sexta-feira, 14 de maio de 2010

Green Wine


Esse vinho que inebria os sentidos e nos torna leves. Recordo-me de ti quando olho para uma garrafa de Aveleda, frutada ou mais seca. Recordo cada momento nosso, 2 anos de loucura. Toques continuados na campainha do meu palácio e já fora de horas. Sorria, eras tu. Conheceste todos os cantos do meu palácio e fazias-me rir... tanto! Juntava as garrafas num armário, lembrando cada dia (ou cada noite) que as trouxeste. Mimavas-me com chocolates, com palavras tontas para me dares um sorriso. Foste o tal - na cama, leia-se - já que ninguém até agora conseguiu atingir os teus feitos. Amigas conheciam-te apenas por TDI, 21 orgasmos numa noite... que loucura! Dava tudo para os receber novamente. Lembro-me de estar em cima de ti e o teu telefone tocar, atenderes como se nada estivesse a acontecer, dando-me sinais para não parar. Dizias à tua respectiva que estavas com amigos, que estavas ocupado e não podias falar. Paravas a meio de uma f*** para me falar no National Geographic. Sorrio com todas estas lembranças. Reavivaste-me numa altura em que me sentia morrer para o Mundo. Davas-me tudo o que precisava; a tua presença, o teu riso, a tua alegria, o sexo maravilhoso, as experiências tentadas pela primeira vez. Foste tu quem me criou, quem criou esta Alice desinibida, mas continuamente à procura de algo mais que simples sexo.
- Diz que me amas Alicinha, que eu volto cá no fim de semana, a horas impróprias, só para te dar o amor de mereces! - Claro que não era amor. Era uma paixão ardente, a melhor que já tive.
Cresci contigo, mostraste-me um lado mais simples da vida, onde um cigarro durante o sexo até pode ser sexy, quando me tiravas fotos em pleno acto e me dizias coisas porcas ao ouvido sem me beijar até que atingisse o orgasmo. Aí beijavas-me como se estivesses num deserto e finalmente encontrasses água.
Recordo beber demais e me carregares no colo, dares-me um duche morno, terno, e me deitares na cama e ficares ali do meu lado. Meu TDI de 110 cavalos... correspondias ao teu carro até na combustão de prazer.
Ainda recordo as aventuras no trabalho, horas de almoço com salas vazias e portas destrancadas, casas de banho de mulheres e tu lá, comigo. Tantos riscos e pura adrenalida. Ensinaste-me a viver a vida em pleno, sem medos e arriscando tudo por paixão e prazer. Sinto a falta da tua altura (homens altos são a minha perdição, sabes disso), das tuas pernas de jogador, da forma como me davas prazer, todos os dias de forma diferente. Recordo quando estavas prestes a chegar lá e não querias, falavas-me do Mickey e o Pateta e de repente... - Ok! Onde íamos mesmo? Alicinha, Alicinha, alinhas em tudo comigo e ris como doida, porquê? - Como seria possível não rir? No meio de uma f*** que não quer que chegue ao fim, falar-me em personagens Disney? Adorava, ria. Nunca ri tanto numa relação, em f***s como contigo.
Mas agora vejo-te abatido, com ar envelhecido. Gostava de te provar novamente, gostava de ser eu a dar-te uma injecção de energia positiva, de riso, de bom gozo.
Green wine, desde que passaste pela minha vida, não há garrafa que beba que não pense em ti.

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