És porto. Um farol silencioso que ilumina sem esforço, sem pressa, sem necessidade de aplausos. Contigo, até a mais simples palavra ganha peso, até o riso mais leve ressoa no fundo do peito. Talvez por isso a nossa primeira conexão tenha surgido em Aveiro, terra do maior farol do país, como se a luz já nos reconhecesse antes de nos vermos. Há uma presença tua que acalma tempestades que eu mesma criei.
Quando estás perto, o mundo parece mais respirável. Não porque mudes tudo à tua volta, mas porque recordas que há constância, que há cuidado, que alguém pode simplesmente estar. És refúgio e certeza sem exigir nada em troca e isso é raridade, é precioso.
Mesmo na distância, sinto-te. Sinto o eco das tuas palavras, das tuas risadas, do teu olhar que compreende sem precisar de perguntas. Há uma energia tua que atravessa qualquer distância, que se aninha nos cantos mais silenciosos do dia e me faz sorrir na minha solitude, lembrando que existe alguém que vê, que sente, que acompanha.
És curiosidade e clareza, calma e constância. Entrego-te pedaços de mim como quem confia o vento à maré, sabendo que encontrarão protecção, respeito, acolhimento. Contigo posso ser inteira, sem máscara, sem receio, sem fronteiras.
E é isso que guardo: a certeza de que, enquanto houver amizade assim, há conforto, há calma. Há alguém que, no meio da minha intensidade, não se afasta, simplesmente permanece. És presença rara, porto seguro e, acima de tudo, luz silenciosa que não cessa de brilhar.


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