quarta-feira, 11 de abril de 2012

Reencontros

Cada reencontro contigo é um misto de emoções. É o sorriso ao ver-te fazer a última curva, é o brilho no olhar quando te vejo a caminhar na minha direcção com um sorriso impossível de conter, é o abraço forte que nos completa nesse preciso instante, em que nos perdemos nos braços um do outro, absortos nos nossos pensamentos idênticos... Senti a tua falta. E ainda agora, passada pouco mais de uma hora, já os pulmões tendem a fechar, a aguardar impacientemente pelo instante que te terei nos meus braços novamente.
Não resisti em tirar aquelas fotos, em sentir o teu cheiro em todo o meu corpo, ao saber que o teu coração iria acelerar no preciso instante em que as começasses a visualizar. Em cada foto, senti-te bem perto de mim, os teus braços enlaçados na minha cintura, a tua respiração no meu ouvido, a minha pele arrepiada por puro prazer pela brisa amena do teu sussurro...
Ver-te tão aceite na minha vida delicia-me, as brincadeiras, as gargalhadas... Ainda não atingimos a perfeição dos quatro, mas não me parece que estejamos longe.
Amo-te por todas as razões e mais uma... sábias palavras de Joaquim Pessoa... amo-te por tudo o que és, o que não és e o que ambicionas ser. Anseio por ti, em ter-te comigo, na suite do meu palácio, perdido em carícias dadas pela passagem das minhas mãos no teu corpo, a delirar de pele arrepiada sempre que a minha língua te toca...
Anseio em fechar os olhos e entregar-me de corpo e alma a ti, onde redescobres cada recanto meu, onde sinto o calor das tuas mãos a deslizarem por mim, onde quase perco os sentidos quando a tua língua me toca.
Restam-me estes flash's em memórias recentes, onde te reencontro na minha mente, nos meus sonhos, até poder finalmente abraçar-te de novo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Metamorfose

A minha ansiedade cresce a cada minuto que se arrasta no tempo... Conto cada segundo de forma decrescente para poder finalmente ver o teu olhar, o teu sorriso, sentir o calor que emanas do teu corpo e que me aquece a alma. Sei que irei estar a chegar e hei-de sorrir a olhar para aquele rio. Sei que assim que o meu olhar te encontrar, mesmo que ainda distantes, vais derreter qualquer réstia de gelo que traga em mim.
A saudade aperta, mesmo após alguns minutos de ausência... e durante esta ausência prolongada apenas te trago no pensamento. Escuto-te a voz, oiço a tua gargalhada, o teu sussurro... consigo ver o teu rosto, o brilho do teu olhar, consigo sentir o calor do teu toque...
Transformaste a Alice, uma mulher desprendida de envolvimentos emocionais, numa menina protegida nos teus braços, que anseia por todo o amor e carinho que tens para lhe oferecer... numa menina travessa, ansiosa de te prender as mãos e te fazer delirar com o seu toque... numa menina pestinha, desejosa de te trancar entre pernas e gemidos que te levam ao rubro de pleno êxtase...
Sim, transformaste a Alice, uma mulher fria e apenas com desejos carnais, numa menina-mulher completa, amada e capaz de amar. Ainda longe da perfeição com os seus receios no desconhecido, mas que ainda assim caminha segura de venda no rosto, confiante no que lhe transmites.
Contigo caminho de mãos dadas, onde quer que o nosso caminho nos leve... amo-te e neste momento, apenas anseio pelo calor do teu abraço. Tudo o resto é secundário, tudo o resto pode parar no tempo...

Atrocious

O que é o amor se não um pau de dois bicos? Sinto-me amada, protegida, mas ao mesmo tempo e em situação de discórdia, qualquer coisa que me digas provoca-me uma dor atroz que me chega aos ossos...
Amo-te, não de uma forma que jamais pensei voltar a sentir, pois o que sinto por ti vai além do que já senti no passado. É algo novo que me desarmou qualquer defesa, deixando-me vulnerável a tudo de bom e de mau. Quando estamos bem (e felizmente é 99% do tempo), o que sinto é maravilhoso... sinto-me calma, protegida, amada,feliz, tranquila. Temos um entendimento quase para lá do perfeito. Incendeias-me apenas com o toque da tua língua nos meus lábios, com a passagem da tua mão na minha pele, com o encaixe perfeito com que unimos os corpos. Contigo saboreio o êxtase, só o teu sussurro no meu ouvido me faz arrepiar a pele e os meus joelhos quererem falhar.
Desejo-te. Não apenas fisicamente. Como referes, o nosso envolvimento físico é apenas um complemento ao que sentimos. Anseio por ti, sinto a tua falta no instante seguinte ao deixar de te ver. Não... impossível desejar-te apenas por físico, sexo. Contigo perco noção das horas apenas a conversar acerca de banalidades do dia-a-dia, sem considerar que perdemos tempo em conversa fiada. O sentimento de perda apenas existe quando não estás presente. Fico desorientada, sem parte de mim. Parece que um dos meus pulmões falha no meu respirar, parece que fica um vácuo no seu lugar...
E, quando o pior acontece, quando não te tenho junto a mim e acontece um desentendimento, deixo simplesmente de funcionar. Os pulmões falham, o coração pára, as pernas não querem andar nem a boca consegue falar. Escorrem-me lágrimas no rosto, que a dor solta de modo a ser ligeiramente aliviada, sinto um grito mudo a querer formar-se, impedido por um nó na garganta...
Este desconhecido assusta-me. Este sentimento avassalador, que me transforma em "toda coração". Não quero sentir o receio de te perder, mesmo que seja totalmente infundado. Não quero guardar o bom do meu coração por dentro, deixando apenas o mau das minhas defesas cá fora.
Quero a aliança contigo construída, a parceria inabalável que temos mutuamente, quero a base sólida que construímos. Quero a ausência desta dor atroz que me consome em lágrimas até à exaustão emocional.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conta Comigo Sempre

"Conta comigo sempre. Desde a sílaba inicial até à última gota de sangue. Venho do silêncio incerto do poema e sou, umas vezes constelação e outras vezes árvore, tantas vezes equilíbrio, outras tantas tempestade. A nossa memória é um mistério, recordo-me de uma música maravilhosa que nunca ouvi, na qual consigo distinguir com clareza as flautas, os violinos, o oboé.
O sonho é, e será sempre e apenas, dos vivos, dos que mastigam o pão amadurecido da dúvida e a carne deslumbrada das pupilas. Estou entre vazios e plenitudes, encho as mãos com uma fragilidade que é um pássaro sábio e distraído que se aninha no coração e se alimenta de amor, esse amor acima do desejo, bem acima do sofrimento.
Conta comigo sempre. Piso as mesmas pedras que tu pisas, ergo-me da face da mesma moeda em que te reconheço, contigo quero festejar dias antigos e os dias que hão-de vir, contigo repartirei também a minha fome mas, e sobretudo, repartirei até o que é indivisível. Tu sabes onde estou.
Sabes como me chamo. Estarei presente quando já mais ninguém estiver contigo, quando chegar a hora decisiva e não encontrares mais esperança, quando a tua antiga coragem vacilar. Caminharei a teu lado. Haverá, decerto, algumas flores derrubadas, mas haverá igualmente um sol limpo que interrogará as tuas mãos e que te ajudará a encontrar, entre as respostas possíveis, as mais humildes, quero eu dizer, as mais sábias e as mais livres.
Conta comigo. Sempre. "

segunda-feira, 26 de março de 2012

Heart

Contigo tudo é simples. Perdemos noção do tempo em conversas prolongadas de tudo e de nada. Conversamos, sorrimos, sussurramos. Até que se vira o jogo. Um toque meu, um toque teu. Temos dois corpos incendiados em prazer.
Referi-te que o que me fazes sentir, é que - com o teu toque - todas as sensações e sentimento que tenho por ti, se alocam automaticamente sob a forma de prazer intenso, ao ponto de me deixares zonza, dormente, extasiada mesmo antes do êxtase consumado.
Contigo o meu corpo ganha vida, o cérebro desliga, o coração comanda. Contorce-se e roça-se em ti, para te sentir com subtileza, de modo a nos deixar como vulcões em erupção. Compreendes cada movimento do meu corpo, cada espasmo, cada gemido. Acompanhas-me numa sinfonia louca, mas bem dirigida. Encaixas em mim como uma luva feita à medida. Realmente como diz o escritor, perco a noção da minha anatomia sempre que penso e estou contigo... sou toda coração.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tattooed

Tatuaste a minha alma. Acordo a pensar em ti, trago-te no peito todo o dia até adormecer. Sonho contigo. Anseio por cada toque teu, sempre delicado, apreciativo. Agrada-me o silêncio com que comunicamos, um simples olhar diz-nos tanto...
Tenho fome, sede de ti. Cada dia um pouco mais. Deliro ao pensar na tua língua a passar suavemente pelos meus lábios, a forma como exploras cada recanto do meu corpo, cada curva, cada centímetro de pele. Fico desorientada sempre que me assaltam memórias recentes, sempre que recordo cada toque, cada palavra, cada gesto teu. Viciante, eu? Estás tatuado na minha alma, impossível viver sem ti agora.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Up Side Down

Entraste na minha vida por um acaso, envolveste-me, desejaste-me, cativaste-me, derrubaste as maiores barreiras por mim criadas e viraste tudo do avesso. Quero-te, já! Vejo-me enleada em pensamentos travessos, passo rapidamente do ponto rebuçado para um estado de ebulição de pura calamidade. Sinto-me perdida, sem posição, sem palavras, sem acção e em simultâneo tão activa que mal me contenho quieta.
Desejo o teu cheiro, a tua voz, o teu toque, o beijo, a mordida, a parede, a cama. Desejo as roupas caídas ao acaso, sem cuidado, não importam. Desejo o teu desejo por mim, aqui, ali, não interessa. Quero-te, já! A minha língua na tua, mãos trancadas por dedos entrelaçados, toques, sussurros e gemidos impossíveis de conter. Quero tudo do avesso, de pernas para o ar, quero sentir o máximo dos máximos tão complicado já de si de suportar. Quero a paz, a calma seguinte, o toque como uma suave brisa, como uma pena de gaivota que passa na pele, o adormecer reconfortante no teu calor. Quero-te, já! Vira-me do avesso, agora, hoje e sempre.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tender passion

Perdi-me no som da tua voz, no cheiro da tua pele, na sensação do teu toque, no doce do teu beijo, no brilho do teu olhar, na suavidade do teu sorriso. Cativas a minha atenção, mantens-me a sorrir enquanto bebo as tuas palavras.
Gosto-te. Simplesmente porque sim. Fazes-me pensar que talvez nem tudo seja como sempre pensei que fosse. Fazes-me querer mudar as minhas próprias directrizes de vida. Quero conhecer-te mais, tocar-te mais, ouvir-te mais. Quero que me faças acreditar que é possível.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Wondering in Wonderland

Levas-me a ficar aluada, de pensamento distante com a alma elevada por inúmeras borboletas. Este Carnaval promete um sabor especial e sendo contraditório, sem máscaras. Sem surpresas. Expectativas? Muitas. Mas expectativas boas, aquelas que nos fazem cócegas por dentro à medida que se sente um calor morno a aflorar-nos a pele. Já te disse que gosto do teu olhar? Terno e duro ao mesmo mesmo. Gosto do desenho das tuas sobrancelhas. Fantasio constantemente com o teu toque a electrificar-me a pele, aquele murmurinho de um coração acelerado, a face a ficar ruborizada... Sinto aquela confiança que se conquista a pouco e pouco, de menina pequena e insegura e ao mesmo tempo mulher sensual e sedutora. Fico tonta com estas sensações vertiginosas, opostas mas que se complementam. Só me apetece fechar os olhos, permitir que este calor me assole corpo e alma e deixar-me levar. Nada de vôos, quero apenas flutuar ao sabor de uma maré calma e sustentada. Quero tocar no teu rosto. Quero ver o teu sorriso num silêncio com tantas palavras nele inscritas. Sonho acordada, com uma noite de Carnaval, no meu país das maravilhas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Concretizações?

Rendemo-nos a memórias passadas, a desejos nunca concretizados, a um querer ter sem ter nunca tido. Um beijo feroz, uma vontade adormecida, um deslize de alça, um recosto para trás e mente apagada de realidades. O desejo toma conta, a temperatura aquece, o toque electrifica, a respiração acelerada anuncia o que nos vai na alma. As nossas confidências fazem com que o entendimento seja uma sinfonia perfeita, o riso, as palavras, a pele arrepiada, o à vontade como se não fosse algo novo, mas com toda a energia de uma novidade.
Nada nos prende, nada nos demove. Agarramo-nos às nossas decisões com unhas e dentes. Não há "até amanhã", nem o "ligo-te depois". Há apenas um momento parado no tempo que passa a ocupar um pedacinho da nossa memória. As suposições caem por terra, a fasquia elevada deixa de existir, para o bem ou para o mal. Há apenas a concretização de um desejo escondido há muito. Resultou bem? Para mim, sem dúvida. Ah! E sim, adoro provocar-te.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Passion is Bliss

"I've disappeared from myself and my attributes, I am present only for you. I've forgotten all my learnings, but from knowing you I've become a scholar. I've lost all my strength, but from your power I am able. I love myself... I love you. I love you... I love myself. I desire you more than food or drink. My body, my senses, my mind, hunger for your taste. I can sense your presence in my heart, although you belong to all the world. I wait with silent passion for one gesture, one glance... from you."

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Wisper

Consegues ouvir o sussurro como uma brisa a percorrer-te a espinha? Consegues sentir o toque dos meus dedos na tua pele como o suave toque da seda? Ainda que ausente, sinto a tua presença todos os dias, os risos, os toques, as palavras, a troca de olhares. Relembro o teu olhar sedutor, o teu sorriso travesso, a mão no bolso, o "boa tarde" sussurrado, o levantar do meu vestido, a parede fria, o beijo quente, a respiração a acelerar, os gemidos que anunciam...
Preciso sentir o teu corpo colado ao meu novamente, com o cheiro suave de morango, com os saltos altos, a ausência de lingerie num qualquer jantar. Necessito de sentir novamente o aroma da tua pele, sentir a electricidade no ar, a paixão que sobe pelo beijo roubado que não queria dar.
Saio do duche quente, com a pele envolta em vapor, cabelos de ouro molhados e perfume suave que não é o teu. Mas não anseio a tua chegada... prefiro o doce das minhas utopias, ao toque frio e sem sabor das tuas realidades. Pediste-me para te deixar entrar, mas até agora não te anunciaste à porta do meu palácio.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Silence

Dizem que o silêncio é mais atordoante que as próprias palavras. E é verdade. O silêncio tem a capacidade de nos prender movimentos, de nos endiabrar as ideias, de nos fazer fantasiar devido à ausência das palavras, do som.
Estou recolhida no meu palácio, em silêncio profundo como no fundo de um oceano. Aguardo o que não devo e trato com desdém tudo o que me é dado de bandeja. No vasto murmúrio do meu silêncio, invadem-me imagens, sussurros, risos que ecoam nos recantos da minha memória. Invadem-me sombras, dúvidas, questões na incerteza do que irá ainda acontecer. Fico recolhida no meu silêncio, com as minhas dúbias inquietudes, sem tomar decisão alguma.
Fazes-me falta. Perco o norte sem a tua presença, sem a tua voz, o teu toque. Como sinto falta do teu riso...! Das palavras antes tão proferidas e agora tão ausentes.
As palavras, assim como o silêncio, têm um poder avassalador. Por favor, utiliza-as - assim como ao silêncio - com sensatez. Shhhh... estou silenciosa, mas ainda cá estou.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Chapeleiro

Quem és, Chapeleiro. E porque te escondes no anonimato? O que tanto te provoca a ira no coelho apressado de relógio na mão, sempre ansioso? Serão os seus dizeres, que poderiam ser os teus? Ou os seus desejos que não consegues exprimir? Será a sua vontade avassaladora e ansiosa, que te coloca imóvel? Porque não te assumes, silencioso anónimo, um voyer da minha escrita. Que capta imagens na alma com retoques de palavras conduzidas para um êxtase perfeito. Diz-me o que te irrita, te tira do sério. Dá-me a conhecer as tuas vontades e desejos. Quem sabe te deixo fotografar a minha alma, mas de forma identificada. Chapeleiro, chapeleiro... aparece. Where ever you are...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Tic... tac...

Estranho querer este, que me invade a alma, que se revela no corpo em jeito de desejo. Estranho querer este, que continua a excitar-me indo contra a própria razão. Estranho querer este, que aguarda pelo prometido jantar, pela conversa sedutora, pelo toque subtil, pelo sorriso em êxtase disfarçado. Estranho querer este, onde se bebe um copo de um bom vinho, onde se sussurram vontades. Estranho querer este, que me impele a cometer loucuras, a ser insana mesmo quando a razão me alerta para o que pode vir a seguir. Estranho querer este, por ti, que me faz aguardar pela noite que há-de chegar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Passion flames

As tuas palavras deixam-me acesa, incendiada. Sinto o desejo a percorrer-me o corpo num arrepio provocador. Que fossem as tuas mãos a tocarem-me, a pegar fogo à minha pele e à minha alma, em que gemidos e suspiros deixam transparecer o que sinto e desejo. Quero o prazer que me dás, quero a tua língua na minha, as tuas mãos a envolverem-me o corpo, quero-te unido a mim, numa fusão de paixão crescente, quente, ardente.Faz-me renascer das cinzas, emergir deste pó cinzento e sem vida, leva-me ao sol, ao seu calor, à sua luz, ao seu fogo. Prende-me a ti e faz-me voar... outra vez.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Desire

À medida que me toco, lembro e relembro toques, desejos, beijos, sussurros, gemidos. Sinto o meu prazer escorrer-me nos dedos questionando-me quando te terei rendido a mim, deslizando pela minha pele de seda, descobrindo cada recanto arrepiado de prazer mas incendiado de desejo por dentro.
Quero ficar em cima de ti, beijar-te o tronco definido e depilado. Quero entrelaçar os meus dedos nos teus impedindo-te de me tocares, para apenas gozares. Quero ouvir-te gemer, quero ver-te contorceres-te de prazer, quero que sussurres o meu nome num ímpeto de desespero de prazer soberbo.
Quero que sintas depois todo o prazer que desliza por mim, ávido de te envolver, a tua língua, o teu sexo. Quero o beijo que não consigo sentir agora, apenas desejá-lo. Quero voltar a sentir-te bem fundo, sentir-te controlar o pulsar eminente do êxtase.
Quero-te devagar e terno, acelerado e forte, quero o teu prazer que me dá tanto prazer de todas as formas. Quero o êxtase conjunto, que sinto agora sozinha, apenas por pensar em ti.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ladies Night

Hoje será ladies night. Irei tentar abstrair-me de ti, tentar tirar-te do pensamento, deixar de pensar no teu toque, no teu sussurro, no teu beijo. Irei deixar de ouvir os meus boleros que me transportam directamente a ti. Irei permitir que a minha febre acalme, que a minha inquietação em te ver sossegue, que a imagem das tuas mãos no meu corpo desvaneça. Irei beber um vinho, saboreá-lo e desejar que penses em mim da mesma forma como penso em ti. Inquietas-me, fazes-me falta. E logicamente, engano-me a mim mesma, quando digo que não vou pensar em ti. Acompanhas-me em cada minuto do meu dia, da minha noite. Desejo tocar-te e corresponder as nossas palavras a actos concretos. Quero entrelaçar os meus dedos nos teus e saber que por momentos serás todo e apenas meu. Quero a noite tórrida de Verão neste Inverno gelado, quero-te a ti.
Mas hoje não. Hoje será ladies night.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Slow motion

O tempo passa devagar quando não estás. Arrasto-me nas horas que parecem dias de forma mecanizada, programada. Sinto falta que me dispas com os olhos, com as mãos, que me dispas a alma tão enevoada como o próprio tempo.
Quero as tuas palavras, as nossas estórias, quero sentir o teu calor, o doce nos meus lábios como um suave chocolate francês. Quero a cidade de Lisboa arrebatada por nós, com os nossos sussurros, os nossos risos a ecoar pelos recantos.
Onde estás, porque demoras? Desejo-te na pressa de emergir da apatia, que injectes adrenalina no meu ser, quero sonhar que estou nos teus braços, acordar e ter o prazer de sentir o teu calor e constatar que não é apenas um sonho.
Quero subir para lá das nuvens e absorver o sol em toda a sua plenitude, quero que me faças voar até lá. Recarrega-me baterias, apenas e somente para as descarregar contigo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Praia

Sinto-te nessa praia deserta. Gaivotas voam cantando e vão pousando no areal ao longe. Cria-se uma neblina ténue tornando a luminosidade do sol num lusco fusco utópico, surreal. A brisa fria percorre-me o corpo, eriça-me a pele enquanto abraço as pernas sentada na areia.
Vejo-te por fim, de passo firme e decidido, de casaco que seguras por cima do ombro atirado para trás. Sorris e sorrio para ti. Sentas-te do meu lado e cobres-me os ombros com o teu casaco. Fico aconchegada no teu abraço forte e quente e dás-me um beijo sumido nos lábios. Olhas-me de alto a baixo e entendes o porquê do meu desconforto. Trago um vestido de linho branco de alças finas apenas cintado abaixo do peito. Cai-me até aos pés com folhos nas pontas onde deixa ver, por entre a areia, a minha pulseira de prata fina no tornozelo. Tocas nela e vais descendo, massajando-me os pés numa carícia morna.
Sem pensares muito, pegas em galhos secos caídos nas dunas e crias uma pequena fogueira. Ficamos juntos lado a lado, a conversar, com a pele dourada sob o alaranjado das chamas, enquanto o sol vai saindo de cena envergonhado. Percorro cada linha do teu rosto com o meu olhar, retendo cada pormenor na minha memória. Quero-te guardado na minha alma, sempre. Passo-te um dedo pelos lábios e retribuis-me com um beijo e um sorriso. Afastas a minha mão, puxas-me para ti e sussurras-me ao ouvido: “Depois de tudo exorcizado, levo-te daqui, tomarás um banho quente, preparar-te-ás da forma maravilhosa com que sempre o fazes, irás vestir algo mais acetinado, calçar algo mais sexy, colocarás no pulso algo que te irei dar, e vamos jantar num local calmo, requintado, apenas ao som de piano.” – E assim te levantas, puxas por mim, abraças-me fortemente e vamos de mãos dadas para o carro, para essa noite que tanto promete.
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