quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Back in business

Wanna take a picture? Come and get it! ;)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Não consigo voar.

Tenho as asas presas atrás das costas. Sinto-me raptada e enclausurada na minha própria mente. Jamais irás entender a essência com que sou feita. O que me faz brilhar os olhos. Rapidamente tento descortinar o que fazer, com ajuda para que não seja parcial e, ainda assim, cerro os lábios numa linha fina, apreensiva por não chegar a qualquer conclusão.
- Jamais vais sair desta situação a ganhar Alice, tens de te mentalizar disso. A tua alternativa é analisar possíveis decisões e, talvez, escolher a menos grave para ti. Nunca vai ficar tudo bem a partir do momento em que tomes uma decisão, pelo que tens obrigatoriamente de te informar, de te preparar, pois tudo vai piorar e precisas de estar consciente para o que ainda vem por aí. A tua felicidade há-de chegar, mas não da forma simples com que gostarias.
É verdade, sei que sim. Tento fantasiar em tudo correr bem, como uma espécie de milagre, mas no meu subsconsciente sei que não existe nada de modo a minorar a decisão a tomar.
Tenho um papel na mão, pondero se devo marcar este número e que tipo de ajuda me podem facultar. as minhas forças caíram por terra e a Alice sonhadora, forte e bem disposta está prestes a perder-se no céu cinzento e frio lá fora.
Estou sozinha outra vez, privaram-me disso. E só eu poderei sofrer e arcar com qualquer decisão que venha a tomar, numa tentativa de conseguir fugir ao que me tolda o pensamento, constantemente torturado e em pânico. Amor? Mesmo que haja apenas um, como referi anteriormente, certamente não está no meu presente. Não consigo voar, a gaiola está a fechar-se cada vez mais. Sinto-me uma presidiária com pulseira electrónica em casa, com autorização apenas para trabalhar e nada mais e isto tolda-me o pensamento para algo grave. Quando esta pulseira desaparecer, quando ficar finalmente livre da minha pena, conseguirei abrir as asas e voar? Ou estarão presas há tanto tempo que tonar-se-ão inúteis?

sábado, 27 de novembro de 2010

Paixões há muitas...


... por muitas coisas, pessoas, sentidos, objectos, músicas. Amor? Há só um.
Nutres um amor por mim singular, único. Tão possessivo como carinhoso. Gosto de te sentir, em como me dás prazer mesmo após tanto tempo. Não há NINGUÉM que me possa ou saiba amar como tu, por mais que tentasse. És único, na tua súbtil e louca forma de amar. Pensei que te odiava, pela forma que me magoavas, mas isso só me mostrou que te amava ainda, tal como vou continuar a amar. Não acredito que nada, nem ninguém, seja capaz de deturpar o que nutro por ti.

sábado, 16 de outubro de 2010

Realidade (este sim verdadeiro)

Sou tudo e não sou nada. Sou linda e feia, maravilhosa e horrível, simpática e arrogante. Sou eu. Sou livre, renascendo das cinzas como uma fénix. Ajudaste-me. Mostraste-me o mal que pode existir ao nosso lado sem nos apercebermos. Mostraste-me que posso ser forte e conseguir tudo o que quero, mostraste-me a vencer preconceitos sociais, a ignorar quem fala sem saber de quê. Soubeste fazer-me ver que existe violência, mesmo quando é sempre desnecessária. Fizeste-me compreender que sou capaz de enfrentar o mundo sozinha, sem necessidade de criar contos. Eu, Alice, descobri o que havia de melhor em mim, vendo o pior de ti. Obrigada e agora vai, segue o teu caminho. Eu já comecei a seguir o meu.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Destiny's Child - "Survivor" (lyrics)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Calma

Sábado foi uma noite nossa. Muito riso, muito choro, muito alcoól. Acordámos enrolados em areia, em temperatura amena, com o despontar de um sol que tentava espreitar no horizonte ainda preguiçoso.
Acordei-te com um beijo terno, suave. Ninguém por perto e caminhámos juntos, nus, até ao mar. Água tépida e serena, que nos despontou para algo. Beijaste-me e eu deixei, senti as tuas mãos a passarem-me pelas costas, nas ancas, no rabo. Tomaste-me o peito como se fosse teu e eu tombei de prazer para trás, extasiada. Senti-te crescer, tocando-me no ventre. Entraste em mim calmamente, apesar do teu sexo pedir urgência. Sentíamos a água a rodear-nos, a saborear conosco este sabor, este momento apenas nosso. A paixão subiu a um ponto que nenhum de nós aguentaríamos muito mais tempo. Mas parámos, e recomeçámos. Senti o teu beijo salgado, as tuas palavras sussurradas "Adoro foder-te Alice..." - também eu te adoro foder, tanto que o desejo crescia em mim a uma velocidade estonteante. Agarrei-me a ti, saltei para o teu colo com o impulso da água e encaxei-me em ti. Mordi-te o pescoço enquanto cravava as minhas unhas nas tuas costas e fodeste-me ali, no mar, entre beijos e carícias, entre dentadas e gemidos de prazer de ambos.
Tal como gosto do meu sabor, adoro o teu, salgado em conjunto com o mar que nos envolveu e embalou. És a minha paixão, aquela que por mais que insista em negá-la, vive em mim ao ponto de doer no peito.

sábado, 11 de setembro de 2010

Choices

Li uma frase algures que na minha vida actual faz todo o sentido: "Muitas vezes a única coisa que separa um homem encantador de uma mulher encantadora é serem casados um com o outro." - É o que sinto actualmente. Relembro tempos passados em que tudo corria sobre rodas, aquelas sensações típicas de conquistar e ser conquistada, olhares intensos que nos deixam inebriados. Acredito piamente que as sensações "primitivas" fazem muito mais sentido que o que a sociedade nos impõe com falsas moralidades e falsos costumes. O que é certo e errado afinal? Todos pensamos de forma diferente. O que é intolerável para um, pode chegar a ser prazeiroso para outro. No meu caso, a escrita é tudo para mim. Sempre gostei de sexo e do seu lado mais erótico, pormenores escritos que nos fazem ficar excitados, quando se tratam de meras estórias. Todas as que escrevo têm algo de real e muito de fictício. Não consigo escrever sem incluir algo, por mais diminuto que seja, de realidade nos meus textos.
Curioso em como falo com muitas mulheres casadas, que me confidenciam episódios que lhes vão na alma, mas que jamais colocariam em prática ou escreveriam acerca do assunto. Pois eu gosto de escrever. Gosto de imaginar situações que me excitam, que me deixam inebrada ao mais alto dos sentidos, tal como escrevo de desilusões que muitas vezes não existem, pelo simples facto de me sentir isolada ou aborrecida.
Penso muitas vezes, nele a aparecer aqui e me tomar nos braços de forma completamente diferente ao que me habituou, beijar-me com intensidade, rasgar-me a roupa num acto de pura insanidade. Foder-me num canto qualquer sem sorrisos ou palavras, como dois estranhos seguidos apenas por desejo físico. Sou uma mulher estranha e complicada. Não creio que seja muito normal, mas a banalidade, monotonia, o dia-a-dia dão cabo de mim. Preciso mesmo de florear, mesmo que no virtual, para sentir que a vida poderia ter um sentido mais prazeiroso do que na realidade tem.
Imaginar é bom, escrever é bom, mas quando se tenta transportar determinadas situações para a realidade, estas não ocorrem como pretendemos, pelo simples facto de que cada ser humano tem a sua forma de pensar.
Ele, de quem falo, adoraria apagar-lhe a mente, tudo. Desejo arduamente que páre de pensar e imaginar tudo tão mórbido e irreal. De ser tão cínico e agressivo, pelo simples facto de não conseguir distinguir realidade de ficção. Mas nada posso fazer... esta necessidade é como uma droga para mim, livra-me de frustrações do dia-a-dia.
Estar no meu palácio, ele aparecer e senti-lo duro atrás de mim, percorrer-me o corpo com a língua até me deixar encharcada, entrar em mim com força, perder a noção de toda a realidade. Gemer de prazer sem me importar se alguém nos escuta, senti-lo explodir em mim em simultâneo comigo, fumar um cigarro, tomar um duche e ir cada um para seu lado, sem palavras, obrigações, exigências ou ciúmes. Tal como as paixões, o amor também é livre se assim se pretender, e quanto mais livre for, mais me seduz e mais me conquista. Um dia de cada vez, todos os dias. Seria bom não pensar nem existir pensamentos acusatórios. Era tudo tão mais fácil...
É esta a minha escolha, amor com amarras, sem amizades ou liberdade ou amor isolado sem correspondência com amizades e com tanta liberdade sem saber o que se fazer com ela?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tínhamos a vida toda, Anónimo

Mas a vida toda extinguiu-se. Sê feliz que eu começo a sê-lo progressivamente. Nada melhor que uma nova paixão, para esquecer o que nos feriu. Podias ser tanto, mas não és mais nada.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sensation

A sensação de paz é evidente. Tudo anda calmo por aqui. Saio de casa pela manhã, sempre a correr e chego sempre 5 a 10 minutos depois da hora. Creio que o meu chefe esteja habituado e não me chama a atenção dado que ultimamente tenho vivido para o trabalho. Saio na minha hora normal, mas ando mais concentrada e, por consequência, tornei-me numa profissional mais rápida e eficaz. A minha secretária começa finalmente a ficar sem a pilha dos pendentes.
Não me tenho alimentado bem, passo do 8 ao 80 o que tem provocado oscilações no meu organismo que não considero nada boas. Fora o facto de andar ansiosa, que me desregula tudo completamente.
Tomei a decisão de viver mais para mim que para os outros, tenho de organizar a minha vida. Não posso continuar a ignorá-la para viver "on the edge". Ou melhor, talvez o possa fazer, mas em part time (sim, definitivamente... não consigo abdicar das minhas paixões emocionais e carnais).
O meu lado profissional está assegurado e tudo corre bem. Próximos da lista será então organizar a minha vida material e emocional, ambas numa embrulhada completa. O novo ano fiscal inicia no próximo mês e com ele faço um reset à minha vida e recomeço. A ver vamos quem me acompanha nesta fase de reaprendizagem. Estão comigo?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reflecção

Assim nos encontramos, de costas viradas um para o outro. Recordo quando comecei a falar contigo, há tanto tempo que nem sei precisar. Pareceste-me alguém afável, bondoso, generoso. Saímos algumas vezes e tivemos outras tantas conversas. Sempre me pareceste tão seguro de ti... seduziste-me por isso. Apareceste numa altura da minha vida em que precisava de deixar de ser comandante, para passar a ser comandada. Mas nunca me passou pela cabeça que o hoje fosse ser assim. Comandaste demais, permiti ser quase apagada, como que um fantoche que apenas ganha vida quando pegam nele e o manipulam. Porém, jamais te posso culpar disso, já que assim o permiti que fosse. Relembro em retrocesso todos os bons momentos que tive contigo, cada carícia, cada beijo, cada momento de prazer. Talvez por isso sinta uma pontada aguda no peito ao tomar consciência do que somos hoje. Somos estranhos. És tão diferente de mim como eu de ti, mas será que tinha de ser assim?
Verifico que animais irracionais conseguem ser mais civilizados que os humanos. Talvez por isso eu me force a tornar-me mais nómada e independente. Deste-me muito, mas eu dei demais e o mais doloroso é mesmo não o conseguires admitir. Nada mais ouvirás de mim, we just can't get along...

domingo, 22 de agosto de 2010

Vertigem

Olho para o meu leito vazio. Passo noites agitadas sonhando contigo, na tua presença neste espaço, a fazeres-me rir e gozar como tanto adoro que o faças. Viras o meu organismo do avesso, fico sem fome e ao mesmo tempo com dores em todo o lado, parece ressaca. Anseio pela tua chegada, pelo teu olhar terno, pela passagem da tua mão no meu corpo, pelo teu sorriso e abraço. És a minha droga, o meu Xanax. Contigo e mesmo sem ti, sinto-me num carrossel; tudo gira em mim num rodopio constante. Gosto da sensação. Estou completamente apaixonada por ti, mesmo que nunca sejas capaz de assumir o mesmo. Tenho a vida toda... bad boy receoso. E mesmo que isso nunca aconteça, deixo aqui algo que quero de ti sempre:

Quero foder contigo,
Quero que sejas o meu abrigo,
E eu serei sempre o teu amigo,
Esperma é amor, é calor, é sabor!

Rapas as pernas com a gillette,
Vejo porno na internet,
Mas tu é que és o meu filete!

Paixão minha, o que me fazes escrever para ti... ^^

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Amanhecer

Já tive o prazer de ter um ou outro amanhecer contigo, mas este último foi simplesmente maravilhoso. Estava a caminho, a ir a teu encontro, já ansiosa sem saber muito bem como as coisas iam correr, mas de alguma forma satisfeita por ter-te agradado a minha ida. Gostei de conhecer um local novo na tua companhia, rir, brincar, cair na areia por fazeres traquinices com os teus amigos. Mas diverti-me imenso. Gostei de ter passado a noite contigo na praia, ter ido para o mar ameno da noite enquanto me observavas de longe. Senti-me uma adolescente que foge de casa para passar uma noite fora e sem dúvida que foi uma sensação fantástica. Tinha saudades da tua calma, das maluqueiras de toda a gente que me fazem rir tanto... tinha saudades do teu braço por cima do meu ombro, das tuas festas na minha pele, da tua mão no meu rabo. Gosto de te sentir quando me sentes.
Mas claro, gostei do amanhecer contigo, quando saímos de perto deles e fomos para um sítio onde estávamos apenas nós. Mudas sempre quando estás comigo e mais uma vez pude saborear os teus beijos, um atrás do outro enquanto entravas em mim. Fi-lo contigo, a primeira vez na praia e adorei. Toalha estendida na duna, saco-cama por cima, beijar-te e apalpar-te, sentir-te por inteiro. Gosto dos momentos em que és apenas meu, só meu. E parecendo contraditório, gosto que sejam esporádicos, para que quando sejas meu novamente, o prazer ser mais intenso por te ter nos meus braços novamente. Gosto de ti e sabes disso, sou e sempre serei a tua babe. E continuo a sentir falta da tua calma. O Domingo foi das coisas mais saborosas que tive, dormir a sesta contigo, debaixo de um pinheiro com a doce brisa a acariciar-me os cabelos. Já amanhecia contigo outra vez.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Break

As pausas são simultaneamente dolorosas e apaziguantes. O Mundo continua a girar e eu com ele. Sinto-me sufocada com este calor de deserto e demasiado inebriada com todos os sentidos em colisão. Bad boys will always be bad boys, mas há sempre quem nos dê mais valor. Uma pausa para atenuar a paixão estonteante em que comecei a perder as rédeas por não ter controlo de nada. Outros marinheiros passarão pelo meu cais. E certamente sem esta carga pesada que me faz perder as forças e a pouca sanidade que me resta. Ainda não foste e já sinto a tua falta, mas terei de ultrapassar a estúpida angústia que sinto sempre que negas a minha presença.
Sinto um grito a querer formar-se, mas está sempre mudo. Just take a break, and better things will come to me.

Heart

Os pulmões começam a fechar, sinto o ar a desaparecer e o oxigénio a evaporar-se. O meu coração depois de tanto explodir, simplesmente parou. Saberás como reanimá-lo, ou o teu egocentrismo e egoísmo continuarão a falar mais alto? Simplesmente desisti, principalmente depois de me dizerem que convidar-te para jantar é elevar demasiado a fasquia. Desisto, o meu coração não suporta mais golpes.

domingo, 8 de agosto de 2010

Secret Desire

Por vezes temos desejos inevitáveis. Desejos ocultos que nos fazem sonhar, mas que não somos capazes de os transportar para a realidade. Até que surge uma oportunidade e a agarramos sempre pensando que talvez seja agora... e foi.
Depois de copos e conversas viradas para a sexualidade, apenas te referi que iria estar calada. Questionaste-me o porquê e apenas te respondi que poderia não me controlar, já que sou curiosa e existem situações em que simplesmente não aceito o que dizem, tenho de ver para crer. Ficaste calado e eu também, até que quebraste o silêncio questionando-me se te poderias aproximar, tocar no meu peito. Permiti, claro. Andava a desejar-te secretamente há anos e ter-te ali, apenas os dois sozinhos, era bom demais para ser socialmente correcta.
Tocaste-me, tiraste a minha camisola e o meu soutien, beijaste-me como se não o fizesses há imenso tempo. Sussurrei-te que desejava isto há imenso tempo... sorriste e disseste-me que o desejavas desde que me conheceste. Interessante, fiquei mais excitada ainda ao ouvir isso.
Rodiei-te com as pernas, puxaste-me para ti e beijaste-me, uma e outra vez. Despiste os meus shorts de ganga, beijaste-me em todo o lado e fiquei nua por fim.
Penetraste-me devagar, ao mesmo tempo que te puxava para mim e te beijava, enquanto te segurava o rosto com as duas mãos. Sentia-te escorregar em mim, mais rápido, mais intenso, comecei a ficar inebriada... um desejo reprimido por tanto tempo, enquanto me dizias "Se me desejas há imenso tempo, não te quero desapontar Alice..." - e não desapontaste. Adorei sentir-te, tocar-te, beijar-te. Fumar um cigarro e beber verde contigo. Ir ter contigo ao duche e beijar-te novamente. Saber que vai voltar a repetir-se dá-me um sabor especial. O proibido é sempre maravilhoso... Recordo quando te vieste, dizeres-me "Não era suposto isto acontecer tão cedo, mas há imenso tempo que não tenho uma mulher boa como tu Alice" - Sorri e beijei-te novamente. Os teus beijos... estou a escrever e sinto-me completamente molhada... Saí da tua casa com o amanhecer e com o teu cheiro impregnado em mim. Lambi os meus lábios na tentativa de manter o teu beijo lá enquanto o meu batimento cardíaco voltava a aumentar. Adormeci com as tuas palavras retidas na mente - "Tudo vale a pena, dorme bem Alice" - e fechei os olhos para sonhar contigo.

sábado, 7 de agosto de 2010

Passagens

Relembro estar assim, na tua cozinha a fumar um cigarro, depois de estarmos 3 horas entretidos. Há qualquer coisa em ti que me desafia, és um desafio constante. Gosto de te sentir, e essa noite (manhã, leia-se) foi para mim algo maravilhoso. Passear pelo teu corpo com a língua, parar na tua anca e ouvir-te rir. Sentir os teus beijos, aqueles que adoro e que só me dás quando estamos a sós. Deixares-me completamente molhada e inebriada... tenho saudades tuas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Wonderful Freedom

Ser livre. Fazer o que me dá mais prazer, conquistar e ser conquistada. Contigo sinto-me numa montanha russa de emoções. És livre, mais livre que eu em quase todos os aspectos. Por vezes cativa-me, por outras fico quase frustrada por não pertencer ao teu mundo. Talvez seja da solidão que por vezes sinto - o que até pode ser curioso, uma mulher como eu, sentir-se só? - ou talvez por saber que temos a vida toda, mas apenas quando queres. Não é mau de todo, já que quando queres me mimas e acaricias sem qualquer vergonha ou pudor. Gosto e sabes disso. Mas a Alice não é de ser submissa e acatar todas as "ordens", não é de ser controlada. E por mais que adore estar contigo, não poder decidir seja o que fôr e deixar-me levar ao sabor das tuas ondas nem sempre é bom. Fico dependente das tuas palavras, a aguardar o que por vezes e embora dito, não acontece. Provoca-me uma impotência enorme não poder ir ter contigo quando quero, ou sair contigo, estar contigo quando quero. O país das maravilhas não existe com uma Alice sozinha constantemente a aguardar.
Sou livre e és livre. Mas ando só. Muito. E a tua calma relaxa-me tanto, fazes-me sentir bem apenas com a tua presença, sem demais prazeres. Gostava que continuasses livre como és, mas que me permitisses estar mais presente nessa liberdade. Mas não sei se é possível. Os nossos mundos são muito diferentes, maneiras de pensar muito diferentes... por vezes penso que não há qualquer "vida toda" pela frente, pelo simples facto de não estar a conseguir lidar bem com tudo. Mas por outro, mais que o teu carinho e prazer, perder a presença da tua calma constante provoca-me calafrios. Traduzindo tudo isto para uma única afirmação? Sinto a tua falta. Bom ou mau? Não sei responder.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Arrepios

Gosto da tua voz, sempre calma. Gostei de estar contigo na praia, principalmente quando te sentavas na minha toalha, de braço por cima de mim. Gostei de estar muito junta a ti, de te tocar. É errado em termos sociais, já que és tão novo. Mas para mim, Alice, essa questão é tão insignificante como escrever com um lápis ou uma lapiseira. No fundo, é o carvão que escreve.
Surpreendeste-me com a lembrança do convite de vinho verde. Mais ainda quando parei o carro e me disseste que estava perto da porta vermelha, quando me questionaste do beijo que estava à minha espera, à porta da tua casa. Pena que não se tenha concretizado como desejaria... Mas o alternativo que me deste deixou-me inebriada, mesmo sendo breve. Arrepiaste-me toda e adorei a sensação. Quero estar contigo outra vez, mas sei que não vai ser possível tão cedo. E ficarei a aguardar pacientemente que a porta vermelha se abra um dia para mim, para partilhar um flute de verde, fresco para acalmar o calor do Verão e de corpos em embulição.

sábado, 17 de julho de 2010

There is something about you...

Todos os encontros acabam assim, no chuveiro, antes de saíres do meu palácio. Tens defeitos, enormes, mas há qualquer coisa que me prende a ti. O teu olhar, a forma como me tratas quando estás presente, os teus fetiches enquanto f**** comigo. Nunca conheci ninguém como tu. Consegues ser egoísta, no entanto, consigo ignorar isso. Perguntas-me se gosto de ti? Gosto. Porquê, quando tenho ainda desconfianças em ti? Não sei. Talvez por esperança, esperança que não sejas aquilo que sei que és. Estranha esta Alice que ignora todos os sinais de perigo por simples prazer. Mas sou assim e não consigo evitá-lo. Gosto de te ter cá, mesmo não sendo um homem super atraente, atrais-me por algum motivo. Aquilo que me prometeste ainda não chegou - 2ª feira dizes-me tu - e mesmo assim não é isso que me prende a ti. Ok, talvez seja um pouco, mas mais pela liberdade total que me vais facultar, que propriamente pelo motivo como vou adquiri-la.
Irritas-me quando te ligo e não me atendes o telefone. Quando envio sms e não me respondes. Quando dizes que em X tempo me ligas e não o fazes. Quando combinas algo comigo e depois não apareces porque "não me apeteceu". Mas gosto disso. Dás-me luta. Pensas que me tens na mão, mas mais depressa ficarei eu contigo na mão que o oposto. Dá-me luta, continua. Dá-me pica saber que nunca serás só meu, porque nem é isso que quero. Quero fazer com que venhas, com que fiques, com que vás, mas que tenhas de voltar. Quero tomar duche contigo outra vez, uma e outra vez, só de vez em quando, até à próxima vez.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Waiting

Estou a aguardar que chegue o amanhã. O amanhã que me prometeste. O amanhã que me pode salvar a vida, se tiveres sido sincero comigo como fui contigo. Dei-te o que quiseste de mim e um pouco mais, mais do que tinhas pedido. E eu não quero de ti mais do que aquilo que me prometeste. Só quero a realidade; doce e atenuante, ou amarga e cruel.
Sou pouco crente, é certo. O facto de ser agnóstica não me permite acreditar em contos de fadas. E a minha vida sempre foi mais salgada que doce. Será que irás fazer com que me torne doce? Gostaria de acreditar em tudo o que me dizes, mas é-me difícil... tantas vezes fui enganada, magoada, abandonada... que preciso de preparar coração e alma para o que possa vir eventualmente por aí. Necessito de um escudo forte, que ampare o golpe que possivelmente irei ter, mas que seja simultaneamente leve de se jogar fora, caso venha o prometido como um doce abraço num momento difícil.
(Ainda) Estou a acreditar em ti. Devo?
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