sábado, 12 de novembro de 2011

Velvet

A minha preparação faz-se de modo calmo, tranquilo. Espuma perfumada envolve-me o corpo enquanto estou de olhos fechados deliciada com uma musicalidade relaxante. Sinto o vapor quente enquanto saio do meu banho de espuma e cerco o corpo num tecido fofo e macio. Seco os meus cabelos dourados e a minha pele perfumada, enquanto o meu vestido aguarda impaciente na minha cama.
Apareces mais cedo. Tomas-me de assalto à porta sem que eu tenha tido sequer hipótese de colocar qualquer peça de roupa. Apenas existiu tempo de fechar a porta do meu palácio antes de me tomares nos teus braços. O teu beijo é devorador, quente, apaixonado. O teu toque é ansioso, à medida que percorre o meu corpo desnudado. Tiro o teu cinto, abro o botão das tuas calças enquanto me beijas o pescoço, o peito. Levantas-me uma perna e entras em mim de forma fogosa, ardente, apaixonada e provocadora. Deslizas os dedos pelos meus cabelos dourados e olhas-me directamente nos olhos, consumindo-me em simultâneo.
Alimentas-me de adrenalina, pegas-me no colo mesmo ambos sendo um só, ligados por uma paixão crescente. Mantemo-nos em silêncio, o nossos olhares, os toques dizem tudo por nós. Explodimos uma e outra vez e caímos exaustos na cama, mesmo sem sentir a brisa fria do Inverno que se aproxima. Passas-me a mão no rosto, colocas mais uma novidade musical que dita tanto a nosso respeito enquanto fico a sorrir para ti. Passas as mãos pelas minhas pernas, suaves como veludo e vais beijando-me terna e lentamente.
Sinto o peito apertado, a vontade gritante de dizer que te amo, mas mantenho-me silenciosa... Nenhuma palavra representa o que sinto de forma tão perfeita quanto o meu olhar. Sorris enquanto fechas os olhos e percorres todo o meu corpo com os teus lábios... Entendes o que me vai na alma.
Ficas momentaneamente alheado, quando encontras o meu vestido a repousar na minha cama. Pedes-me as mãos para me ergueres. Aprecias-me de alto a baixo e voltas à entrada do meu palácio. Regressas com uma caixa sóbria com um laço de seda e pedes-me para a abrir: - "Esta noite é muito especial, Alice. Quero que uses este presente hoje." - puxo a fita de seda e abro a caixa para afastar o papel suave e fusco do interior. Encontro uma lingerie, acetinada com pormenores em renda e no centro desta, uma caixa pequena em veludo azul escuro. Olho-te interrogativa, mas apenas me respondes com um sorriso e com um olhar encorajador.
Abro-a e fico estonteada. Um fio, muito fino apenas com o infinito no centro, em brilhantes. - "Algo muito simples, mas com um valor que espero ser sentimentalmente incalculável. Realça ainda mais a tua beleza natural, juntamente com o vestido que escolheste para hoje." - Beijas-me os lábios de forma doce e terna enquanto me viras de costas para ti e pedes-me para apanhar o cabelo. Colocas-me o fio à medida que me beijas no pescoço. Toco neste símbolo de infinito, compreendendo que apenas o terei no meu pescoço estando única e apenas contigo. (...)

3 comentários:

Semi-Desconhecido disse...

Hummm, ha aqui certos pormenores que me parecem extremamente familiares... quais serão? ;)

Me disse...

Gostei daqui!
Gostei do texto!

Engraçado o tema wonderland... fiz à pouco um post com ele.




Beijo

Duckman disse...

belo texto.
imagem poderosa

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