deste deixou-me inebriada, mesmo sendo breve. Arrepiaste-me toda e adorei a sensação. Quero estar contigo outra vez, mas sei que não vai ser possível tão cedo. E ficarei a aguardar pacientemente que a porta vermelha se abra um dia para mim, para partilhar um flute de verde, fresco para acalmar o calor do Verão e de corpos em embulição.

sábado, 17 de julho de 2010

There is something about you...

Todos os encontros acabam assim, no chuveiro, antes de saíres do meu palácio. Tens defeitos, enormes, mas há qualquer coisa que me prende a ti. O teu olhar, a forma como me tratas quando estás presente, os teus fetiches enquanto f**** comigo. Nunca conheci ninguém como tu. Consegues ser egoísta, no entanto, consigo ignorar isso. Perguntas-me se gosto de ti? Gosto. Porquê, quando tenho ainda desconfianças em ti? Não sei. Talvez por esperança, esperança que não sejas aquilo que sei que és. Estranha esta Alice que ignora todos os sinais de perigo por simples prazer. Mas sou assim e não consigo evitá-lo. Gosto de te ter cá, mesmo não sendo um homem super atraente, atrais-me por algum motivo. Aquilo que me prometeste ainda não chegou - 2ª feira dizes-me tu - e mesmo assim não é isso que me prende a ti. Ok, talvez seja um pouco, mas mais pela liberdade total que me vais facultar, que propriamente pelo motivo como vou adquiri-la.
Irritas-me quando te ligo e não me atendes o telefone. Quando envio sms e não me respondes. Quando dizes que em X tempo me ligas e não o fazes. Quando combinas algo comigo e depois não apareces porque "não me apeteceu". Mas gosto disso. Dás-me luta. Pensas que me tens na mão, mas mais depressa ficarei eu contigo na mão que o oposto. Dá-me luta, continua. Dá-me pica saber que nunca serás só meu, porque nem é isso que quero. Quero fazer com que venhas, com que fiques, com que vás, mas que tenhas de voltar. Quero tomar duche contigo outra vez, uma e outra vez, só de vez em quando, até à próxima vez.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Waiting

Estou a aguardar que chegue o amanhã. O amanhã que me prometeste. O amanhã que me pode salvar a vida, se tiveres sido sincero comigo como fui contigo. Dei-te o que quiseste de mim e um pouco mais, mais do que tinhas pedido. E eu não quero de ti mais do que aquilo que me prometeste. Só quero a realidade; doce e atenuante, ou amarga e cruel.
Sou pouco crente, é certo. O facto de ser agnóstica não me permite acreditar em contos de fadas. E a minha vida sempre foi mais salgada que doce. Será que irás fazer com que me torne doce? Gostaria de acreditar em tudo o que me dizes, mas é-me difícil... tantas vezes fui enganada, magoada, abandonada... que preciso de preparar coração e alma para o que possa vir eventualmente por aí. Necessito de um escudo forte, que ampare o golpe que possivelmente irei ter, mas que seja simultaneamente leve de se jogar fora, caso venha o prometido como um doce abraço num momento difícil.
(Ainda) Estou a acreditar em ti. Devo?

domingo, 20 de junho de 2010

Espera

Fiquei à espera assim, que algo viesse ao meu encontro. Não tenho força nem motivações para procurar. E continuo a temer que me desiludas, que o que me digas não é real. Preciso abrir as minhas asas enormes e conseguir voar, sentir-me livre mesmo com todas as responsabilidades às quais não fujo. Gostei de ti, e quero ficar-te eternamente agradecida por me salvares do pântano onde estou. Quero erguer a cabeça e começar de novo, sem medos, sem olhar por cima do ombro receando um qualquer juízo crítico. Quero alhear-me do que me tem mantido amarga por tanto tempo. Não tenho forças para lutar sozinha, por isso te peço tanto para não me desiludires, o meu estado emocional não permite mais tristezas e mágoas...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Divagando

Alguém me disse que estou carente de afecto. Talvez o esteja mesmo. Não sei se por ninguém me conseguir passar aquela paixão usurpadora que tanto adoro, ou se por andar mais calma e ponderada. Tenho picos em que a loucura me consome e me leva a locais inimagináveis, outros em que apenas afecto de me satisfaz, com bons beijos que fazem a minha temperatura subir e tornar o corpo disponível para aventuras, mas mais ternas, calmas. A minha vida tem muita influência no meu estado emocional e sexual, sempre teve. Já fiz inúmeras loucuras, mas o que mais anseio e procuro agora é por ti. Tu que me queres dar o apoio e carinho e ternura. Tu que me deste beijos que me surpreenderam por não estar à espera de sentir o que senti. A vida vai correndo e realmente passa ao nosso lado se não prestarmos atenção. Mas quero sentir o teu desejo, ouvir os teus elogios, a tua língua no meu pescoço, o teu ruído ao inalar o perfume do meu pescoço. Preciso sentir-me bela e poderosa novamente. Pois é isso que sou e quero continuar a ser. Dona de mim mesma, dos meus desejos, dos meus sentidos. Quero aquilo que tiveres para mim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lembrança

Entrámos no novo mês e aguardo pacientemente por algo que possivelmente nunca vai acontecer. Recordo cada palavra tua e agora, que o final do mês passou, aguardo que me mates ou me peças perdão pelas palavras frias proferidas.
Sabes o que recordo de melhor? Não foi o sexo, não foram as tuas palavras doces, não foi a tua paixão (ou a minha). Recordo o nosso reflexo no espelho, eu de costas para ti e tu agarrando-me na cintura, por vezes em silêncio outras vezes dizendo-me apenas: "Deixa-te estar assim Alice, deixa-me olhar para ti. És uma sereia com um corpo maravilhoso" - Sorri. Tal como ainda sorrio nesta lembrança. Foste uma paixão rápida, mas ainda te quero, pelo menos para me matares ou pedires perdão das tuas últimas palavras. Não te odeio, nem jamais quebrarei a barreira dos mundos paralelos, mesmo sendo louca (mas boa e bela, não te esqueças). Nada se faz sem uma boa dose de loucura. Se continuas a ler-me da forma silenciosa como sempre o fizeste, espero então que me contactes de alguma forma. Para acabares comigo de vez (o que duvido, pois conheço o desfecho que realizaste no final do mês, mesmo antes de o realizares) ou para me pedires perdão por aquilo que sabes que me acusaste sem qualquer motivo.
Consigo ainda acreditar que sentes a minha falta, ou que pelo menos pensas em mim. Já nos vimos várias vezes, inicialmente o teu rosto zangado, depois o teu rosto resignado ou alheio. Porque, ou tudo o que me disseste e viveste comigo foi uma grande mentira, ou não me consegues esquecer assim. E sei que te afastaste e me magoaste por receio de entrega. Tenho a certeza. Mas continuarei a aguardar apenas o teu perdão. Serás capaz de o fazer?

domingo, 6 de junho de 2010

Tic Tac

O tempo tem passado devagar. Sinto-me impotente perante o que desejo e não consigo realizar de imediato. Pois é, aqui a Alice não é só paixões e sexo. Também tem problemas a resolver e um futuro a projectar. Sempre me dizem, é uma questão de tempo. Mas a minha sanidade mental não tem já muito tempo. Esta Alice começa a ficar debilitada com a sua própria realidade e precisa que o tempo passe mais depressa. A inércia começa finalmente a instalar-se em mim e a deixar-me estagnada. Necessito, definitivamente, que este compasso de espera actual se resolva o quanto antes. Já começo a sentir falta de mim própria.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fogo

Tenho o teu cheiro impregnado em mim. Gosto do teu perfume. Sabia que o Sol voltaria a mim, fosse de que forma fosse. E quero-te melhor, mais prolongado, mais intenso. Soltaste a Alice de uma situação em que ela não se julgava capaz de sair. Quero o gozo por inteiro contigo. Gostei da tua voz, das tuas mãos a acariciarem-me o corpo, suaves como a brisa. Gostei de te sentir dentro de mim, com a língua e o com restante. Mais tempo houvesse para te saborear melhor. Mas creio que seja questão de tempo. Teu e meu. O teu cheiro não me larga, sinto-me excitada só por isso. Faz-me apaixonar pelos teus ditos (sinceros, leia-se), e a gatinha passará a ser leoa. Gostei de ouvir o meu nome vindo da tua boca. Não me vou alongar, deixo isso para outro dia, outra ocasião. A primeira vez de algo é para manter na mente, intacta, sem grandes comentários. Mas quero cheirar-te novamente, tal como quero que me metas em chamas novamente. Gosto do teu corpo e do que estás disposto a dar-me. Paixão ainda não, mas há-de vir e quando chegar ainda ficará melhor. Conhecerás a Alice em pleno. E a Alice não te dará descanso. Gosto do meu sabor nos teus lábios. F****-te outra vez se aqui estivesses agora. Mas lembra-te, a Alice é dela mesma, não pertence a ninguém e nunca jamais isso vai mudar. Descanso para ti, tranquilidade para mim. Cartas na mesa é sempre bom. Mantém a adrenalina em pleno, sem falsas esperanças ou ilusões. Gostei da tua honestidade. Mais ainda, quero comer-te de novo. Soube a pouco.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Em resposta aos meus leitores...

1. Preferias ser tu a controlar a situação?
Não gosto que me controlem constantemente, gosto de variar. Ora controlas tu, ora controlo eu ;)

2. Sussurrarias ao meu ouvido?
Adoro sussurrar nestes momentos, mas é fundamental que o momento seja com paixão, caso contrário a Alice estará calada. Uma boa forma de saberes se estou ou não a gostar de algo. Mas sussuro, muito, coisas boas e porcas.

3. E os beijos: com pouca ou muita língua?
Muita. Adoro beijos intensos que me façam ficar inebriada!

4. Dirias o meu nome?
Provavelmente não. Nunca pensei muito nisso, mas regra geral e segundo a minha memória, não sou de tratar a pessoa pelo nome. Mas gosto de ir falando e ouvindo no durante.

5. Irias lá abaixo?
Com muito prazer. Gosto de o pegar com a minha mão, brincar com a língua em torno dele devagar, devagar... depois saboreá-lo por inteiro e novamente brincar com a língua rodeando-o, lambendo-o, apenas com a pontinha da língua. :)

6. Deixavas que te beliscasse?
Com cuidado. Detesto beliscões à séria.

7. Quantas vezes o faríamos?
Se me souberes excitar, me elogiares constantemente, me acariciares a toda a hora, me beijares até ficar completamente perdida... fico tão escorregadia que serão as vezes que TU conseguires aguentar. :)

8. O que farias a seguir?
Acendia um cigarro, bebia água, vestia a minha lingerie. Dava-te um beijo leve, uma carícia no rosto... e, se tivesse gostado da experiência, voltava a provocar-te. ;)

9. Despirte-ías completamente e depois tiravas as minhas roupas, lentamente?
Nem pensar, gosto de ser despida entre beijos por todos o lado. E gosto de o fazer mutuamente, ou seja, irmo-nos despindo em conjunto entre beijos e carícias por todo o corpo. Lento ou rápido... depende dos beijos que me desses, se me deixasses inebriada teria de ter cuidado para não te rasgar a roupa... :)

10. Lambías-me e mordias-me por todo o corpo?
Sou muito exploradora se gostar de ti. Brinco no teu corpo como se fosse uma pista de carros e a minha língua o automóvel. Também gosto de mordidelas, mas sou meiguinha, só recebi gemidos de prazer pelas minhas mordidas pelo que...

11. Brincavas um bocadinho ou ías directo/a ao assunto?
Directa ao assunto só se me deixasses muito, muuuuuuito excitada. Aí ia directa ao assunto, mas depois teria de haver uma segunda para eu brincar o que me apetecesse :)

12. Deixavas-me brincar sózinho/a?
Bem, não é algo que me excite, ver um homem a masturbar-se na minha frente. Para quê, se me tem a mim e podemos fazer tanta coisa em conjunto? Mas se fores uma mulher, sim... gostaria de ver, mas não estando muito longe de ti!

13. Gostavas que o fizesse de forma rápida ou mais lentamente?
Gosto de alternar. Lento, rápido, rápido, lento...

14. Onde o quererias fazer?
Não escondo que adoro conforto. Mas a companhia para mim é o mais importante. O local é secundário. Sendo no meu palácio, existe apenas uma sala onde ninguém entra. De resto é realmente para explorá-lo.

15. Farias muito barulho ou ficarias calado(a)?
Não sou de fazer muito barulho. Talvez venha algum lá de baixo se me deixares muito excitada e molhada. Mas barulho mesmo só quando estou a chegar lá, e quando me venho, o ruído depende se ele (orgasmo) foi isolado ou múltiplo. ;)

16. Importar-te-ías se eu teria gostado?
Claro que sim. Sendo homem ou mulher, é importante. Nada mais frustrante que uma relação onde eu não tenha prazer, ou não consiga dá-lo a alguém.

17. Farias isso hoje?
Se me fizesses apaixonar por ti hoje sim. Só me sigo pelas paixões. E o estar apaixonada por ti é relativo. O termo mais correcto seria apaixonar-me pelas tuas palavras e actos. Algo que me deixasse louca para o querer fazer o quanto antes. Agora sexo por sexo? Atracções apenas físicas não me dão o mínimo prazer.

18. Farias isso amanhã?
Se o hoje acontecesse e eu gostasse, iria querer fazê-lo a toda a hora, não só amanhã. :)

19. Telefonavas-me pela manhã?
Não me parece. Existem outras formas de comunicação. Embora saiba por experiência própria que não são as melhores para conversas "sérias". Dão azo a muitas más interpretações que podem causar problemas irremediáveis.

Sem sal

Assim o considerámos. Tivemos sexo sem paixão, sem aquele desejo que devia existir. Usámo-nos mutuamente numa tentativa vã de ter o que não se podia ter um com o outro. Mas mesmo assim esperava que aparecesses no meu palácio, para me saciar uma fome imensa, mas apenas me servias entradas. Considerava-o bom, nada tinha a perder. Mas nunca deixaste transparecer esse desejo que dizes que sentias, desejo ao qual chamo de paixão. Mantínhamo-nos calados, sexo aqui e ali e acabava sempre por acordar sozinha.
Lembro-me de me aborrecer com essa atitude, terminares o que tinhas a terminar e te mandar embora. Perguntaste-me se podias dormir comigo e dei-te resposta negativa.
- Vieste cá fazer algo e já o terminaste. Agora podes sair que acordo cedo amanhã - disse-te. Saíste, mas nunca te vi aborrecido. Mas também não me importei. Foi o que foi e não me arrependo. Talvez actualmente fosse diferente, já que ainda existe desejo da tua parte. Um dia, quem sabe. Talvez resulte de forma diferente, agora que a Alice está mais solta e dada a aventuras.
Sabes do que recordo? Ver Mtv contigo até altas horas da noite. Gostava da tua companhia. A Alice era uma miúda muito só. Mas agora é uma mulher que gosta de estar só e escolher as suas companhias quando assim o pretende.
No entanto, algo sempre falha entre nós. Comunicação. Adoro escutar coisas boas, mas és um homem calado. Será que algum dia possa existir algo sem sal entre nós? Dá-me sabor, mesmo que sejam apenas entradas servidas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sonhos de pesadelo

Perturbas-me o sono assim. Com sonhos alternados por pesadelos. Consegui evadir-te dos meus dias, forçando a paixão sair do meu corpo e alma e reforçando todo o mal que me ofereceste. Mas durante o sono não tenho barreiras para te evitar. Entras na minha alma despercebido, uma palavra de outrora, um toque no corpo... mas depois regressa tudo o que li e ouvi no fim. Acordo precipitada, suada, com dores com as palavras que mais me marcaram - "mato-te Alice! Posso acabar com a minha vida, mas primeiro acabo com a tua!" - Ameaças de morte... chega a ser cómico ameaçares-me tendo em conta o meu estado. Talvez me tenhas desejado tanto mal que ele veio ter comigo, destruindo a minha mobilidade.
De qualquer forma foi positivo o que me aconteceu, as dores físicas fazem esquecer as emocionais, pelo menos em parte.
Desejei-te tanto, quis-te tanto e continuo a desejar e a querer... mas desta vez, apenas que desapareças das minhas noites, da minha alma.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Explosão

As paixões são assim. Explosivas. Tanto no bom como no mau. Levam-se sentimentos ao extremo, diz-se aquilo que amamos ouvir, mas também tudo o que nos fere profundamente quando a paixão ainda habita em nós. Mas mesmo magoada com o que oiço, recuso-me a reter isso em mim. Jogo as palavras, ameaças e acusações para longe retendo apenas aquilo que me fez bem. Aquilo que gostei de ouvir e sentir. Fica a sensação que mais podia ter sido vivido, mas paixões há muitas, por outras pessoas, por situações que nos fazem sentir bem.
Gostei do que partilhei contigo, apesar das tuas últimas palavras. Não compreendeste a Alice no seu íntimo, pois não consegues confiar. Nada posso fazer. Sou genuína em tudo o que faço e sei admitir quando reajo com agressividade quando me provocam. Sou humilde quando peço desculpa, e peço-o embora creio que devesses ser tu a fazê-lo, mais do que eu. Mas não faz mal. A vida continua, e só quero que sejas feliz. Com ou sem Alice. Pois eu certamente farei o mesmo. Contigo ou sem ti.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Green Wine


Esse vinho que inebria os sentidos e nos torna leves. Recordo-me de ti quando olho para uma garrafa de Aveleda, frutada ou mais seca. Recordo cada momento nosso, 2 anos de loucura. Toques continuados na campainha do meu palácio e já fora de horas. Sorria, eras tu. Conheceste todos os cantos do meu palácio e fazias-me rir... tanto! Juntava as garrafas num armário, lembrando cada dia (ou cada noite) que as trouxeste. Mimavas-me com chocolates, com palavras tontas para me dares um sorriso. Foste o tal - na cama, leia-se - já que ninguém até agora conseguiu atingir os teus feitos. Amigas conheciam-te apenas por TDI, 21 orgasmos numa noite... que loucura! Dava tudo para os receber novamente. Lembro-me de estar em cima de ti e o teu telefone tocar, atenderes como se nada estivesse a acontecer, dando-me sinais para não parar. Dizias à tua respectiva que estavas com amigos, que estavas ocupado e não podias falar. Paravas a meio de uma f*** para me falar no National Geographic. Sorrio com todas estas lembranças. Reavivaste-me numa altura em que me sentia morrer para o Mundo. Davas-me tudo o que precisava; a tua presença, o teu riso, a tua alegria, o sexo maravilhoso, as experiências tentadas pela primeira vez. Foste tu quem me criou, quem criou esta Alice desinibida, mas continuamente à procura de algo mais que simples sexo.
- Diz que me amas Alicinha, que eu volto cá no fim de semana, a horas impróprias, só para te dar o amor de mereces! - Claro que não era amor. Era uma paixão ardente, a melhor que já tive.
Cresci contigo, mostraste-me um lado mais simples da vida, onde um cigarro durante o sexo até pode ser sexy, quando me tiravas fotos em pleno acto e me dizias coisas porcas ao ouvido sem me beijar até que atingisse o orgasmo. Aí beijavas-me como se estivesses num deserto e finalmente encontrasses água.
Recordo beber demais e me carregares no colo, dares-me um duche morno, terno, e me deitares na cama e ficares ali do meu lado. Meu TDI de 110 cavalos... correspondias ao teu carro até na combustão de prazer.
Ainda recordo as aventuras no trabalho, horas de almoço com salas vazias e portas destrancadas, casas de banho de mulheres e tu lá, comigo. Tantos riscos e pura adrenalida. Ensinaste-me a viver a vida em pleno, sem medos e arriscando tudo por paixão e prazer. Sinto a falta da tua altura (homens altos são a minha perdição, sabes disso), das tuas pernas de jogador, da forma como me davas prazer, todos os dias de forma diferente. Recordo quando estavas prestes a chegar lá e não querias, falavas-me do Mickey e o Pateta e de repente... - Ok! Onde íamos mesmo? Alicinha, Alicinha, alinhas em tudo comigo e ris como doida, porquê? - Como seria possível não rir? No meio de uma f*** que não quer que chegue ao fim, falar-me em personagens Disney? Adorava, ria. Nunca ri tanto numa relação, em f***s como contigo.
Mas agora vejo-te abatido, com ar envelhecido. Gostava de te provar novamente, gostava de ser eu a dar-te uma injecção de energia positiva, de riso, de bom gozo.
Green wine, desde que passaste pela minha vida, não há garrafa que beba que não pense em ti.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Devaneios

Alguma vez referi que discussões me cansam a beleza e são uma perda de tempo? E a beleza, pretendo mantê-la por muitos e bons anos. Durante muito tempo da minha vida, recorria a outros para me fazerem feliz, girava no vazio se estivesse só. Hoje em dia, o que mais anseio é estar só. Cansam-me os blá blá's sempre idênticos e que não levam a coisa alguma, cansa-me referir sempre o mesmo assunto e ser ignorada.
Estão para breve grandes mudanças na minha vida, uma vez mais. Mas não importa. Gosto de mudanças e canso-me do "habitual" muito facilmente. Se são melhores ou piores, cá estarei para arcar com os louros ou consequências. Já não tenho receio de viver a minha vida, sempre a pensar no que outros podem dizer, pensar, comentar ou mesmo julgar.
Quero poder abrir as asas e voar livremente, não apenas abri-las com o intuito de as mexer um pouco. Estou cansada de gaiolas demasiado pequenas para mim. Já não vou permitir - por muito mais tempo - ameaças e chantagens de modo a me manterem trancada, fechada para o mundo. Estive tempo demais dada como bibelô decorativo, como dado adquirido, supostamente valioso mas ignorado num canto a ganhar pó simultaneamente.
Quero-me apaixonada como fui, a tempo inteiro, não a part-time. E isso, é uma questão de tempo. O que quero, tenho. E vou ter o que pretendo com toda a certeza.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Insanidade

Que loucura é esta que me consome, onde todos os moralismos e consciências caem por terra? Drogas-me com os teus beijos e fico completamente alheada do Mundo que nos rodeia. Sinto-me insana, em êxtase. Só me apetece fazer loucuras contigo, vivemos a mil à hora com a urgência de ter tudo aquilo que podemos ter. Fazes a Alice existir, cada vez mais louca por te ter. Gostei de te saborear, quero mais e mais! Adorei o hoje, o estar ocupada e ser consumida por ti ao mesmo tempo, gosto de quase perder os sentidos contigo. Mas não me casava contigo. Prefiro esta saudade, esta urgência em te ter, este perigo que corremos quando estamos juntos. És louco e eu completamente louca por ti.

Aos meus leitores...

Este é o questionário "Se fizessemos sexo". É hipotético, claro, mas gostaria de ver algumas boas respostas... consideram-se desafiados/as? Ou não são homens/mulheres para tal? ;)

1. Preferias ser tu a controlar a situação?
2. Sussurrarias ao meu ouvido?
3. E os beijos: com pouca ou muita língua?
4. Dirias o meu nome?
5. Irias lá abaixo?
6. Deixavas que te beliscasse?
7. Quantas vezes o faríamos?
8. O que farias a seguir?
9. Despirte-ías completamente e depois tiravas as minhas roupas, lentamente?
10. Lambías-me e mordias-me por todo o corpo?
11. Brincavas um bocadinho ou ías directo/a ao assunto?
12. Deixavas-me brincar sózinha?
13. Gostavas que o fizesse de forma rápida ou mais lentamente?
14. Onde o quererias fazer?
15. Farias muito barulho ou ficarias calado(a)?
16. Importar-te-ías se eu teria gostado?
17. Farias isso hoje?
18. Farias isso amanhã?
19. Telefonavas-me pela manhã?

Fico a aguardar perguntas e respostas nos comentários e soltem a imaginação, afinal estão no mundo da Alice, Wonderland e aqui tudo é anónimo se assim o entenderem e/ou preferirem.

domingo, 9 de maio de 2010

Insónia

Algo me anda a perturbar o sono. Sinto o cansaço no corpo e na alma, mas o cérebro insiste em ficar alerta, mesmo não me facultando uma única pista para que tal seja necessário. Acordo irritada, dou voltas na cama para conseguir adormecer, mas não adianta. Levanto-me uma e outra vez, fumo um cigarro e fico quieta no vazio da escuridão, apenas vendo a luminosidade alaranjada do cigarro.
Sinto-me vazia como a noite demasiado calma lá fora. Saio do meu palácio para caminhar, indirectamente procuro-te na noite, mas tu não estás. Estou demasiado exausta para conduzir os meus cavalos até à praia, mas acredito que iria relaxar lá, encontrar-te lá e acabar por sossegar a alma e adormecer nos teus braços.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sex on Job

Foi assim hoje. Entrei com uma qualquer desculpa de falar com alguém da empresa. Procurei e dei com um gabinete vazio. Perfeito. Na volta enquanto te procurava, dou de caras contigo a chegar. Não me imaginavas ali.
- Pode acompanhar-me por favor? - Disse-te. Sorriste-me já imaginando o que poderia andar a magicar. Cedi-te passagem para o gabinete. As horas de almoço são sempre muito convidativas. As empresas ficam assim, a meio gás.
Empurrei-te gentilmente para dentro enquanto trancava a porta atrás de mim. Agarraste-me pela cintura beijando-me o pescoço. Fechei os estores rapidamente e voltei-me para ti.
- És completamente louca... mas deixas-me louco de tesão por teres aparecido assim! - Sim, sou louca, louca por me enfiar numa empresa onde não trabalho exclusivamente para comer-te em cima da secretária, no chão, contra a parede.
Empurro-te para a cadeira e abro-te o fecho das calças. Estás bem duro para mim. Beijo-te primeiro e brinco com a minha língua depois. Oiço-te gemer enquanto me agarras e puxas o cabelo para não parar. Nem tencionava fazê-lo... após alguns momentos vens-te, completamente a leste de onde estamos, faço-te um shhhhhh... enquanto me levanto e te beijo de forma intensa. Gosto da tua boca, cada um dos teus beijos é único e irrepetível. Passo-te a língua pelos lábios enquanto me despes. Já estás pronto novamente. Passas os dedos lá por baixo e sentes-me completamente molhada, pronta para te receber. Beijas-me o pescoço, o peito enquanto ouvimos vozes lá fora, mas nem isso te faz parar. Entras em mim com força, sinto-te cá dentro com uma paixão ardente enquanto te beijo e me agarro a ti com todo o prazer que sinto.
- Sou louca ao ponto de vir ao teu trabalho foder-te num gabinete. E tu adoras-me por isso. - Sais de dentro de mim e viras-me de costas. Voltas a penetrar-me, desta vez por trás. Sinto-te os dedos a acariciarem-me enquanto escorregam e eu sinto-me cada vez mais excitada. Vimo-nos os dois em uníssono enquanto te sentas na cadeira e eu ao teu colo, virada para ti. Beijo-te uma vez mais, os teus beijos são viciantes é verdade. Estaria um dia inteiro a beijar-te se pudesse.
Mas não ficamos por aí. Estendes-me no chão e abres-me as pernas com a boca. Beijas-me enquanto tremo de prazer. Vais subindo com a língua pelo meu corpo acima até me entregares o meu sabor num beijo. Entras em mim novamente. Estás pronto e eu também. Fodemos uma última vez, e venho-me com múltiplos. Explodes novamente dentro de mim e deixas-te cair suado. Limpo-te o suor e beijo-te novamente enquanto te sussurro: - Foste meu, só meu outra vez.
O tempo urge, existem pessoas a passar lá fora, a regressar dos seus almoços. Vestimo-nos rapidamente com um sorriso cúmplice da travessura que fizemos. Sais primeiro, não sem antes me beijares e me apalpares o quanto podes. Fechas a porta atrás de ti. Passam 5 minutos enquanto estive entretida a cheirar-me. Cheiro de bom sexo misturado com o teu cheiro único. Pergunto-me se será assim tão evidente para terceiros. Saio para o corredor e passo por ti.
- Olá Alice, por aqui? Tudo bem contigo? - Perguntas-me com um sorriso e com um olhar maravilhosamente traquinas.
- Sim... melhor não podia estar, vim tratar de uma questão urgente. E não sei se a resolvi, logo se vê se tenho de cá voltar ou não! Gostei de te ver, talvez nos cruzemos novamente por aí!
Dei-te dois beijos e, reparando que não estava ninguém, apalpei-te o rabo enquanto saía.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quero

Ardo em desejo por ti. Homens que me falam e atiram piropos nada significam para mim. Antes elevavam-me o ego, agora desprezo-os. Apetece-me beijar-te, sentir a tua língua na minha boca. Quero apertar-te nos meus braços e por aqueles instantes saber que és só meu, todo meu. Não penso muito noutras mulheres, não sou muito ciumenta. Confio cegamente quando me dão a paixão e o gozo que tanto adoro. E isso meu querido, fazes tão bem. Quero o dia no campo, na praia. Quero ter-te para mim um dia inteiro. Quero a manta estendida no chão e quero-te despido cmg. Quero aproveitar cada segundo e cada centímetro do teu corpo. Quero sentir a dureza do teu desejo em mim, uma e outra vez. Quero que me olhes e vejas tudo aquilo que eu não te digo. Quero que vejas a transparência dos meus sentimentos e sensações. O tempo que temos pode ser reduzido, mas é imenso para o prazer que oferecemos um ao outro. As saudades são boas. Mesmo quando me afastar de ti por uma, duas, três semanas, vou estar a acumular todas as sensações sentidas anteriormente, vou ter nos meus lábios todos os beijos infinitos que me deste, vou sentir as tuas mãos em carícias no meu corpo que não são visíveis a não ser para mim, vou ouvir-te gemer de prazer e ouvir todas as palavras que já me sussurraste, vou ouvir o teu riso... Mesmo longe vou ser tua, sempre tua e sempre a desejar reencontrar-te, para reviver tudo outra vez, uma e outra vez. Quero. Quero-te a ti e nada mais existe no mundo quando penso em ti.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Horny

Entras no meu palácio, estás familiarizado. Esperas-me impaciente na sala, até que me viro e estás à minha frente, enquanto a água escorre por todo o meu corpo. Noto-te a saudade no rosto, o desejo a crescer enquanto me vês no duche. Deixo-te massajares-me o corpo com as mãos cheias de espuma perfumada, enquanto me sinto molhada, mas não pelo duche e pela água que vai correndo. Damos um beijo, dois. Tinha saudades tuas, mas estou zangada.
Saio para o quarto e tu vais atrás, não me deixas por um segundo. Agarras-me e deitas-me na cama beijando-me como se estivesses sem mim há anos. Não to permito. Levanto-me e acendo um cigarro. Estás de castigo. Podes brincar, mas não terás nada.
- Não queres brincar Alice? Quero foder-te todinha... e sinto-te molhada cheia de tesão por mim!
Ok. A Alice por vezes nestas coisas é fraca. Quando me desejam desta maneira e o expõem de forma tão clara, fica complicado eu continuar zangada. E a verdade é que o desejo. Quero tudo o que ele me puder dar, e é tanto!
Beijámo-nos de forma frenética, todos os segundos contam para recuperar o tempo perdido, e eu perdôo facilmente. Claro que o faço em prole do que quero e desejo, sou uma oportunista dos diabos.
Fodemos uma, duas vezes. Com todos aqueles beijos que são sempre uma surpresa e nunca iguais. Moldamo-nos conforme o desejo que cresce, ele entra em mim com tesão, escorrega para dentro de mim devagar, com força, depressa, devagar. Fodemos comigo por cima, fodemos na cómoda e sinto-me a rebentar de prazer. As saudades têm esta vantagem boa. Comemo-nos a valer e cada segundo foi melhor que o outro.
Sou a tua puta e sabes disso, só tua, sempre tua... quando calha. Gosto de surpresas, lembra-te disso. E já te quero foder outra vez.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coming back

Tudo vai voltando ao normal. Entramos em jogos de sedução, tiram-se fotos despropositadas, tudo em prole de um desejo crepitante como uma fogueira onde vai ardendo cada pedaço de madeira. Esteve prestes a apagar-se, mas aí está ela, a arder com toda a sua força.
Quero que me fotografes, quero que me beijes, que me desejes. Quero-te por inteiro, mas a part-time. Quero poder sentir a tua falta, sonhar com as tuas mãos a percorrerem-me o corpo. Quero sentir a surpresa de uma visita tua. Quero o que tiveres para mim, pois sinto o teu cheiro a regressar e esse... é inebriante.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Too late.

Esperei pelo dia que chegou, mas não chegaste com ele. Não sou mulher de assumir promessas quebradas. Fizeste-me feliz, mas o teu cheiro já se desvanesceu. Não mereces a Alice, nunca mereceste.
És um cobarde. Entraste na minha vida devagar, conquistando a pouco e pouco, fazendo-me desejar-te cada vez mais. No entanto, o fim chega - todas as paixões acabam - sem uma única palavra tua, nada. Fazes lembrar as crianças, que fogem quando fazem asneira e não têm coragem para encarar as consequências. És homem para me enfrentar? Ou planeias desaparecer como o fumo de um cigarro que se apaga?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Funny bunny


Espero pelo dia que não chega e encontrei-te de manhã entretanto. Simpático e afável como sempre. Oito anos nos separam, mas mesmo assim nos encontramos. Mostras-te. Menino homem que sempre me suscitou paixões ardentes por dentro. Escorrego os meus dedos para dentro de mim, enquanto me vês extasiado. Estou molhada, quente. Vejo-te a tocares-te como se não estivessemos afastados por quilómetros. Sinto-te dentro de mim, com força, beijas e mordes-me os mamilos numa loucura travessa. Bebo cada palavra que escreves e sinto o prazer em mim, estremeço ao imaginar-te presente. Fecho os meus olhos para que a imagem venha, sabendo que o teu olhar segue cada movimento do meu corpo. Até que me venho, sinto as ondas do prazer a darem-me choques como electricidade, sinto cada espasmo a percorrer-me o corpo, o calor e os arrepios todos que me deixam completamente enturpecida.
Mas ver-te sorrir para mim não chega. Quero ver-te, tocar-te, lamber-te. A minha lingerie volta ao ponto de partida enquanto danço para ti, consegues ver-me de todos os ângulos, enquanto danço, enquanto me acaricio suavemente. Mas ao ver-te tão excitado, excitas-me novamente. Leio-te de raspão pois já me encontro novamente quase nua, a sentir a tua língua e tudo mais que tens para me dar. Vens-te para mim como eu me venho para ti. Subo os meus dedos à minha boca e tu sorris, suado. Gosto do meu sabor.
Funny bunny... a distância é apenas um pequeno passo. Prendo-te a mim se não conseguires correr a tempo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O prometido é devido.

Encontraste-me ao acaso na rua. Reconheceste-me, convidaste-me para beber um café mas a verdade é que queria oferecer-te algo mais. Entraste no meu palácio, atraído como uma pequena abelha por pólen, mas não perdeste tempo. A porta tinha acabado de se fechar quando me envolveste nos teus braços e me beijaste sofregamente.
As roupas iam caindo pelo chão, à medida que este desejo crescente avançava. Dei por mim na sala do meu palácio, contra a porta da varanda; tu a beijar-me e a lamber-me os mamilos rijos do prazer que me davas, completamente alheios a olhares indiscretos e pasmados. Não me importei. Talvez assim aprendam a dar uma boa foda, assistindo ao vivo.
Coloquei-me de joelhos para te sentir melhor. Senti-te crescer a cada toque de língua que te dei. Notei-lhe as veias, sentia-te a explodir de excitação e desejo. Sorri.
Levantaste-me de forma célere, abri as pernas e encaixei-me nas tuas ancas. Penetraste-me ali mesmo, junto à varanda, com força, com toda a paixão que sentias. E eu deixei-me levar. Deste-me prazer, uma, duas, três vezes até que por fim caímos no chão, exaustos e suados. Dei-te um beijo suave, de leve.
- Parabéns - disse-lhe. - Espero que te tenha agradado o presente de aniversário.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amor

Essa palavra que ninguém sabe ao certo o que significa. No entanto, tenho a certeza que amo uma pessoa no mundo, mais que a mim mesma. Só uma.
Está calor ultimamente. Sinto vontade de ir para a praia com o meu biquini mais reduzido, apanhar sol que me aqueça a pele e a alma. Ouvir os piropos ordinários, vulgares, mas que me elevam o ego. Olhar para trás para ver quem os faz, para ver se vale um sorriso meu ou não. Não encontro muito homens que me façam sentir atraída. Pelo menos num simples olhar. Preciso que me metam em chamas com palavras primeiro para me sentir tentada a investir sobre eles.
Apenas me aconteceu uma vez, ao andar pela rua, apitarem de carro e dizerem-me adeus com um grande sorriso. Quando dei por mim, estava maravilhada a olhar para aquele homem que se afastava lentamente, a acenar-lhe também. Nunca antes me ocorrera tal coisa, mas senti-me de imediato atraída. Sorriso maravilhoso aquele. Se me leres e te lembrares, comenta-me. Gostava de te provar. E de que maneira(s).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Questionários interessantes,


Que tipo de mulher és tu?
And the result is Gaja Boa.
Parabéns! És uma gaja boa! És gira, tens estilo próprio, és inteligente (dentro do possível) e tens amigos de todos os géneros e feitios! Curtes de umas boas saídas à noite, gajos bons como tu e especialmente de socializar... Basicamente? Toda a gente gostaria de ser como tu! Fumar? Beber? Claro mas não chamas atenções sobre isso, és bastante discreta. Afinal uma gaja boa como tu não precisa de publicitar nada, o teu look fala por ti!!

Afinal, como sou eu?
And the result is És um sonho.
"És um sonho": És uma pessoa única, tens aquilo que sempre sonhaste e vives a vida como se não houvesse amanhã. És interessante e todos gostam da tua maneira de ser, não percas a esperança para os teus objectivos. És uma pessoa muito feliz e contentaste com o que tens ...... Na verdade... és o teu verdadeiro sonho. ;)

Que tipo de doida(o) és?!
And the result is Tesuda.
És aquela que passa pela rua e ouve "ó febra chega cá à brasa" e mandas aquele olhar fatal.... de morte! Não consegues evitar, és uma força da Natureza.... és aquela que todos querem consumir.... e repetir.... pelo teu lado selvagem! Apesar de tudo és uma pessoa coerente, boa amiga que gosta de sair, de se divertir e soltar a fera que há em ti... O teu lema é "não me queiras ter como inimiga"!

Frustração

Sinto-me assim, frustrada. Homens que me desejam e que eu recuso, possivelmente iriam pensar: "Mas como é que isso é possível?!" - Mas esta é a realidade. Quem eu quero não me quer e quem eu tenho, em vez de me assediar e me fazer sentir desejada, olha para mim, gosta da minha lingerie, espalha-me creme no corpo apenas porque peço e... em vez de investir, faz-me cócegas e sai do quarto. Mas isto compreende-se?!
Enfim, não importa. Será definitivamente uma questão de tempo até encontrar quem me dê o que desejo. Quero aquelas palavras que, só por serem proferidas, me deixam em chamas por dentro e completamente molhada. Quero que me tomem com poder, contra a parede, numa cama, num vão de escadas e me f**** ali mesmo como se não existisse mais ninguém no planeta. Quero que sintam a Alice com toda a paixão e se deixem levar por desejos loucos.
Enquanto isso não acontecer, a Alice trata do assunto, já que aparentemente não há homem nenhum em vista que esteja à sua altura.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Praia

Caminho pela praia ao entardecer. O doce sabor das ondas a tocarem-me os pés. Estou sozinha, ninguém por perto. Começo a recordar vagamente pedaços de conversas e palavras proferidas aliatoriamente, com várias pessoas presentes ou já ausentes na minha vida. Absorvo cada palavra doce que ouvi e vou reprimindo as restantes, atirando-as ao mar para que lá fiquem perdidas. Sinto a areia nos pés, molhada e fria. Mas não me importo, gosto de sensações. Sempre em silêncio vou caminhando, envolvida em mim mesma, perdida nos cantos da minha alma. Recordo tudo o que me fez feliz até hoje, cada momento, cada pessoa, cada palavra, cada gesto.
Vou caminhando com um sorriso nos lábios até que te ouço:

- Do que sorris? - Perguntas-me, calças dobradas a meia canela, casaco pelo ombro e uma aparência dourada pelo reflexo do sol que teima em querer fugir. Sorris-me de volta e estendes-me os braços. Sabias onde encontrar-me.
- Sorrio de tudo e de nada. Do que vivi de bom e do que espero ainda viver. - E enrosquei-me no teu abraço quente e acolhedor, protector.

Ficamos assim até o sol desaparecer e ficar apenas uma réstia de dourado no céu. Passas a mão no meu rosto e nada dizes, mostras-me o sorriso terno, eterno. Agradeço-te com um beijo suave, salgado como o mar aos nossos pés. Podíamos ser tanto, mas não um do outro...

Not Alone


Under the stars
We run in the wind
Taking every single moment that we can
Look into your eyes
We run from the lights
Believe it but you can't know how I feel
I can't believe that you still think we're friends
Like someone I just met, you can't pretend
That you don't feel the magic, tell your mind
And I am on a mission to show you how
These are moments you can't live without
Knowing that you can't ever say goodbye

And you feel
Like you're all alone
Can't you recover your heart and let it go?
And you see
Just how good we'd be
Just close your eyes now and let your body feel

And now you feel
Like you're all alone
My love will surround you
In ways that you don't know
And now you feel
Like it could be real
My love will surround you
Close your eyes and see

And out of this daze
Where memories were made
And tell you how the life you want to leave
Lightning will strike
In a way that you like
And fate will take its hand just come to me

I can't believe you're coming back around
For a moment you were there and you hit the ground
It's almost like you started to believe
You say enough for me to know you tried
But everyting you're feeling is stuck inside
Open up your heart and set us free

And now you feel
Like you're all alone
Telling everybody
Nothing's going on

And then you stood
Feeling so alone
It's like everybody knows that I'm alone
I feel it in my skin
You know where I have been
There's no need to cover
It's time that you

And then you stop.stop.stop.
Cause you feel
(Did you see how good we'd be)
So alone
(When you open up to me)
Not alone
(Did you see how good we'd be)
Not alone
(When you open up to me)
Not alone

Did you see how good we'd be, when you open up to me
Did you see how good we'd be, when you open up to me
Did you see how good we'd be, when you open up to me
Did you see how good we'd be, when you open up to me

Not alone

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Biarritz


Lembras-te deste local? Saí do meu local de trabalho algo nervosa. Afinal de contas estava prestes a conhecer alguém pessoalmente com quem falava já há algum tempo. Saí mais tarde do trabalho, pois os teus horários são diferentes. Caminhei lenta e de passo incerto acendendo um cigarro pelo caminho. Vestia roupa quente, na altura estava frio. Calça de fato, bota alta, sobretudo preto e o meu cachecol branco de lã velhinho, mas aconchegante.
Vi-te chegar, no teu Fiat Punto vermelho. Engravatado como sempre - pensei eu. Fomos para o Biarritz e trocámos palavras, algo não muito importante, pois não as retive comigo. Recordo de olhar lá dentro para os teus olhos e começar a ignorar todo o ruído que ouvia na rua. Estranho olhar azul acinzentado. Eras diferente de todos os que tinha conhecido. O teu fato contribuiu para estar meio assustada na altura... Curioso, não?
Depois disto as nossas conversas intensificaram, falávamos mais frequentemente, até que decidiste ir buscar-me. Lembro-me de entrar no teu carro e de estares meio receoso. Mas não te deixaste ficar por isso. Beijaste-me sofregamente, num desejo reprimido agora realizado. Acendeste a chama que tinha dentro de mim e eu correspondi, extasiada.
A nossa estória é longa demais, com muitos capítulos, muitas interrupções. Mas estás cá, no presente, mais presente do que nunca. Apenas a aguardar a chance de me proporcionares tudo aquilo que desejas - e eu desejei - e que não foste capaz de me dar no passado.
Recordo o nosso último encontro. Beijaste-me novamente dessa forma, como se o ano que nos manteve afastados tivesse sido uma eternidade. Correspondi a esse beijo, até que...
- Não te mexas Alice, fecha os olhos e relaxa. - Deixei-me recostar, o meu pijama foi aberto lentamente, botão a botão. Beijaste-me suavemente por todo o lado e deixei-me levar pelo prazer que estava a sentir. Sentia as cortinas improvisadas do meu palácio a esvoaçar e gemia a cada beijo, a cada toque da tua língua no meu corpo. Relembrei nessa altura tudo o que nos aconteceu em todos estes anos, todas as evoluções que existiram nas nossas vidas separadas, mas ao mesmo tempo tão confidentes um do outro.
Mas o tempo passa depressa. Estava só com a camisa do pijama e fio dental, de joelhos na cama, quando me apertaste contra ti com força. Gostei da sensação, senti-me arrebatadoramente apaixonada. Achei piada quando analisaste o meu corpo. O antes e o depois. Passou tanto tempo... e ao veres o meu rabo, ao me apalpares, lembro-me com um sorriso nos lábios - Sim, tens razão Alice, tens rabo de brasileira... - meu confidente de uma vida... És tão importante para mim como eu para ti.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dona de casa desesperada...

... é assim que me sinto. O ar não chega aos pulmões da minha alma. Sufoco lentamente até que as lágrimas caem do meu rosto, não sei se por tristeza, angústia, frustração, incompreenção. Ocupo-me. Lavo, limpo, faço, repito tudo outra vez, mas não deixo de ser isso mesmo. Uma dona de casa desesperada, com os seus segredos obscuros, os seus sentimentos e emoções escondidas por trás de uma face aparentemente terna e simpática.
Escrevo para mim hoje. Referi a uma amiga, a escrita é o espelho da alma. E a minha alma está sobrecarregada, de tudo e de nada. Com o bom e com o mau, o doce e o amargo, o frio e o quente. Sinto tudo ao mesmo tempo o que me provoca vertigens. Não é isto que quero sentir. Quero o sol de volta à minha vida, que embora todos o vejam lá fora, a minha alma continua sufocada na escuridão. Sinto o peito apertar a cada segundo que passa, quero respirar mas os meus pulmões não reagem como deviam, continuam fechados. Estou a afogar-me em todas as lágrimas que ainda não consegui expelir.
Mas o sol vai voltar. Nesta ou noutra galáxia, haverá um sol para me aquecer a alma e me tirar o buraco que tenho no peito. Haverá O Sol, ou outro. Pois a paixão é a minha droga, é aquilo que me faz viver, que faz com que os meus pulmões se abram para receber o ar primaveril, carregado de cheiros e aromas apetecíveis. Quero sentir tudo o que senti novamente. Quero rir, quero que me gozem sem medos ou preocupações. Quero o momento, não quero o depois. Quero aquelas palavras que me aquecem a alma como o sol me aquece a pele. Quero tudo aquilo que mereço.
Está de parte o tempo cinzento, mesmo que ele volte lá para fora e cubra o sol. Mesmo que arrefeça, não me vou permitir arrefecer com ele. Sou boa demais para que me deitem abaixo com palavras ilusórias, que me elevam ao mais alto topo da montanha e que, de repente, me empurram para o abismo.
A Alice estará sempre no seu devido lugar; Wonderland. Escrevendo para mim, a alma começa lentamente a clarear, os pulmões lentamente a abrir e começo finalmente a respirar.

Wonderland Alice está de volta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Deserto

Baralhas-me. Mas não te julgo, és precioso demais para isso. Todos temos os nossos fantasmas pessoais que nos fazem pensar, tanto em coisas importantes como em coisas que não devíamos sequer dar importância.
Fazes-me tonturas, viras-me do avesso e tenho sentimentos vertiginosos contigo. Mas não me importo, faz parte. Ninguém quer magoar ou sair magoado em situação alguma, mas o meu peito ficou ansioso mesmo com todas as palavras proferidas. Quero-te, é certo. Se desapareceres, ficarei confusa, mas faz parte de mim seguir em frente. Não permito hoje em dia que nada nem ninguém de faça mossa, por muito tempo. Não anseio o fim, anseio a continuação de tudo o que me dás, mesmo parecendo pouco, é tanto para mim...!
Sentir-te colado ao meu corpo em carícias eternas, que duram muito mais do que o momento em que são feitas, sentir o que sentes por mim, bastando olhar nos teus olhos, mesmo quando estão fechados.
Não tenho receio algum de sentir o que sinto. Alimenta-me a alma, faz andar a minha vida de forma mais positiva e excitante. És a minha droga e tu sabes disso.
Só me resta aguardar para que deixes de sentir receios do que sentes ou do que pode eventualmente acontecer. Carpe diem, dizem na gíria. Aproveita, deixa o que tiver de acontecer para a altura certa.
O teu cheiro está cá, camuflado, só eu o sinto. E já sinto a tua falta, mas sei viver sem ti.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Smoking

Ansiei que este dia chegasse, mas verifico que tudo continua cinzento. Mais do que na sexta-feira. Desligo-me do mundo, na esperança de assim ficar ocupada e vazar a alma de tanto palavreado enleado. Limpo o que já limpei, lavo o que já lavei, lanço-me em tarefas ávida para que a mente descanse enquanto o corpo trabalha. Mas não resulta.
Sento-me no salão do meu palácio e acendo um cigarro, enquanto me ligo novamente ao Mundo, na esperança de gritar o grito mudo que tenho nos pulmões da alma. Tanto por dizer, nada para escrever. Vagueio pelo mundo virtual e encontro um texto que se aplica aqui tão bem no que sinto... que quem o escreveu não se importe que eu o transcreva para aqui:

"(...) Que vou eu fazer de mim, depois de tudo o que passámos, depois de tudo o que amámos e sofremos como se não houvesse mais nenhuma oportunidade para amar e sofrer (que, por ironia, me parecem duas palavras sinónimas e vazias) em que quisemos reter todos os minutos dentro de nós? Deixaste-me desamparada, vazia... não. Deixaste-me inquieta, insegura. É que, de súbito, o teu rosto desfigurou-se. Senti uma presença sufocante entre nós. De súbito, as tuas palavras ternas, mas já ausentes, acarinharam embaraçadamente o meu espírito, estavam a despedir-se de mim, e anciosas de que essa despedida se apressasse...
Não tenho nada a acusar-te. Mas eu sempre esperei mais, tu próprio esperaste mais. O quê, não saberei dizer. Talvez precise daquilo que não me podes dar. (...)
"

Estou só, nada que seja fora do vulgar. Mas sinto a apatia a chegar e a instalar-se confortavelmente em mim, a procurar abrigo por tempo indeterminado. Penso em mim mesma, no que fui, no que sou, no que hei-de ser. Sou uma alma perdida que anseia por tudo, quando encontro, sugo essa vitalidade que busco, deixando a pessoa quase sem vida... e morro de tristeza por isso acontecer. Mas sou mesmo assim, sempre fui. Sou viciada em vivências ardentes, apaixonantes, vitalizantes, que me levem aos céus acima das nuvens carregadas de cinzento. E de súbito, as vivências acabam, eu volto a descer dos céus e fico a aguardar pacientemente a minha próxima dose.

Mas detesto esperar. As esperas agoniam-me. Por isso apressa-te, pois sinto um qualquer fim a chegar, e eu já aguardo pelo novo início.

sábado, 17 de abril de 2010

Febre

Acordei cedo. Olhei para o relógio, eram 7h15m. Acordei suada como se estivesse febril e apercebi-me que sonhara contigo. Estando com outros dois homens na minha cama, adormecidos, permiti-me fechar os olhos e dar-me o prazer que tu poderias dar, talvez noutra altura. Estava completamente molhada, os meus dedos escorregaram para lá enquanto me acariciava simultaneamente. E vim, vim a pensar em ti e em tudo o que me dás. Que é tanto, mas em tão pequenas doses.
Olhei para os homens deitados ao meu lado. Voltei a adormecer, na esperança que o tempo corra depressa. Fazes-me falta Paixão Minha. Mesmo quando o sol brilha lá fora sem estares aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Chuva

Estou no duche e penso no que aconteceu. Hoje não há sol. A minha mente ficou repentinamente cinzenta como o tempo lá fora e a minha alma tem lágrimas como as gotas que caem sobre o meu rosto.
Mas ainda penso no teu cheiro, agora substituído por um qualquer gel de banho que, por mais aromático que seja, não substitui o teu cheiro único, impregnado na minha pele. Tenho fome e sede de ti, lembro-me de cada segundo passado, quando estiveste neste palácio. Recordo cada toque de língua, a percorrer-me o corpo inteiro como se de uma serpente de prazer se tratasse. Recordo caíres a meu lado, exausto e gozado, de olhos fechados enquanto te acariciava a face.
Tudo soa a passado, mas quero-te no presente, como o meu presente, a minha injecção de adrenalina, paixão, amor partilhado. A minha droga pessoal.
Nada mais tenho a dizer-te. Não hoje. Quero a minha mente ocupada com o ontem e o outro passado. Não quero o dia de chuva. Prestes a chover lá fora e chovendo já dentro de mim. Hoje não há sol.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sonho

Pensando no que fomos e no que somos. Vivemos demasiado depressa, com sede de ter tudo e sermos felizes para a eternidade. No entanto, o prazer que me dás é sexual, não consigo ter já aquela sensação de prazer, de paixão. Somos tão diferentes... Vejo fotos de casamento, promessas de felicidade, de respeito, de compreenção, de amor. Fotos que anseiam por demonstrar um futuro risonho, mas que apenas captam aquele momento. Onde foi que nos perdemos?
Andamos de costas viradas, cada um quase com a sua vida independente, trocamos palavras e um beijo leve "porque é assim que fica bem", fazemos planos materiais, mas não existe futuro emocional. Esse vai secando, como uma folha no início de Outono que acaba inevitavelmente por cair por terra.
Lembro-me como tudo começou, paixão ardente, onde nos gozávamos a qualquer hora do dia ou da noite, a toda a hora, quando me davas prazer assim, sem nada fazeres demais. Mas agora não. Agora é sexo que tenho contigo, onde existem toques directos no ponto que interessa para que estejamos minimamente estimulados, e onde tudo acaba depressa e mal dirigimos a palavra um ao outro. Faz parte. É simplesmente mais uma obrigação. Algo que tem de acontecer no casamento.
Olho novamente para aquela foto. Sim, fomos felizes. Mas eu não o sou mais.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Paixão

A chuva não apareceu como prometia. Deixou-nos com um céu maravilhoso por cima de nós, com o sol a aquecer-nos os corpos já por si em chamas.
Beijámo-nos sofregamente, como se fosse a última oportunidade que teríamos, no campo, com aquela brisa primaveril no ar. Conversámos como namorados, carícias que ainda agora as sinto na pele.
Senti-lhe a respiração, aquele doce gemer de prazer e paixão que nos consome, que nos tira o chão e nos leva às nuvens. Tocou-me por dentro, sentindo-me molhada e louca de desejo por ele, ignorando por completo alguns carros que passavam ocasionalmente por ali. E ali estava eu, encostada de pé no carro, a absorver todo o prazer que ele me dava.
- Estas curvas Alice, dão comigo em doido, só me apetece f****-te aqui mesmo no chão, deixas-me louco de tesão por ti, sabias? Apaixonei-me por ti desde que fizemos amor pela primeira vez e desde então que ando louco. Quero-te só para mim, és a minha namorada. Queres ser a minha namorada? Não me interessa mais ninguém, és só minha e eu sou só teu.
Assenti pois claro, completamente envolvida num sentimento de paixão e prazer. Os nossos casamentos pertencem a uma vida paralela, onde nada existe de semelhante. Tudo connosco é quase surreal, uma utopia doce a ser vivida em pleno, que jamais pensei ser possível na minha triste vidinha real do quotidiano.
Estive prestes a ceder, mas não o quero apenas para sexo que, embora maravilhoso, não é tudo o que quero. Quero mais, quero-o por inteiro, tudo aquilo que ele tiver para me dar. Bebo-lhe o desejo e cada palavra que profere, correspondo-lhe a beijos que me fazem quase perder os sentidos. Ando louca de paixão e de desejo carnal.
Mas o tempo urge e rapidamente se esgota para tudo o que fazemos apaixonadamente. Voltamos para o carro, colocamo-nos em movimento para regressar ao tempo real.
O tempo fecha-se de cinzento e as gotas começam a cair docemente. O sonho ficou interrompido no tempo, até estarmos juntos novamente.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Realidades

É verdade que para levar uma relação a dois em frente, são necessárias muitas coisas. Responsabilidade, respeito mútuo, amor, bom sexo (claro!), enfim. Mas a verdade inevitável é que todos os casamentos acabam numa só palavra, comodismo.
Esta situação provoca por diversas vezes, a busca do que falta num casamento, ou uma relação a dois. A paixão, o flirt, as borboletas na barriga, o beijo e o sexo carregados de desejo por se tratar de algo novo numa vida estagnada. Confesso que na gíria se diz que são mais os homens que o fazem, mas será que é? Serão eles a procurar a super-mulher que os vai salvar da inércia de um casamento monótono e chato? Não sei se será assim.
A sociedade geral aceita muito melhor estes casos vindos por parte de homens, são homens “coitadinhos", não resistiram... mas a verdade é que todas estas decisões são tomadas na maioria das vezes com consciência e pelos mais diversos motivos. E as mulheres também o fazem. Longe vai o tempo em que a mulher se sujeitava a ficar em casa a tratar da mesma e dos filhos, a ser por vezes agredida física e psicologicamente, sendo traída inúmeras vezes, sabendo e aceitando, com ou sem sofrimento envolvido por isso.
A diferença entre nós mulheres com eles homens, é que somos mais cuidadosas. Procuramos incesantemente por aquilo que nos mantém maravilhadas, apaixonadas, com um fogo aceso cá dentro constantemente, sem para isso ser necessário se bajularem e exibirem a terceiros. Somos as verdadeiras heroínas, pois um homem nada tem de nós a não ser que o faça à força. Somos heroínas porque nos apelidam de fracas, mas a realidade é que uma mulher é perfeitamente capaz de levar uma vidinha normal, trabalhando, cuidando da casa, dos filhos, até de um marido que já não significa aquilo que deveria significar. E é capaz de fazer tudo isto apaixonada, ter o fogo escondido lá dentro, com memórias frescas de puro prazer obtido com outro homem, quiçá algumas horas antes.
Uma amiga minha uma vez disse-me algo que apreciei: “Sabes Alice, uma vez disse ao meu marido que caso tencione enganar-me, ou trair-me, para não me contar como muitas mulheres pedem. Isto porque se ele me dissesse algum dia que me tivesse traído, mesmo perdoando, jamais confiaria nele novamente. A relação terminava aí inevitavelmente. Ele perguntou-me porque não queria eu que ele me contasse caso isso acontecesse. E respondi simplesmente – Porque se eu tiver de fazer algo semelhante, garanto-te que jamais saberás ou denotarás diferenças em mim, e é isso que quero de ti também.” – ora, uma mulher que sei que é apaixonada pelo marido, incapaz de trair, que diz isto ao marido, para mim é uma heroína, uma super mulher. Porque terão os homens de ser machos latinos e viris quando f**** uma, duas, três e as mulheres umas putas?
Por algum motivo casamentos que acabam devido a traições, são as mulheres que descobrem, não o contrário. E mesmo em alguns casos, a mulher também poderá ter sido infiél, mas ninguém jamais saberá. As mulheres são assim, complicadas na medida dos seus desejos, mas são indecifráveis se assim o pretenderem. São heroínas porque podem f**** 3 gajos ao mesmo tempo se necessário e ser ela a comandar esse desejo sexual. Ser gozada, apreciada por muitos e depois deixá-los ali, saciados, salvos das suas frustrações de vidas insignificantes e estagnadas enquanto ela desaparece para nunca mais voltar. Somos heroínas e caçadoras. Mas deixem-nos – a eles – pensar que comandam. Eles gostam, e nós fazemos o que tivermos de fazer para continuarmos ardentes.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desejos


- Tens uma pele... ai Alice... a tua pele é deliciosa... só me apetece tocar-te e ficar aqui a cheirar essa tua pele maravilhosa – Dizia-me ele, nós na minha sala sentados no sofá na hora de almoço, com música de fundo. Tinha vestido um top cor de vinho com decote em V, estava de mini saia de ganga, meias pretas e botas da mesma cor de tacão e cano alto. Realmente sentia-me sexy. Estou mais magra e as minhas mini saias acentam-me muito melhor agora.
Tinha estado com ele duas semanas antes – depois de muitos olhares e flirts sem maldade em anos de trabalho em conjunto - naqueles típicos primeiros encontros longe da civilização geral – afinal somos ambos casados e não um com o outro, se é que me entendem – dentro do carro onde se trocam meras palavras e onde um simples olhar mostra tudo o que queremos. Mas nesse dia, não houve fogo para apagar, foi algo muito terno, que aconteceu. Engraçado... parecíamos dois namorados de liceu, eu deitada no colo dele e ele beijando-me ao de leve e fazendo-me festas, enquanto eu olhava completamente tranquila o céu azul por cima de mim.
Mas desta vez foi diferente. Estava especialmente excitada. O toque dele dava-me sensações eléctricas por todo o corpo e, muito embora a minha consciência estivesse activa, começou lentamente a ser anestesiada, pelo perigo de estar na minha casa com outro homem, pelas sensações que me estava a transmitir, pela respiração ofegante que começava a ouvir-se no ar. Deixei-me ser despida, já na cama reparei que não me sentia envergonhada por estar completamente nua frente a outro homem. Fiquei estupefacta com o que estava a sentir, uma paixão a subir de forma urgente, aquela sensação no peito a pedir mais e ele ali, a acariciar cada centímetro do meu corpo, a admirar-me, a beijar-me com desejo e a deixar-me louca que entrasse em mim.
E entrou, primeiro calmo comigo a dizer-lhe que não podia estar a fazer isto (maldita consciência), mas ele continuou, continuou, mais rápido, mais fundo... e senti-me a tremer de desejo, a conciência apagou-se e não existia nada mais além de nós dois num quarto a gozarmo-nos mutuamente. Sentia-me a arder de febre, beijei-o com fervor, querendo que aquele momento não acabasse mais. Até que atingi o clímax, fiquei quase a perder os sentidos de tão inebriada que estava e depois foi ele e deixou-se cair em cima de mim, suado, gozado.
Durante todo o tempo, a minha consciência nada disse, acredito que tenha finalmente entendido que era o que eu desejava por mais errado que a sociedade em geral pense acerca deste assunto. Mas não pude evitar. Ele excita-me com as suas palavras mesmo estando longe. Estivemos em jogos sedutores, mesmo depois de termos gozado, com o quarto impregnado com o cheiro a sexo acabado de fazer, beijámo-nos, acariciámo-nos, eu a ouvir a sua respiração ofegante, a gemer por me ter agarrada a ele. Gosto de me sentir desejada, gosto de provocar gemidos de prazer só por tocar levemente na pele, dá-me tusa para f***r outra vez. Mas não aconteceu. Quis deixar para depois, para outro dia. Quis deixá-lo doido e pela sua reacção consegui, senti-lhe os beijos mais ofegantes, rápidos, carregados de desejo e só de pensar nisso escrevo já excitada, molhada. Quero-o. Tanto que se passaram apenas 2 dias e só me apetece f***-lo outra vez.
Corpo de sereia, diz-me ele. Pois aparece, antes que a sereia não aguente mais e tenha de mergulhar na sua consciência moralmente correcta novamente.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Início.


Sou dotada de uma imaginação sexual com a qual me sinto perfeitamente à vontade. Poderia estar mais à vontade caso pudesse falar abertamente de tudo o que me vai na cabeça, mas as pessoas são na sua maioria medíocres e consideram ordinário, vulgar ou outra coisa qualquer caso se abra a boca para dizer realmente tudo o que nos vai na alma. Principalmente vindo de uma mulher.
Como diz a minha irmã, por mais bem casadas e felizes que estejamos, somos sempre curiosas. E é verdade. E uma das curiosidades é envolver-me com outra mulher. já fui gozada e amada inúmeras vezes por homens, mas nunca por uma mulher. E pensando bem no assunto, também é um pouco complicado conseguir encontrar uma mulher sem aparência de macho que se dê a essas coisas ou sem ser uma balofa. Mas já sonhei com isso. Já sonhei que tive uma noite repleta de sexo com uma mulher, e acordei tão excitada que a minha mão deslizou automaticamente para baixo e me senti completamente quente e molhada.
Outra é descobrir coisas novas. Descobri um beijo novo e desconhecido recentemente. Não nutro sentimentos pelo homem que me beijou, mas o meu corpo gostou da sensação de outras mãos a percorrerem-no, a apertarem-no. A sensação de uma língua quente a beijar-me sofregamente, ouvir aquela respiração ofegante que nos faz entender que algo muito melhor está para vir, que nos embacia os vidros do carro e nos faz aquecer como se não estivesse frio nem chuva fora dele. Mas estas são situações que se desvanecem quando se parte para um relacionamento sério e prolongado. A partir daí, são sempre as mesmas mãos que nos acariciam, sempre a mesma respiração que reconhecemos, sempre aquele beijo ao qual nos moldamos e sai sempre perfeito de tão igual que se torna. E não suporto monotonia.
Já falei diversas vezes com o respectivo, que tenho de ser estimulada. Mas afinal quem tem receio de experimentar coisas novas? Homens ou mulheres? Respectivos que ficam estupefactos por a mulher querer estar com outra mulher, porque a mulher se quer experimentar coisas novas é porque as anda a aprender fora. Enfim. Não querem ser comandados, mas também não comandam coisa alguma.
Contradizendo tudo isto, está o facto de ser mulher. Também sou romântica e tenho a minha quota-parte de ser lamechas, mas assumo que se não fosse o medo de terminar sozinha quando fosse mais velha, ficaria para sempre solteira para viver e experimentar tudo o que me desse na real gana.
Viver jogos de sedução, onde um olhar certo me dá de bandeja o que quero. Aquela adrenalina de sentir o que quero com quem quero em locais inesperados, também muitas vezes a frustração de ter um homem de aparência maravilhosa mas que não sabe dar-me prazer…
Gostava de tirar fotos despropositadas, ir para um estúdio para as revelar e f**** ali mesmo por baixo de papel fotográfico, líquidos e luzes vermelhas. Sair de lá corada, gozada, de fotos na bolsa por pagar, ou já pagas de outra forma. Gosto de ser e não me envergonha minimamente, que quando estou à vontade sou realmente uma autêntica puta na cama. E gosto que me chamem assim. Detesto estar a f**** e ter alguém a sussurrar-me no ouvido o quanto me ama e não pode viver sem mim. Tira-me a tusa, fico entediada.
E como eu existem milhares, apenas não se assumem. E eu, apesar dos meus desejos, nem sempre os concretizo devido à minha vida pessoal e social. Devido à consciência que também não me permite realizar tudo aquilo que desejo. Por fora quem me olha, estou extinta para o mundo, mas quem tomar atenção, ainda notará o calor que está cá dentro a aguardar algo que desencadeie uma erupção.
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