sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Remember?

Sinto falta destes dias. Onde nada além do que sentíamos interessava. Relembro palavras, passagens no Metro com Gotan Project de fundo. Sorrisos e ansiedades. Receios e inseguranças. O doce e quente prazer de procurar e ser procurado. Um café à noite, um chá pela manhã. A naturalidade da fluidez das palavras, o conforto existente através de um toque quente. Quase que dói, desejar de volta com tanta intensidade esses dias.
Perdemo-nos em rotinas, quotidianos, esqueceu-se a paixão, a pequena surpresa, o desejo, o sorriso. Amamos porque faz sentido? Ou porque fica bem? Porque as nossas almas há muito que planearam este encontro de corpos? Ou porque a preguiça assim o obriga?
Onde ficou o amor demonstrado, em qualquer lugar, sem vergonhas? Onde ficaram as pequenas e saborosas surpresas?
Tudo me parece longe, tempos idos, sonhos que se desvaneceram. Deixou de haver a tulipa, a carta, o grito na rua, a dança no supermercado, o sorriso escondido no café, o toque subtil no carro, a ansiedade demonstrada, o desejo por consumar, a confiança na estabilidade, a conquista. Tudo agora parece o certo, o consumado, o garantido. Tudo agora está aborrecido, porque assim tem de ser, porque tudo muda. Onde está a paixão, o prazer de conquistar a cada dia? Desapareceu o inesperado bom, o brilho no olhar, a sensação de ser amado com intensidade. Tudo parece já não como um bem, mas como um mal necessário e adquirido...

Tudo isto me lembra um grande navio impossível de afundar, um Titanic.

Vamo-nos ficar no gelo, ou entramos num salva-vidas?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Your body is a Wonderland


Saudades.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Momentos

A Vida é feita de momentos. Que duram o que duram. Que deixam saudade - ou assim esperamos. Não existe mais o conto de fadas de felizes para todo o sempre.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Same old

Espreguiço-me, embora não pelos motivos que ambos conhecemos. Espreguiço-me ao deixar fluir para fora de mim toda esta inércia, esta apatia, esta letargia que se apoderou de mim. Espreguiço-me para que outros sentimentos tomem lugar, o meu brilho, o meu sorriso, a minha energia, a minha determinação.
Sim, sou bastante determinada. Traço objectivos com frequência já que, correndo o risco de não haver ninguém do meu lado, vão ser essas pequenas vitórias que me vão dar energia para continuar. Para querer, desejar mais e melhor para mim.
"O que um não quer, dois não fazem" - Foi das expressões por ti proferidas que mais me marcaram e de facto concordo plenamente. Isto de remar constantemente contra a maré é cansativo, aborrecido e não leva a lugar algum. Por isso deixo de o fazer. Sim, desisto. Não detecto em ti a mesma importância que atribuo ao mesmo assunto, à mesma situação. Detecto aliás extremos opostos e... não quero isso para mim.
Posso chorar, gritar, desfalecer, mas se há alguém habituada a isso - não duvides - sou eu. "Bate forte, mas passa depressa" disse-me alguém outrora. No meu caso além de bater forte, passa horrivelmente devagar, mas não me derruba. Nada nem ninguém me derruba. Sou como aquelas frases feitas de Facebook "Algo frágil parte facilmente, mas também corta" ou "Derrubaste-me? Então antes que eu me levante, começa a correr". A mágoa é atroz, mas também faculta uma força imensa. E já que preferes ficar resguardado para te protegeres do que tu mesmo provocas em vez de provares o que realmente vale a pena, que assim seja.
Eu nada te tenho a provar, sabes de tudo. E nada tenho a relembrar, pelo que ficarei no silêncio. Sim, podes reclamar, ameaçar à vontade. Tanta vez o fazes, que começo a ficar imune. És como uma vacina, vírus e antídoto juntos = imunidade. Estarei por aqui, mais concentrada no meu trabalho, mais empenhada no meu palácio e na minha descendência. Irei ouvir a minha música, dançar com ela, rir muito. Irei retomar a arte nas minhas mãos, já que deixei tanta coisa para trás em vão. Já que abdiquei de coisas vitais à minha sobrevivência e agora terei de passar sem elas, a bem ou a mal.
A culpa não é tua porém. Regressei aos meus tempos primordiais de Alice menina, que caiu num mundo de fantasia. Mas agora acordei e regresso lentamente à realidade crua. Nada de comparações ou sacos comuns. O julgamento é feito de forma simples e sucinta. Julgadas muitas palavras, poucas acções, demasiadas mágoas e ausências, poucos sorrisos e presenças. Nada mais.
O sol brilha novamente amanhã, mesmo que escondido pelas nuvens. E quando estas dissiparem, cá estarei eu a absorver toda a sua energia, a sorrir de olhos fechados e rosto sereno, com os meus cabelos de ouro a esvoaçarem com a brisa suave do final de Primavera.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Boa memória e os seus dissabores

Enquanto caminho pela praia, penso em tudo o que fomos, o que dissemos, o que prometemos e o que já fizemos ou ficámos por fazer. Logicamente, sei bem que temos momentos que deveriam ser eternos, porque te amo, porque me sinto bem contigo, porque temos tanta cumplicidade juntos. Infelizmente, a boa memória faz com que se relembrem situações menos boas, aquelas que ferem, magoam, as que por mais que se queira, são impossíveis igualmente de esquecer.
Palavras, palavras... tão lindas de ouvir, tão lindas de ler, mas mais importante, maravilhosas quando realizadas. Se exijo muito? Talvez... contento-me sempre e apenas com o que julgo ser melhor para mim e isso falhando, não estando nas minhas mãos para o mudar, torna-se a pouco e pouco algo que incomoda, perturba.
Ainda há pouco me disseram "Tens andado tão em baixo ultimamente..." - Pois tenho. A minha determinação de nada vale na actualidade e o sentimento de impotência deixa-me assim, apática, triste, estagnada no tempo.
A brisa do mar arrepia-me, a humidade penetra na minha pele anunciando uma noite fresca, relembrando que são horas de regressar. Parto em direcção ao carro, com a sensação que, desta vez, nada o mar levou embora da minha mente. Sinto a areia fria nos meus pés, com a esperança que o que me atormenta se estilhasse em grãos de areia, mas em vão. Chego ao carro e, sentada no banco sacudindo a areia teimosa dos pés, chego à conclusão que vou continuar a sentir-me assim por tempo indeterminado e que, o que realmente me incomoda, é andar a perder tanto tempo com o que nunca esteve de facto nas minhas mãos. Apercebo-me que, talvez não atribuindo tanta importância ao que me incomoda, talvez deixe de incomodar tanto. No entanto, há sempre o risco de deixar de incomodar... ou de fazer sentido.
Preciso do meu humor, da minha determinação, da minha força, da minha vontade, da minha gargalhada e do brilho no meu olhar, preciso regressar à Terra, deixar mundos e ideias de sonho que a nada levam.
Ligo o carro e ponho-me a caminho, mas reparo que estou perdida. Alguém me consegue encontrar?

domingo, 27 de maio de 2012

Perdida

Estou perdida num limbo doloroso, sem saber em que direcção seguir. Se por um lado te amo e não faz sentido que me afaste de quem amo, por outro lado, não faz sentido igualmente sentir receio de falar abertamente contigo (quando sempre foi algo que gostei no nosso relacionamento), ou de andar em constante angustia por não saber como agir.
Uma relação é para supostamente duas pessoas estarem bem, não para uma estar em constante sofrimento, angustiada ou receosa. Não quero, não sei viver assim, não sou assim. Estou sem forças para esta batalha na minha mente, se devo falar ou não, se devo expressar ou não, se devo viver ou não, se devo deixar andar ou não.
Quem sou eu que não me reconheço?! Onde me perdi no meio de tudo isto? Não sei quem sou. A Alice segura, decidida, determinada, está a desvanecer-se a passos largos numa menina assustada. Onde fiquei?
Cansada de me sentir sempre exausta, sem nunca conseguir entender o que é certo e errado. Onde me pergunto por tudo quando nunca fui de perguntar e sim de viver. Quero-me de volta, egoísta a pensar primeiro em mim e depois nos outros. Quero o meu regresso, onde não me sinto dependente de ninguém. Quero o meu eu, a minha força de vida, a minha vitalidade. Quero encontrar-me novamente.

sábado, 26 de maio de 2012

Flash

Flash, momento em que nos transportamos para algo no passado. Em que recordamos algo, bom ou mau, Opto mais por recordar o bom, até porque para mau poderemos ter vivências actuais. Relembro as tuas palavras, os teus toques, a tua sedução. Relembro o beijo, o sussurro, o gemido. A temperatura corporal a subir, a junção de pele com pele, dois corpos tornarem-se num só.
A tua provocação que me deixa virada do avesso, de sorriso travesso, o teu olhar que percorre cada centímetro meu. Fico ansiosa por te ver,  por sentir aquele baque no peito pela antecipação do desejo que me provocas. Querer realizar qualquer fantasia contigo, sentir-me excitada apenas ao pensar em ti. O Mundo desaparece quando estou contigo. Ficamos apenas nós, o nosso desejo, o nosso sorriso. Tudo mais desaparece num flash até ao êxtase do momento em que nos consumimos por inteiro, onde suores e fluidos se juntam em uníssono com a nossa paixão devorada. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Balanço


O que deveria ser um bom cálice de tinto, numa boa companhia, música ambiente e conversa agradável, está lentamente a fragmentar-se... Afasta-nos do líquido aveludado, do sabor único. 
É necessária a mudança... por enquanto mantém-se apenas fragmentado, quando se estilhaçar, não existirá como retomar a forma original. Perder-se-á o cálice, o tinto e tudo o que se viveu. Sou uma crente no entanto, ainda acredito...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Viver é etc...

Viver é etecetera. Viver é rir, chorar, gritar, conversar, amar, sentir frio, calor. É ter, é desejar, é acreditar. Olho através da janela do meu palácio, sinto o sol deste fim de tarde que me aquece a pele, sinto aquela estranha sensação no peito, que nunca se sabe ao certo se é bom ou mau. Preparo-me para sair e para te encarar, com toda a mágoa, desejo e sentimento que te tenho. Até já... 

sábado, 14 de abril de 2012

Tender

Necessito de te tocar. Sentir o teu rosto na palma da minha mão. Necessito de deixar rolar as lágrimas teimosas que insistem em ficar escondidas. Preciso por demais, confirmar que o meu chão não fugiu, que tudo permanece calmo após a tempestade e sem grandes estragos.
Agarro-me ao único objecto que tenho com o teu cheiro, mas nem isso me acalma nem me faz sentir a tua presença... ou melhor, calma estou. Presa numa inércia ausente de emoções.
Nada disto devia ter acontecido... O nosso mar agitou-se provocando ondas enormes que nos levou de encontro às rochas. E ainda me questiono... existe o Nós? Alguma vez existiu? Percorro todo o meu palácio, entro em cada recanto, busco memórias da tua presença, relembro palavras proferidas, gestos realizados, olhares trocados.
Onde estás? Estou aprisionada na sensação que sonhos e planos ficaram adiados como que suspensos no tempo, onde uma cruel realidade se impôs entre nós... tenho de te ter nos meus braços, ouvir-te dizer-me baixinho que nada se alterou, que tudo continua no seu percurso natural. Tenho de sentir o calor do teu abraço, mais do que sentir o teu beijo. Tenho de sentir a solidez do teu abraço, mais do que sentir o teu desejo. Tenho de sentir o teu amor, mais do que a tua paixão. Quero o doce, o calmo, a plenitude da nossa estabilidade... inabalável mesmo após a tempestade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Reencontros

Cada reencontro contigo é um misto de emoções. É o sorriso ao ver-te fazer a última curva, é o brilho no olhar quando te vejo a caminhar na minha direcção com um sorriso impossível de conter, é o abraço forte que nos completa nesse preciso instante, em que nos perdemos nos braços um do outro, absortos nos nossos pensamentos idênticos... Senti a tua falta. E ainda agora, passada pouco mais de uma hora, já os pulmões tendem a fechar, a aguardar impacientemente pelo instante que te terei nos meus braços novamente.
Não resisti em tirar aquelas fotos, em sentir o teu cheiro em todo o meu corpo, ao saber que o teu coração iria acelerar no preciso instante em que as começasses a visualizar. Em cada foto, senti-te bem perto de mim, os teus braços enlaçados na minha cintura, a tua respiração no meu ouvido, a minha pele arrepiada por puro prazer pela brisa amena do teu sussurro...
Ver-te tão aceite na minha vida delicia-me, as brincadeiras, as gargalhadas... Ainda não atingimos a perfeição dos quatro, mas não me parece que estejamos longe.
Amo-te por todas as razões e mais uma... sábias palavras de Joaquim Pessoa... amo-te por tudo o que és, o que não és e o que ambicionas ser. Anseio por ti, em ter-te comigo, na suite do meu palácio, perdido em carícias dadas pela passagem das minhas mãos no teu corpo, a delirar de pele arrepiada sempre que a minha língua te toca...
Anseio em fechar os olhos e entregar-me de corpo e alma a ti, onde redescobres cada recanto meu, onde sinto o calor das tuas mãos a deslizarem por mim, onde quase perco os sentidos quando a tua língua me toca.
Restam-me estes flash's em memórias recentes, onde te reencontro na minha mente, nos meus sonhos, até poder finalmente abraçar-te de novo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Metamorfose

A minha ansiedade cresce a cada minuto que se arrasta no tempo... Conto cada segundo de forma decrescente para poder finalmente ver o teu olhar, o teu sorriso, sentir o calor que emanas do teu corpo e que me aquece a alma. Sei que irei estar a chegar e hei-de sorrir a olhar para aquele rio. Sei que assim que o meu olhar te encontrar, mesmo que ainda distantes, vais derreter qualquer réstia de gelo que traga em mim.
A saudade aperta, mesmo após alguns minutos de ausência... e durante esta ausência prolongada apenas te trago no pensamento. Escuto-te a voz, oiço a tua gargalhada, o teu sussurro... consigo ver o teu rosto, o brilho do teu olhar, consigo sentir o calor do teu toque...
Transformaste a Alice, uma mulher desprendida de envolvimentos emocionais, numa menina protegida nos teus braços, que anseia por todo o amor e carinho que tens para lhe oferecer... numa menina travessa, ansiosa de te prender as mãos e te fazer delirar com o seu toque... numa menina pestinha, desejosa de te trancar entre pernas e gemidos que te levam ao rubro de pleno êxtase...
Sim, transformaste a Alice, uma mulher fria e apenas com desejos carnais, numa menina-mulher completa, amada e capaz de amar. Ainda longe da perfeição com os seus receios no desconhecido, mas que ainda assim caminha segura de venda no rosto, confiante no que lhe transmites.
Contigo caminho de mãos dadas, onde quer que o nosso caminho nos leve... amo-te e neste momento, apenas anseio pelo calor do teu abraço. Tudo o resto é secundário, tudo o resto pode parar no tempo...

Atrocious

O que é o amor se não um pau de dois bicos? Sinto-me amada, protegida, mas ao mesmo tempo e em situação de discórdia, qualquer coisa que me digas provoca-me uma dor atroz que me chega aos ossos...
Amo-te, não de uma forma que jamais pensei voltar a sentir, pois o que sinto por ti vai além do que já senti no passado. É algo novo que me desarmou qualquer defesa, deixando-me vulnerável a tudo de bom e de mau. Quando estamos bem (e felizmente é 99% do tempo), o que sinto é maravilhoso... sinto-me calma, protegida, amada,feliz, tranquila. Temos um entendimento quase para lá do perfeito. Incendeias-me apenas com o toque da tua língua nos meus lábios, com a passagem da tua mão na minha pele, com o encaixe perfeito com que unimos os corpos. Contigo saboreio o êxtase, só o teu sussurro no meu ouvido me faz arrepiar a pele e os meus joelhos quererem falhar.
Desejo-te. Não apenas fisicamente. Como referes, o nosso envolvimento físico é apenas um complemento ao que sentimos. Anseio por ti, sinto a tua falta no instante seguinte ao deixar de te ver. Não... impossível desejar-te apenas por físico, sexo. Contigo perco noção das horas apenas a conversar acerca de banalidades do dia-a-dia, sem considerar que perdemos tempo em conversa fiada. O sentimento de perda apenas existe quando não estás presente. Fico desorientada, sem parte de mim. Parece que um dos meus pulmões falha no meu respirar, parece que fica um vácuo no seu lugar...
E, quando o pior acontece, quando não te tenho junto a mim e acontece um desentendimento, deixo simplesmente de funcionar. Os pulmões falham, o coração pára, as pernas não querem andar nem a boca consegue falar. Escorrem-me lágrimas no rosto, que a dor solta de modo a ser ligeiramente aliviada, sinto um grito mudo a querer formar-se, impedido por um nó na garganta...
Este desconhecido assusta-me. Este sentimento avassalador, que me transforma em "toda coração". Não quero sentir o receio de te perder, mesmo que seja totalmente infundado. Não quero guardar o bom do meu coração por dentro, deixando apenas o mau das minhas defesas cá fora.
Quero a aliança contigo construída, a parceria inabalável que temos mutuamente, quero a base sólida que construímos. Quero a ausência desta dor atroz que me consome em lágrimas até à exaustão emocional.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conta Comigo Sempre

"Conta comigo sempre. Desde a sílaba inicial até à última gota de sangue. Venho do silêncio incerto do poema e sou, umas vezes constelação e outras vezes árvore, tantas vezes equilíbrio, outras tantas tempestade. A nossa memória é um mistério, recordo-me de uma música maravilhosa que nunca ouvi, na qual consigo distinguir com clareza as flautas, os violinos, o oboé.
O sonho é, e será sempre e apenas, dos vivos, dos que mastigam o pão amadurecido da dúvida e a carne deslumbrada das pupilas. Estou entre vazios e plenitudes, encho as mãos com uma fragilidade que é um pássaro sábio e distraído que se aninha no coração e se alimenta de amor, esse amor acima do desejo, bem acima do sofrimento.
Conta comigo sempre. Piso as mesmas pedras que tu pisas, ergo-me da face da mesma moeda em que te reconheço, contigo quero festejar dias antigos e os dias que hão-de vir, contigo repartirei também a minha fome mas, e sobretudo, repartirei até o que é indivisível. Tu sabes onde estou.
Sabes como me chamo. Estarei presente quando já mais ninguém estiver contigo, quando chegar a hora decisiva e não encontrares mais esperança, quando a tua antiga coragem vacilar. Caminharei a teu lado. Haverá, decerto, algumas flores derrubadas, mas haverá igualmente um sol limpo que interrogará as tuas mãos e que te ajudará a encontrar, entre as respostas possíveis, as mais humildes, quero eu dizer, as mais sábias e as mais livres.
Conta comigo. Sempre. "

segunda-feira, 26 de março de 2012

Heart

Contigo tudo é simples. Perdemos noção do tempo em conversas prolongadas de tudo e de nada. Conversamos, sorrimos, sussurramos. Até que se vira o jogo. Um toque meu, um toque teu. Temos dois corpos incendiados em prazer.
Referi-te que o que me fazes sentir, é que - com o teu toque - todas as sensações e sentimento que tenho por ti, se alocam automaticamente sob a forma de prazer intenso, ao ponto de me deixares zonza, dormente, extasiada mesmo antes do êxtase consumado.
Contigo o meu corpo ganha vida, o cérebro desliga, o coração comanda. Contorce-se e roça-se em ti, para te sentir com subtileza, de modo a nos deixar como vulcões em erupção. Compreendes cada movimento do meu corpo, cada espasmo, cada gemido. Acompanhas-me numa sinfonia louca, mas bem dirigida. Encaixas em mim como uma luva feita à medida. Realmente como diz o escritor, perco a noção da minha anatomia sempre que penso e estou contigo... sou toda coração.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tattooed

Tatuaste a minha alma. Acordo a pensar em ti, trago-te no peito todo o dia até adormecer. Sonho contigo. Anseio por cada toque teu, sempre delicado, apreciativo. Agrada-me o silêncio com que comunicamos, um simples olhar diz-nos tanto...
Tenho fome, sede de ti. Cada dia um pouco mais. Deliro ao pensar na tua língua a passar suavemente pelos meus lábios, a forma como exploras cada recanto do meu corpo, cada curva, cada centímetro de pele. Fico desorientada sempre que me assaltam memórias recentes, sempre que recordo cada toque, cada palavra, cada gesto teu. Viciante, eu? Estás tatuado na minha alma, impossível viver sem ti agora.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Up Side Down

Entraste na minha vida por um acaso, envolveste-me, desejaste-me, cativaste-me, derrubaste as maiores barreiras por mim criadas e viraste tudo do avesso. Quero-te, já! Vejo-me enleada em pensamentos travessos, passo rapidamente do ponto rebuçado para um estado de ebulição de pura calamidade. Sinto-me perdida, sem posição, sem palavras, sem acção e em simultâneo tão activa que mal me contenho quieta.
Desejo o teu cheiro, a tua voz, o teu toque, o beijo, a mordida, a parede, a cama. Desejo as roupas caídas ao acaso, sem cuidado, não importam. Desejo o teu desejo por mim, aqui, ali, não interessa. Quero-te, já! A minha língua na tua, mãos trancadas por dedos entrelaçados, toques, sussurros e gemidos impossíveis de conter. Quero tudo do avesso, de pernas para o ar, quero sentir o máximo dos máximos tão complicado já de si de suportar. Quero a paz, a calma seguinte, o toque como uma suave brisa, como uma pena de gaivota que passa na pele, o adormecer reconfortante no teu calor. Quero-te, já! Vira-me do avesso, agora, hoje e sempre.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tender passion

Perdi-me no som da tua voz, no cheiro da tua pele, na sensação do teu toque, no doce do teu beijo, no brilho do teu olhar, na suavidade do teu sorriso. Cativas a minha atenção, mantens-me a sorrir enquanto bebo as tuas palavras.
Gosto-te. Simplesmente porque sim. Fazes-me pensar que talvez nem tudo seja como sempre pensei que fosse. Fazes-me querer mudar as minhas próprias directrizes de vida. Quero conhecer-te mais, tocar-te mais, ouvir-te mais. Quero que me faças acreditar que é possível.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Wondering in Wonderland

Levas-me a ficar aluada, de pensamento distante com a alma elevada por inúmeras borboletas. Este Carnaval promete um sabor especial e sendo contraditório, sem máscaras. Sem surpresas. Expectativas? Muitas. Mas expectativas boas, aquelas que nos fazem cócegas por dentro à medida que se sente um calor morno a aflorar-nos a pele. Já te disse que gosto do teu olhar? Terno e duro ao mesmo mesmo. Gosto do desenho das tuas sobrancelhas. Fantasio constantemente com o teu toque a electrificar-me a pele, aquele murmurinho de um coração acelerado, a face a ficar ruborizada... Sinto aquela confiança que se conquista a pouco e pouco, de menina pequena e insegura e ao mesmo tempo mulher sensual e sedutora. Fico tonta com estas sensações vertiginosas, opostas mas que se complementam. Só me apetece fechar os olhos, permitir que este calor me assole corpo e alma e deixar-me levar. Nada de vôos, quero apenas flutuar ao sabor de uma maré calma e sustentada. Quero tocar no teu rosto. Quero ver o teu sorriso num silêncio com tantas palavras nele inscritas. Sonho acordada, com uma noite de Carnaval, no meu país das maravilhas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Concretizações?

Rendemo-nos a memórias passadas, a desejos nunca concretizados, a um querer ter sem ter nunca tido. Um beijo feroz, uma vontade adormecida, um deslize de alça, um recosto para trás e mente apagada de realidades. O desejo toma conta, a temperatura aquece, o toque electrifica, a respiração acelerada anuncia o que nos vai na alma. As nossas confidências fazem com que o entendimento seja uma sinfonia perfeita, o riso, as palavras, a pele arrepiada, o à vontade como se não fosse algo novo, mas com toda a energia de uma novidade.
Nada nos prende, nada nos demove. Agarramo-nos às nossas decisões com unhas e dentes. Não há "até amanhã", nem o "ligo-te depois". Há apenas um momento parado no tempo que passa a ocupar um pedacinho da nossa memória. As suposições caem por terra, a fasquia elevada deixa de existir, para o bem ou para o mal. Há apenas a concretização de um desejo escondido há muito. Resultou bem? Para mim, sem dúvida. Ah! E sim, adoro provocar-te.
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