segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Slow motion

O tempo passa devagar quando não estás. Arrasto-me nas horas que parecem dias de forma mecanizada, programada. Sinto falta que me dispas com os olhos, com as mãos, que me dispas a alma tão enevoada como o próprio tempo.
Quero as tuas palavras, as nossas estórias, quero sentir o teu calor, o doce nos meus lábios como um suave chocolate francês. Quero a cidade de Lisboa arrebatada por nós, com os nossos sussurros, os nossos risos a ecoar pelos recantos.
Onde estás, porque demoras? Desejo-te na pressa de emergir da apatia, que injectes adrenalina no meu ser, quero sonhar que estou nos teus braços, acordar e ter o prazer de sentir o teu calor e constatar que não é apenas um sonho.
Quero subir para lá das nuvens e absorver o sol em toda a sua plenitude, quero que me faças voar até lá. Recarrega-me baterias, apenas e somente para as descarregar contigo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Praia

Sinto-te nessa praia deserta. Gaivotas voam cantando e vão pousando no areal ao longe. Cria-se uma neblina ténue tornando a luminosidade do sol num lusco fusco utópico, surreal. A brisa fria percorre-me o corpo, eriça-me a pele enquanto abraço as pernas sentada na areia.
Vejo-te por fim, de passo firme e decidido, de casaco que seguras por cima do ombro atirado para trás. Sorris e sorrio para ti. Sentas-te do meu lado e cobres-me os ombros com o teu casaco. Fico aconchegada no teu abraço forte e quente e dás-me um beijo sumido nos lábios. Olhas-me de alto a baixo e entendes o porquê do meu desconforto. Trago um vestido de linho branco de alças finas apenas cintado abaixo do peito. Cai-me até aos pés com folhos nas pontas onde deixa ver, por entre a areia, a minha pulseira de prata fina no tornozelo. Tocas nela e vais descendo, massajando-me os pés numa carícia morna.
Sem pensares muito, pegas em galhos secos caídos nas dunas e crias uma pequena fogueira. Ficamos juntos lado a lado, a conversar, com a pele dourada sob o alaranjado das chamas, enquanto o sol vai saindo de cena envergonhado. Percorro cada linha do teu rosto com o meu olhar, retendo cada pormenor na minha memória. Quero-te guardado na minha alma, sempre. Passo-te um dedo pelos lábios e retribuis-me com um beijo e um sorriso. Afastas a minha mão, puxas-me para ti e sussurras-me ao ouvido: “Depois de tudo exorcizado, levo-te daqui, tomarás um banho quente, preparar-te-ás da forma maravilhosa com que sempre o fazes, irás vestir algo mais acetinado, calçar algo mais sexy, colocarás no pulso algo que te irei dar, e vamos jantar num local calmo, requintado, apenas ao som de piano.” – E assim te levantas, puxas por mim, abraças-me fortemente e vamos de mãos dadas para o carro, para essa noite que tanto promete.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Exorcismo

Consegui fazê-lo por fim. Assumi uma postura de castelo forte e inabalável, mas a verdade é que numa estratégia de guerra, é preferível perder uma batalha para se ganhar uma guerra. Foste a minha batalha perdida e por isso sofri, chorei, gritei, desesperei. Caí esgotada no chão gelado do meu palácio, exausta de dor, de perguntas sem respostas, de memórias vivas, boas e más. Fiquei com o meu rosto húmido, lágrimas invadiram-no tal como invadiram a minha alma. Quis ter certeza de sofrer pela ausência de todas as respostas às minhas perguntas. Pela ausência de correspondência aos meus desejos. Desesperei por te saber a seguir a tua vida, inabalável, como se nada tivesse acontecido. Chorei por ter sido tanto e, afinal, não ter sido nada. E, por fim, exorcizei-te. Agora sim, seguirei a minha vida como tu seguiste a tua. Segura e inabalável. Afinal a Alice, será sempre a Alice.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sunset

Leva-me para outros locais, quero conhecer o Mundo! Descobre-os comigo à medida que nos descobrimos um ao outro em repetições saborosas, deliciosas. Descobre cada curva e recanto do meu corpo como se fosse a primeira vez. Quero sentir-te em toda a plenitude, sentir a tua língua, o teu beijo intenso que me faz delirar e pedir por mais. Quero descobrir o teu corpo, admirá-lo e usá-lo a toda a hora. Quero sentir-me escorregar nos teus dedos enquanto te oiço gemer no meu ouvido. Quero poder fazer-te louco até que me peças para parar, apenas para recomeçar. Quero a dança, o tango, a salsa. Quero roçar-me em ti, apalpar-te em locais públicos, que fiquem chocados com a nossa paixão. Quero que me sorrias, que me impeças repetindo os meus gestos em mim. Quero poder cheirar-te com intensidade, perfume, pele, prazer. Quero entrelaçar os meus dedos nos teus e dizer-te que me puxes para ti, que me consumas de imediato. Quero ficar extasiada em simultâneo contigo, sentir a exaustão de prazer verdadeiro. Quero que sintas o veludo do meu batom no teu rosto, seguido de um sorriso secreto, só nosso. Quero ver o pôr do sol contigo, ver os raios amenos iluminarem-te o rosto de traços firmes. Quero sentir o teu olhar a encontrar o meu para me abrires o teu melhor sorriso, me pegares ao colo e me amares de forma carinhosa até a noite chegar a nós.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Warm

Encostas-te a mim lentamente, tocando-me ao de leve. Sinto a tua respiração colada à minha boca. Lábios que se roçam, pontas de dedos que deslizam. Sinto o meu coração palpitar em cada batida, mas não te tomo de assalto. Delicias-me com a tua subtileza de toque, de olhar, de sorrir. Quase não proferimos uma palavra desde que entraste no meu palácio. Retiras-me apenas as roupas que caem no chão, mas nem tão pouco sinto o frio gélido deste Inverno. Invades-me corpo e alma com o teu calor e cada centímetro de mim exala o calor crescente da paixão abrasadora que nos envolve.
Sussurras-me ao ouvido passando a língua pelos lábios à medida que me envolves nos teus braços. Sinto-me flutuante, inebriada com as tuas palavras apenas minhas. Pegas-me no colo e levas-me para o quarto onde continuas todos os teus jogos terna e suavemente. Não me beijas sofregamente, não entras em mim com força. Limitas-te a deitar-te ao meu lado enquanto vais deslizando os teus dedos pelo meu corpo, enquanto a ponta da tua língua me vai provocando arrepios enquanto descobre cada recanto de pele aveludada. Começo a sentir-me febril, abraço-te fortemente demonstrando-te a urgência em te ter por inteiro e aí... beijas-me como se há muito não nos víssemos, como se de uma despedida forçada e inevitável se tratasse, beijas-me com toda a paixão que me tens num beijo improvisado embora incrivelmente perfeito. Sinto-te crescer contra mim enquanto me beijas o ventre e vais descendo. Descobres-me apaixonada, inundada de desejo e entras com a mesma urgência que tenho em te receber.
És o meu homem, distinto, apaixonado, discreto, refinado, cavalheiro, masculino, educado, divertido, sedutor. Apaixono-me por ti a cada minuto, como se fosse a primeira vez.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Waiting

Aguardo pacientemente pelo teu regresso, contando cada segundo ansiosa. Agrada-me que me transportes para esse cenário só teu, onde nos encontramos no silêncio das nossas próprias palavras. Vivê-las, saboreá-las, tem para mim um significado especial dentro da suite do meu palácio. Tento descortinar o que me farás viver, ficando com a respiração suspensa até à tua chegada. Demoras muito?

sábado, 7 de janeiro de 2012

Boiling Point

Estou ardente, exigente. Anseio pela tua chegada e sinto-me escorregadia na expectativa de te ver. Desejo-te, todos os meus poros respiram na antecipação do prazer que quero sentir contigo. Sinto-me arrepiada, impaciente. Percorro o meu palácio no nervoso miudinho de ouvir uma batida na porta. Quero envolver-te nos meus braços, atirar-te na minha cama, colocar um pé de salto alto no teu peito e pedir-te sem proferir uma única palavra que me tomes. Quero que aprecies o dourado dos meus cabelos, a linha ténue do meu eye liner, o brilho suave de um gloss nos meus lábios, a sexualidade que a minha lingerie impõe, a suavidade da minha pele, o mistério do meu sorriso. Mantém-me em Wonderland.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Foste, És e Sempre Serás

O meu sonho. És quem me aquece, quem me arrepia. Quem me faz sorrir e quem me seduz. És quem me dá prazer, quem me deixa inebriada. És com quem fantasio, és o meu porto de abrigo. És quem chora comigo, és quem me levanta, és a minha força, o meu pilar. És a minha dor de cabeça, o meu enigma. És quem mais me deixa intrigada e deliciada. És o motivo da minha ira, a razão da minha revolta. És a minha noite mal dormida, o meu sono profundo. És a minha falta de quotidiano, és o meu segredo entre quatro paredes. És a minha libertação, a minha falta de pudor. És a minha gargalhada mais contagiante, o meu beicinho sedutor. És o meu beijo de baton num simples papel, és o perfume delicioso que me cobre a pele. És a minha beleza revigorada, és o optimismo de cada dia. És a saudade que deixas quando não estás, és a confiança de saber que és meu. És a razão do meu ronronar, do meu assanhamento. Inspiras-me e sou tudo isto sem ainda te ter. Fará quando tiver.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz 2012, what's your number?

Feliz 2012 meus leitores!
Vi recentemente um filme, onde contam os ex's. Será o número indicador de algo? Que somos extremamente sedutores? Ou mais no caso das mulheres, somos consideradas pela sociedade como putas por termos tido demasiados amantes? Que brincamos com os sentimentos alheios? Será azar de falharmos tantas vezes na procura de uma hipotética alma gémea? Ou acontece simplesmente? E afinal, o que será um número demasiado alto ou baixo? Existe um número ideal?
Claro que eu mesma fiz as minhas contas. E é bem possível que me tenha esquecido de um ou outro caso de "one night stand". Quem nunca as teve? Confesso que não as aprecio, mas por vezes acontece e não há nada a fazer. E foi curioso relembrar as minhas situações passadas, uma a uma. Relembrar o que gostei, o que não gostei, as que me fazem ter saudades e as que adoraria mesmo esquecer.
E há aquelas, em que nos dedicamos com uma ternura especial. Aquelas que, mesmo não acreditando muito, damos nova chance de correr bem. A ti, veremos como tencionas reconquistar a Alice. Como te disse, depende apenas de ti. E sim, já tenho saudades tuas, da tua calma, da tua despreocupação, no teu riso simples e inocente. Tens uma vantagem a teu favor; as minhas exigências caíram por terra. Prefiro o real e simples, que a mentira extremamente ornamentada. Bem-vindo 2012, e bem-vindo a ti, novamente.

sábado, 31 de dezembro de 2011

New Year's decisions.

Adoro a forma como me fazes rir, amo a forma que me amas. Mas eu não te amo, nem nunca amei... Desculpa. A vida é ingrata, para mim, para ti... Mas prefiro estar sozinha a viver uma mentira. Detesto mentiras. Nem tão pouco consigo entender ou explicar como me permiti viver esta mentira por tanto tempo. Como tu próprio disseste, por vezes o que fazemos de errado regressa, e o que fizemos para prejudicar alguém, acaba eventualmente por nos prejudicar a nós. What goes around, comes around... Nunca foi minha intenção fazer-te sentir miserável, mas aconteceu. E a vida continua, o novo ano está à porta e temos de seguir em frente. Até eu estou ferida. Cruzamos a nossa vida com tantas pessoas diferentes... Algumas boas, outras más. Mas o meu bom não será necessariamente o teu. Tens de te entregar mais às pessoas, assim como te entregaste a mim. Certamente encontrarás quem te faça feliz num Mundo repleto de pessoas diferentes.
Quanto a mim... é uma das minhas decisões para 2012. Me, myself and I. Decidi fechar-me no meu próprio mundo novamente. Não pretendo que ninguém volte a entrar nele. Permiti, falhei, saí magoada. Chega.
E eu sou tanta coisa... Sou fantástica, sedutora, sexy, inteligente, carinhosa, responsável, organizada, simpática, louca, refilona, exigente. 2012 aproxima-se e precisamente um ano depois da minha principal mudança de vida, irei realizar outra. Irei estar centrada em mim, na minha vida. Não voltarei a permitir doces mentiras no meu ouvido de modo a viver uma ilusão longa ou reduzida.
A Alice continuará. Sorridente com o brilho do sol estampado no seu olhar. E tu que me conheces - como diz a música - se um dia me vires na rua, sorri mas continua.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

David Guetta - Without You (feat.Usher) (Lyrics video)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Palavras vazias

Tomaste a tua opção. E não da melhor forma. Mas não há nada a fazer. Cada ser é único e toma as decisões conforme lhe convém. Da minha parte, irei apagar tudo. Existirás apenas na memória como um rapazito que pouco ou nada reparei na sua presença nos tempos de escola.

Refiro-me muitas vezes a este ano que termina como o pior da minha vida. E a forma como esta etapa contigo termina faz-me crer que nada neste ano valeu a pena. Foram apenas desilusões, muitas complicações e vivências de doces mentiras que servem apenas para magoar a alma.

Tantas vezes te disse o que não te queria dizer. Disseste-me para o fazer, que dirias o mesmo, mas foram apenas palavras vazias levadas pelo vento no segundo seguinte. Mas não choro, não vou sequer recordar como boas memórias. Não prestas e sempre o admitiste é certo. E por isso não te quero sequer na minha memória. Esquecerei passeios, jantares, palavras, loucuras. Arrancar-te-ei do peito e da alma sem o mínimo remorso.

Viver é etecetera e tu, que tanto me disseste e escreveste, não estarás mais lá. Nevermind, I’ll find someone better than you, o que não é muito complicado.

Lembra-te apenas de uma coisa que me deu um prazer tremendo. Quebrei a tua regra de “quem termina sou eu, nunca ninguém termina comigo”. Parti sem ter tempo de te enviar a brochura com o meu destino de férias, mas foram umas férias muito boas onde fui apreciada de corpo e alma. Nunca foram palavras ou acções vazias para alimentar o ego alheio.

O teu contrato termina aqui. E nem por sombras voltarei a reconsiderá-lo.

domingo, 25 de dezembro de 2011

To you all... ;)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Where are you...?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

...

domingo, 20 de novembro de 2011

Awkward

I'm in limbo with you. I love you, hate you, I want to hold you but I need to let it go. I miss you, I need you... I need to recover what we had. Your silence kills me inside, I miss your naughty words, how you used to say you missed me, that you needed me. Where are you? Where did you get lost? Please return, come back to what we were. I can not stand this situation, I feel awkward without you...

sábado, 12 de novembro de 2011

Velvet

A minha preparação faz-se de modo calmo, tranquilo. Espuma perfumada envolve-me o corpo enquanto estou de olhos fechados deliciada com uma musicalidade relaxante. Sinto o vapor quente enquanto saio do meu banho de espuma e cerco o corpo num tecido fofo e macio. Seco os meus cabelos dourados e a minha pele perfumada, enquanto o meu vestido aguarda impaciente na minha cama.
Apareces mais cedo. Tomas-me de assalto à porta sem que eu tenha tido sequer hipótese de colocar qualquer peça de roupa. Apenas existiu tempo de fechar a porta do meu palácio antes de me tomares nos teus braços. O teu beijo é devorador, quente, apaixonado. O teu toque é ansioso, à medida que percorre o meu corpo desnudado. Tiro o teu cinto, abro o botão das tuas calças enquanto me beijas o pescoço, o peito. Levantas-me uma perna e entras em mim de forma fogosa, ardente, apaixonada e provocadora. Deslizas os dedos pelos meus cabelos dourados e olhas-me directamente nos olhos, consumindo-me em simultâneo.
Alimentas-me de adrenalina, pegas-me no colo mesmo ambos sendo um só, ligados por uma paixão crescente. Mantemo-nos em silêncio, o nossos olhares, os toques dizem tudo por nós. Explodimos uma e outra vez e caímos exaustos na cama, mesmo sem sentir a brisa fria do Inverno que se aproxima. Passas-me a mão no rosto, colocas mais uma novidade musical que dita tanto a nosso respeito enquanto fico a sorrir para ti. Passas as mãos pelas minhas pernas, suaves como veludo e vais beijando-me terna e lentamente.
Sinto o peito apertado, a vontade gritante de dizer que te amo, mas mantenho-me silenciosa... Nenhuma palavra representa o que sinto de forma tão perfeita quanto o meu olhar. Sorris enquanto fechas os olhos e percorres todo o meu corpo com os teus lábios... Entendes o que me vai na alma.
Ficas momentaneamente alheado, quando encontras o meu vestido a repousar na minha cama. Pedes-me as mãos para me ergueres. Aprecias-me de alto a baixo e voltas à entrada do meu palácio. Regressas com uma caixa sóbria com um laço de seda e pedes-me para a abrir: - "Esta noite é muito especial, Alice. Quero que uses este presente hoje." - puxo a fita de seda e abro a caixa para afastar o papel suave e fusco do interior. Encontro uma lingerie, acetinada com pormenores em renda e no centro desta, uma caixa pequena em veludo azul escuro. Olho-te interrogativa, mas apenas me respondes com um sorriso e com um olhar encorajador.
Abro-a e fico estonteada. Um fio, muito fino apenas com o infinito no centro, em brilhantes. - "Algo muito simples, mas com um valor que espero ser sentimentalmente incalculável. Realça ainda mais a tua beleza natural, juntamente com o vestido que escolheste para hoje." - Beijas-me os lábios de forma doce e terna enquanto me viras de costas para ti e pedes-me para apanhar o cabelo. Colocas-me o fio à medida que me beijas no pescoço. Toco neste símbolo de infinito, compreendendo que apenas o terei no meu pescoço estando única e apenas contigo. (...)

domingo, 6 de novembro de 2011

Noite embriagada

Todas estas luzes se apagam assim que chegamos. Fica um convento, apenas iluminado por um farol distante e uma lua luminosa. Sinto-me inebriada. De garrafa numa mão e copo na outra, dispo-me de preconceitos e vou dançando e cantarolando, enquanto me vês divertido de sorriso nos lábios encostado ao carro de braços cruzados.
Sinto-me quase sem chão à medida que vou saltitando de salto alto ainda com cuidado para não cair enquanto algumas gotas geladas começam a cair nesta noite de Outono. Começo a girar em torno de mim mesma de rosto virado para o céu e de olhos fechados de modo a sentir as gotas na minha face quente. Caio, como seria de esperar enquanto te oiço soltar uma gargalhada à medida que vens para junto de mim. Rimos os dois, sentados no chão frio e molhado até que o silêncio dos nossos olhares cruzados toma lugar.
Passo-te a mão no rosto, nos lábios. Aproximo-me de ti e beijo-te levemente ao mesmo tempo que contornas a minha cintura e me puxas para ti. Esquecem-se as fotos que se iam tirar, esquece-se o local e apenas ficamos a sós com a escuridão, o ruído das ondas lá em baixo e a luz esporádica do farol. Apertas-me bem junto a ti e sinto-me estremecer. Não estamos frios, estamos ambos quentes e a chuva que cai não nos incomoda. Levantas-me e encaminhas-me para as arcadas do convento, mais resguardado e escuro e vais despindo a minha camisa à medida que avançamos.
Encostas-me à parede. Nem me tiras a camisa, agrada-te vê-la apenas aberta, colada junto ao meu corpo molhado. Não perdes mais tempo, percorres-me as pernas até parares nas ligas, sobes-me a saia e consomes-me assim mesmo. Sinto ondas de calor no meu corpo, agarrando-me a ti com força. Os nossos gemidos ecoam pelas arcadas do convento, mas nada nos preocupa. O momento é nosso, único. Passo-te com a língua no pescoço enquanto me beijas o peito duro do prazer que sinto.
Sinto-me em êxtase e explodimos em simultâneo. Abraço-te e contorno-te a cintura com as pernas, enquanto nos desces até ao chão molhado, exaustos e exacerbados. Entreolhamo-nos com a mesma questão na mente; o que acabou de acontecer? Afastas-me o cabelo molhado do rosto e tocas-me levemente nos lábios. Não falamos. Pegas-me na mão e seguimos para as traseiras do convento. Ficamos lá, abraçados um ao outro, ouvindo o mar e vendo o nascer tímido de um sol fraco.

Memories

Chegas ao meu palácio e tomas-me de assalto. Tranco-te com o meu corpo enquanto me sinto a ficar escorregadia de prazer. Beijas-me com a ânsia de recuperar o tempo perdido enquanto as tuas mãos deslizam no meu corpo tirando-me a roupa de forma veloz. Entras em mim, com força, devagar, depressa, suavemente. Gostas que seja puta contigo tal como aprecias que seja a tua princesa. Despes-me a alma de qualquer réstia de moralidade, entrego-me a ti crua, ligada ao desejo ardente que me consome por dentro. Toco-me agora desejando que estivesses aqui, a agarrar-me a apertar-me, a beijar-me da forma maravilhosa que o fazes. Não consigo viver contigo, mas não consigo viver sem ti. És único, és meu.

sábado, 29 de outubro de 2011

Cold

O sol brilha fraco, sem o seu calor característico, aquece-nos a pele por poucos minutos mas não nos aquece a alma. Chegam nuvens cinzentas, chuva e vento anunciando um Outono gélido que me deixa fria e apreensiva.
Ainda és o mesmo? Ou mudas com as estações?
Já não corro atrás do que me dá prazer. Torna-se uma corrida com um único atleta que não tem qualquer lógica em ganhar obrigatoriamente um lugar. Espero antes que o que me dá prazer me procure, continuando a minha vida como sempre o fiz, independente, organizada, sozinha.
Vou rindo, sorrindo, brindando com amigos que me fazem rir de forma genuína e vivendo despreocupada. Não sou moral nem socialmente correcta, mas sou verdadeira. Sou aquilo que vês. Não vivo de aparências nem de jogos de quem faz, diz ou escreve algo primeiro.
Se sinto falta do que fomos? Todos os dias. Se esta diferença de atitude me deixa desapontada? Muito. Mas continuo com a estranha sensação que me queres dar uma lição, quando já a aprendi por mim mesma. E talvez quando te aperceberes disso, notes que as tuas recentes acções (ou falta delas) não têm qualquer noção de existir.
Sinto falta do que eras, e peço tão pouco...
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