sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Up Side Down

Entraste na minha vida por um acaso, envolveste-me, desejaste-me, cativaste-me, derrubaste as maiores barreiras por mim criadas e viraste tudo do avesso. Quero-te, já! Vejo-me enleada em pensamentos travessos, passo rapidamente do ponto rebuçado para um estado de ebulição de pura calamidade. Sinto-me perdida, sem posição, sem palavras, sem acção e em simultâneo tão activa que mal me contenho quieta.
Desejo o teu cheiro, a tua voz, o teu toque, o beijo, a mordida, a parede, a cama. Desejo as roupas caídas ao acaso, sem cuidado, não importam. Desejo o teu desejo por mim, aqui, ali, não interessa. Quero-te, já! A minha língua na tua, mãos trancadas por dedos entrelaçados, toques, sussurros e gemidos impossíveis de conter. Quero tudo do avesso, de pernas para o ar, quero sentir o máximo dos máximos tão complicado já de si de suportar. Quero a paz, a calma seguinte, o toque como uma suave brisa, como uma pena de gaivota que passa na pele, o adormecer reconfortante no teu calor. Quero-te, já! Vira-me do avesso, agora, hoje e sempre.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tender passion

Perdi-me no som da tua voz, no cheiro da tua pele, na sensação do teu toque, no doce do teu beijo, no brilho do teu olhar, na suavidade do teu sorriso. Cativas a minha atenção, mantens-me a sorrir enquanto bebo as tuas palavras.
Gosto-te. Simplesmente porque sim. Fazes-me pensar que talvez nem tudo seja como sempre pensei que fosse. Fazes-me querer mudar as minhas próprias directrizes de vida. Quero conhecer-te mais, tocar-te mais, ouvir-te mais. Quero que me faças acreditar que é possível.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Wondering in Wonderland

Levas-me a ficar aluada, de pensamento distante com a alma elevada por inúmeras borboletas. Este Carnaval promete um sabor especial e sendo contraditório, sem máscaras. Sem surpresas. Expectativas? Muitas. Mas expectativas boas, aquelas que nos fazem cócegas por dentro à medida que se sente um calor morno a aflorar-nos a pele. Já te disse que gosto do teu olhar? Terno e duro ao mesmo mesmo. Gosto do desenho das tuas sobrancelhas. Fantasio constantemente com o teu toque a electrificar-me a pele, aquele murmurinho de um coração acelerado, a face a ficar ruborizada... Sinto aquela confiança que se conquista a pouco e pouco, de menina pequena e insegura e ao mesmo tempo mulher sensual e sedutora. Fico tonta com estas sensações vertiginosas, opostas mas que se complementam. Só me apetece fechar os olhos, permitir que este calor me assole corpo e alma e deixar-me levar. Nada de vôos, quero apenas flutuar ao sabor de uma maré calma e sustentada. Quero tocar no teu rosto. Quero ver o teu sorriso num silêncio com tantas palavras nele inscritas. Sonho acordada, com uma noite de Carnaval, no meu país das maravilhas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Concretizações?

Rendemo-nos a memórias passadas, a desejos nunca concretizados, a um querer ter sem ter nunca tido. Um beijo feroz, uma vontade adormecida, um deslize de alça, um recosto para trás e mente apagada de realidades. O desejo toma conta, a temperatura aquece, o toque electrifica, a respiração acelerada anuncia o que nos vai na alma. As nossas confidências fazem com que o entendimento seja uma sinfonia perfeita, o riso, as palavras, a pele arrepiada, o à vontade como se não fosse algo novo, mas com toda a energia de uma novidade.
Nada nos prende, nada nos demove. Agarramo-nos às nossas decisões com unhas e dentes. Não há "até amanhã", nem o "ligo-te depois". Há apenas um momento parado no tempo que passa a ocupar um pedacinho da nossa memória. As suposições caem por terra, a fasquia elevada deixa de existir, para o bem ou para o mal. Há apenas a concretização de um desejo escondido há muito. Resultou bem? Para mim, sem dúvida. Ah! E sim, adoro provocar-te.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Passion is Bliss

"I've disappeared from myself and my attributes, I am present only for you. I've forgotten all my learnings, but from knowing you I've become a scholar. I've lost all my strength, but from your power I am able. I love myself... I love you. I love you... I love myself. I desire you more than food or drink. My body, my senses, my mind, hunger for your taste. I can sense your presence in my heart, although you belong to all the world. I wait with silent passion for one gesture, one glance... from you."

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Wisper

Consegues ouvir o sussurro como uma brisa a percorrer-te a espinha? Consegues sentir o toque dos meus dedos na tua pele como o suave toque da seda? Ainda que ausente, sinto a tua presença todos os dias, os risos, os toques, as palavras, a troca de olhares. Relembro o teu olhar sedutor, o teu sorriso travesso, a mão no bolso, o "boa tarde" sussurrado, o levantar do meu vestido, a parede fria, o beijo quente, a respiração a acelerar, os gemidos que anunciam...
Preciso sentir o teu corpo colado ao meu novamente, com o cheiro suave de morango, com os saltos altos, a ausência de lingerie num qualquer jantar. Necessito de sentir novamente o aroma da tua pele, sentir a electricidade no ar, a paixão que sobe pelo beijo roubado que não queria dar.
Saio do duche quente, com a pele envolta em vapor, cabelos de ouro molhados e perfume suave que não é o teu. Mas não anseio a tua chegada... prefiro o doce das minhas utopias, ao toque frio e sem sabor das tuas realidades. Pediste-me para te deixar entrar, mas até agora não te anunciaste à porta do meu palácio.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Silence

Dizem que o silêncio é mais atordoante que as próprias palavras. E é verdade. O silêncio tem a capacidade de nos prender movimentos, de nos endiabrar as ideias, de nos fazer fantasiar devido à ausência das palavras, do som.
Estou recolhida no meu palácio, em silêncio profundo como no fundo de um oceano. Aguardo o que não devo e trato com desdém tudo o que me é dado de bandeja. No vasto murmúrio do meu silêncio, invadem-me imagens, sussurros, risos que ecoam nos recantos da minha memória. Invadem-me sombras, dúvidas, questões na incerteza do que irá ainda acontecer. Fico recolhida no meu silêncio, com as minhas dúbias inquietudes, sem tomar decisão alguma.
Fazes-me falta. Perco o norte sem a tua presença, sem a tua voz, o teu toque. Como sinto falta do teu riso...! Das palavras antes tão proferidas e agora tão ausentes.
As palavras, assim como o silêncio, têm um poder avassalador. Por favor, utiliza-as - assim como ao silêncio - com sensatez. Shhhh... estou silenciosa, mas ainda cá estou.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Chapeleiro

Quem és, Chapeleiro. E porque te escondes no anonimato? O que tanto te provoca a ira no coelho apressado de relógio na mão, sempre ansioso? Serão os seus dizeres, que poderiam ser os teus? Ou os seus desejos que não consegues exprimir? Será a sua vontade avassaladora e ansiosa, que te coloca imóvel? Porque não te assumes, silencioso anónimo, um voyer da minha escrita. Que capta imagens na alma com retoques de palavras conduzidas para um êxtase perfeito. Diz-me o que te irrita, te tira do sério. Dá-me a conhecer as tuas vontades e desejos. Quem sabe te deixo fotografar a minha alma, mas de forma identificada. Chapeleiro, chapeleiro... aparece. Where ever you are...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Tic... tac...

Estranho querer este, que me invade a alma, que se revela no corpo em jeito de desejo. Estranho querer este, que continua a excitar-me indo contra a própria razão. Estranho querer este, que aguarda pelo prometido jantar, pela conversa sedutora, pelo toque subtil, pelo sorriso em êxtase disfarçado. Estranho querer este, onde se bebe um copo de um bom vinho, onde se sussurram vontades. Estranho querer este, que me impele a cometer loucuras, a ser insana mesmo quando a razão me alerta para o que pode vir a seguir. Estranho querer este, por ti, que me faz aguardar pela noite que há-de chegar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Passion flames

As tuas palavras deixam-me acesa, incendiada. Sinto o desejo a percorrer-me o corpo num arrepio provocador. Que fossem as tuas mãos a tocarem-me, a pegar fogo à minha pele e à minha alma, em que gemidos e suspiros deixam transparecer o que sinto e desejo. Quero o prazer que me dás, quero a tua língua na minha, as tuas mãos a envolverem-me o corpo, quero-te unido a mim, numa fusão de paixão crescente, quente, ardente.Faz-me renascer das cinzas, emergir deste pó cinzento e sem vida, leva-me ao sol, ao seu calor, à sua luz, ao seu fogo. Prende-me a ti e faz-me voar... outra vez.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Desire

À medida que me toco, lembro e relembro toques, desejos, beijos, sussurros, gemidos. Sinto o meu prazer escorrer-me nos dedos questionando-me quando te terei rendido a mim, deslizando pela minha pele de seda, descobrindo cada recanto arrepiado de prazer mas incendiado de desejo por dentro.
Quero ficar em cima de ti, beijar-te o tronco definido e depilado. Quero entrelaçar os meus dedos nos teus impedindo-te de me tocares, para apenas gozares. Quero ouvir-te gemer, quero ver-te contorceres-te de prazer, quero que sussurres o meu nome num ímpeto de desespero de prazer soberbo.
Quero que sintas depois todo o prazer que desliza por mim, ávido de te envolver, a tua língua, o teu sexo. Quero o beijo que não consigo sentir agora, apenas desejá-lo. Quero voltar a sentir-te bem fundo, sentir-te controlar o pulsar eminente do êxtase.
Quero-te devagar e terno, acelerado e forte, quero o teu prazer que me dá tanto prazer de todas as formas. Quero o êxtase conjunto, que sinto agora sozinha, apenas por pensar em ti.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ladies Night

Hoje será ladies night. Irei tentar abstrair-me de ti, tentar tirar-te do pensamento, deixar de pensar no teu toque, no teu sussurro, no teu beijo. Irei deixar de ouvir os meus boleros que me transportam directamente a ti. Irei permitir que a minha febre acalme, que a minha inquietação em te ver sossegue, que a imagem das tuas mãos no meu corpo desvaneça. Irei beber um vinho, saboreá-lo e desejar que penses em mim da mesma forma como penso em ti. Inquietas-me, fazes-me falta. E logicamente, engano-me a mim mesma, quando digo que não vou pensar em ti. Acompanhas-me em cada minuto do meu dia, da minha noite. Desejo tocar-te e corresponder as nossas palavras a actos concretos. Quero entrelaçar os meus dedos nos teus e saber que por momentos serás todo e apenas meu. Quero a noite tórrida de Verão neste Inverno gelado, quero-te a ti.
Mas hoje não. Hoje será ladies night.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Slow motion

O tempo passa devagar quando não estás. Arrasto-me nas horas que parecem dias de forma mecanizada, programada. Sinto falta que me dispas com os olhos, com as mãos, que me dispas a alma tão enevoada como o próprio tempo.
Quero as tuas palavras, as nossas estórias, quero sentir o teu calor, o doce nos meus lábios como um suave chocolate francês. Quero a cidade de Lisboa arrebatada por nós, com os nossos sussurros, os nossos risos a ecoar pelos recantos.
Onde estás, porque demoras? Desejo-te na pressa de emergir da apatia, que injectes adrenalina no meu ser, quero sonhar que estou nos teus braços, acordar e ter o prazer de sentir o teu calor e constatar que não é apenas um sonho.
Quero subir para lá das nuvens e absorver o sol em toda a sua plenitude, quero que me faças voar até lá. Recarrega-me baterias, apenas e somente para as descarregar contigo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Praia

Sinto-te nessa praia deserta. Gaivotas voam cantando e vão pousando no areal ao longe. Cria-se uma neblina ténue tornando a luminosidade do sol num lusco fusco utópico, surreal. A brisa fria percorre-me o corpo, eriça-me a pele enquanto abraço as pernas sentada na areia.
Vejo-te por fim, de passo firme e decidido, de casaco que seguras por cima do ombro atirado para trás. Sorris e sorrio para ti. Sentas-te do meu lado e cobres-me os ombros com o teu casaco. Fico aconchegada no teu abraço forte e quente e dás-me um beijo sumido nos lábios. Olhas-me de alto a baixo e entendes o porquê do meu desconforto. Trago um vestido de linho branco de alças finas apenas cintado abaixo do peito. Cai-me até aos pés com folhos nas pontas onde deixa ver, por entre a areia, a minha pulseira de prata fina no tornozelo. Tocas nela e vais descendo, massajando-me os pés numa carícia morna.
Sem pensares muito, pegas em galhos secos caídos nas dunas e crias uma pequena fogueira. Ficamos juntos lado a lado, a conversar, com a pele dourada sob o alaranjado das chamas, enquanto o sol vai saindo de cena envergonhado. Percorro cada linha do teu rosto com o meu olhar, retendo cada pormenor na minha memória. Quero-te guardado na minha alma, sempre. Passo-te um dedo pelos lábios e retribuis-me com um beijo e um sorriso. Afastas a minha mão, puxas-me para ti e sussurras-me ao ouvido: “Depois de tudo exorcizado, levo-te daqui, tomarás um banho quente, preparar-te-ás da forma maravilhosa com que sempre o fazes, irás vestir algo mais acetinado, calçar algo mais sexy, colocarás no pulso algo que te irei dar, e vamos jantar num local calmo, requintado, apenas ao som de piano.” – E assim te levantas, puxas por mim, abraças-me fortemente e vamos de mãos dadas para o carro, para essa noite que tanto promete.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Exorcismo

Consegui fazê-lo por fim. Assumi uma postura de castelo forte e inabalável, mas a verdade é que numa estratégia de guerra, é preferível perder uma batalha para se ganhar uma guerra. Foste a minha batalha perdida e por isso sofri, chorei, gritei, desesperei. Caí esgotada no chão gelado do meu palácio, exausta de dor, de perguntas sem respostas, de memórias vivas, boas e más. Fiquei com o meu rosto húmido, lágrimas invadiram-no tal como invadiram a minha alma. Quis ter certeza de sofrer pela ausência de todas as respostas às minhas perguntas. Pela ausência de correspondência aos meus desejos. Desesperei por te saber a seguir a tua vida, inabalável, como se nada tivesse acontecido. Chorei por ter sido tanto e, afinal, não ter sido nada. E, por fim, exorcizei-te. Agora sim, seguirei a minha vida como tu seguiste a tua. Segura e inabalável. Afinal a Alice, será sempre a Alice.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sunset

Leva-me para outros locais, quero conhecer o Mundo! Descobre-os comigo à medida que nos descobrimos um ao outro em repetições saborosas, deliciosas. Descobre cada curva e recanto do meu corpo como se fosse a primeira vez. Quero sentir-te em toda a plenitude, sentir a tua língua, o teu beijo intenso que me faz delirar e pedir por mais. Quero descobrir o teu corpo, admirá-lo e usá-lo a toda a hora. Quero sentir-me escorregar nos teus dedos enquanto te oiço gemer no meu ouvido. Quero poder fazer-te louco até que me peças para parar, apenas para recomeçar. Quero a dança, o tango, a salsa. Quero roçar-me em ti, apalpar-te em locais públicos, que fiquem chocados com a nossa paixão. Quero que me sorrias, que me impeças repetindo os meus gestos em mim. Quero poder cheirar-te com intensidade, perfume, pele, prazer. Quero entrelaçar os meus dedos nos teus e dizer-te que me puxes para ti, que me consumas de imediato. Quero ficar extasiada em simultâneo contigo, sentir a exaustão de prazer verdadeiro. Quero que sintas o veludo do meu batom no teu rosto, seguido de um sorriso secreto, só nosso. Quero ver o pôr do sol contigo, ver os raios amenos iluminarem-te o rosto de traços firmes. Quero sentir o teu olhar a encontrar o meu para me abrires o teu melhor sorriso, me pegares ao colo e me amares de forma carinhosa até a noite chegar a nós.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Warm

Encostas-te a mim lentamente, tocando-me ao de leve. Sinto a tua respiração colada à minha boca. Lábios que se roçam, pontas de dedos que deslizam. Sinto o meu coração palpitar em cada batida, mas não te tomo de assalto. Delicias-me com a tua subtileza de toque, de olhar, de sorrir. Quase não proferimos uma palavra desde que entraste no meu palácio. Retiras-me apenas as roupas que caem no chão, mas nem tão pouco sinto o frio gélido deste Inverno. Invades-me corpo e alma com o teu calor e cada centímetro de mim exala o calor crescente da paixão abrasadora que nos envolve.
Sussurras-me ao ouvido passando a língua pelos lábios à medida que me envolves nos teus braços. Sinto-me flutuante, inebriada com as tuas palavras apenas minhas. Pegas-me no colo e levas-me para o quarto onde continuas todos os teus jogos terna e suavemente. Não me beijas sofregamente, não entras em mim com força. Limitas-te a deitar-te ao meu lado enquanto vais deslizando os teus dedos pelo meu corpo, enquanto a ponta da tua língua me vai provocando arrepios enquanto descobre cada recanto de pele aveludada. Começo a sentir-me febril, abraço-te fortemente demonstrando-te a urgência em te ter por inteiro e aí... beijas-me como se há muito não nos víssemos, como se de uma despedida forçada e inevitável se tratasse, beijas-me com toda a paixão que me tens num beijo improvisado embora incrivelmente perfeito. Sinto-te crescer contra mim enquanto me beijas o ventre e vais descendo. Descobres-me apaixonada, inundada de desejo e entras com a mesma urgência que tenho em te receber.
És o meu homem, distinto, apaixonado, discreto, refinado, cavalheiro, masculino, educado, divertido, sedutor. Apaixono-me por ti a cada minuto, como se fosse a primeira vez.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Waiting

Aguardo pacientemente pelo teu regresso, contando cada segundo ansiosa. Agrada-me que me transportes para esse cenário só teu, onde nos encontramos no silêncio das nossas próprias palavras. Vivê-las, saboreá-las, tem para mim um significado especial dentro da suite do meu palácio. Tento descortinar o que me farás viver, ficando com a respiração suspensa até à tua chegada. Demoras muito?

sábado, 7 de janeiro de 2012

Boiling Point

Estou ardente, exigente. Anseio pela tua chegada e sinto-me escorregadia na expectativa de te ver. Desejo-te, todos os meus poros respiram na antecipação do prazer que quero sentir contigo. Sinto-me arrepiada, impaciente. Percorro o meu palácio no nervoso miudinho de ouvir uma batida na porta. Quero envolver-te nos meus braços, atirar-te na minha cama, colocar um pé de salto alto no teu peito e pedir-te sem proferir uma única palavra que me tomes. Quero que aprecies o dourado dos meus cabelos, a linha ténue do meu eye liner, o brilho suave de um gloss nos meus lábios, a sexualidade que a minha lingerie impõe, a suavidade da minha pele, o mistério do meu sorriso. Mantém-me em Wonderland.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Foste, És e Sempre Serás

O meu sonho. És quem me aquece, quem me arrepia. Quem me faz sorrir e quem me seduz. És quem me dá prazer, quem me deixa inebriada. És com quem fantasio, és o meu porto de abrigo. És quem chora comigo, és quem me levanta, és a minha força, o meu pilar. És a minha dor de cabeça, o meu enigma. És quem mais me deixa intrigada e deliciada. És o motivo da minha ira, a razão da minha revolta. És a minha noite mal dormida, o meu sono profundo. És a minha falta de quotidiano, és o meu segredo entre quatro paredes. És a minha libertação, a minha falta de pudor. És a minha gargalhada mais contagiante, o meu beicinho sedutor. És o meu beijo de baton num simples papel, és o perfume delicioso que me cobre a pele. És a minha beleza revigorada, és o optimismo de cada dia. És a saudade que deixas quando não estás, és a confiança de saber que és meu. És a razão do meu ronronar, do meu assanhamento. Inspiras-me e sou tudo isto sem ainda te ter. Fará quando tiver.
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