Pensando em ti. Naquele sorriso matinal, ao me reconheceres ao longe. Ai, sei lá! Penso em ti e sorrio. Relembro conversas, recordo a tua gargalhada, as trocas de olhares que julguei de maior intensidade apenas da minha parte.
Ai, sei lá! Abro a nossa janela, releio, escrevo, apago. Volto a escrever. Apago novamente. “Será demais? Mas tenho saudades tuas… estarás bem?” E, neste processo, a notificação chega. És tu. Que tola sou, com as minhas conjecturas!
Ai, sei lá! A verdade poderia ser encarada como cruel. Separados por oceanos, quilómetros, anos e culturas, ainda assim, o nosso olhar cruzou-se e reconheceu qualquer coisa no outro. Qual seria a probabilidade de tal acontecer?
Volto a ver aquelas “…” a saltitar. Estás a escrever e eu, ansiosa por te ler. Ai, sei lá! Ver-te, ainda que nesta distância que se tornou quase familiar, fez-me levitar. Senti aquele sorriso tímido, mas com coragem.
Tão bom ver-te!
Ai, sei lá!
Tenho saudades tuas.


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